*, ou: ‘partos de parteiras e doula’ Era por volta de 5 da manhã quando o telefone tocou. Eu já sabia quem era. Terceiro dia que dormia pensando nela e acordava com seu telefonema. Pródromos. Nome engraçado esse. Pródromos era o nome dado à cavalariça ateniense que corria na frente. Chamam assim esse movimento de vai e vem do início do trabalho de parto de algumas de nós. Como que uma premonição, um aviso. Durante três noites Kátia vinha sentindo contrações incômodas, que a impediam de dormir, ao chegar o [...]
continue lendo »
Cheguei ao hospital do SUS da minha cidade, Divinópolis, em Minas Gerais, às oito e meia da manhã. Eunice* estava em TP desde a madrugada, a bolsa rompeu espontaneamente às seis. Quando cheguei, estava com cinco centímetros de dilatação, no chuveiro, bem concentrada. Apresentei-me e falei como poderia ajudar, ela aceitou tudo. A mãe havia tido partos normais, ela estava bem tranquila. Ficamos na banqueta, pouco depois das nove da manhã, a GO fez um toque, sete para oito centímetros – saiu uma cachoeira de líquido! Eunice entrou na fase [...]
continue lendo »
Em maio de 2010, fiz o curso de formação de doulas oferecido pelo GAMA aqui em Belo Horizonte. Saí da formação com uma certeza: não quero ser mais só palavras, quero ir para ação. Quero estar no campo de batalhas e conhecer as mil facetas que envolvem o nascimento humano e as realidades obstétricas. Logo na segunda-feira, vejo na lista a mensagem de uma moça chamada Bianca, pedindo informações sobre bolsa rota. Sem pensar duas vezes, apresentei-me como doula . No mesmo dia ela me liga e quando pergunto onde [...]
continue lendo »