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mai

16

2012

O tempo é deles »

por Tata

Não é raro a gente falar aqui sobre como é importante e bacana a gente ter respeito com o tempo dos nossos filhotes, para todas as coisas da vida. Libertar-se das expectativas, recusar as comparações, recusar todo e qualquer raciocínio que principie com “tem que ser assim”. É uma atitude para exercitar cotidianamente, nos pequenos e grandes acontecimentos.

Aqui em casa, temos uma pequenina que não nos deixa esquecer a importância desta atenção e deste respeito, nem mesmo por um instante. Chiara, nossa caçulinha, parece ter vindo ao mundo para nos ensinar esta lição: ter tranquilidade e confiança suficiente(…)

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mai

12

2012

O certo, o errado, e todo o resto »

por Tata

Nos últimos dias, o assunto no mundo materno é um só: a polêmica capa da TIME, edição de 21 de maio, que traz uma mãe amamentando seu filho de 3 anos, estampando a provocativa questão: “are you mom enough?” (“você é mãe o suficiente?”). As discussões, muito inflamadas como era de se esperar, pipocaram por todos os cantos quando a imagem começou a ser freneticamente compartilhada, pelas redes sociais e pela blogosfera materna.

Com o acirramento dos ânimos, mais uma vez a discussão se transformou em um verdadeiro ringue de luta, como se estivéssemos diante de uma disputa mortal entre(…)

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mai

9

2012

Equilibrando três »

por Tata

Ser mãe de três filhos é uma equação delicada. Aliás, a partir do momento em que se tem mais de um filho, a gente passa a se equilibrar em uma corda bamba constante: se percebe que está dando atenção demais a um, vai pendendo para o lado do outro; quando o lado do outro começa a pesar, a gente vai voltando para o lado de onde veio; e assim sucessivamente – incansavelmente. É uma melodia que afina e desafina, não repousa nunca.

É bem verdade que eu, que logo de cara tive gêmeas, nunca experimentei a sensação de ser(…)

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mai

2

2012

Mãe de um, mãe de outro »

por Tata

Outro dia, eu conversava com uma amiga, mãe recente de dois, sobre como a maternidade do segundo filho (ou terceiro, no meu caso, já que as duas primeiras vieram juntinhas) era quase sempre vivenciada com mais leveza, de um jeito mais suave.

É claro que todo filho que nasce é uma alegria sem tamanho. E o primeiro filho traz para a gente uma porção de coisas bacanas: é com ele que a gente descobre a maternidade, aprende tudo do zero, se redescobre e inicia uma caminhada mais inteira do que jamais poderia ter imaginado. É com o primeiro filho(…)

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abr

28

2012

A autoestima dos nossos filhos »

por Tata

Quando somos pais e mães, preocupamo-nos com uma série de coisas: oferecer uma alimentação saudável,  cuidar da saúde de maneira equilibrada, escolher uma boa escola, encontrar atividades bacanas. Mas hoje, eu proponho a reflexão: o que estamos fazendo para cuidar da autoestima de nossos filhos?

Cuidar da autoestima de nossas crianças é mais complicado do que parece. Não basta elogiar, dizer várias vezes ao dia como os amamos, como eles são especiais, valorizar suas conquistas, estimular seus esforços. Tudo isso é muito importante, mas não é o suficiente. Porque eles não vivem só dentro de casa, não vivem somente(…)

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abr

25

2012

Cansar é humano »

por Tata

Ontem, terminando o dia, eu estava muito cansada. Mas muito, muito cansada mesmo. Aliás, mesmo depois de uma noite de sono, ainda estou. A fase está dureza, nós aqui estamos com a vida de cabeça para baixo: uma obra em casa que se revelou muito maior do que imaginávamos, a tal ponto que tivemos que sair para que o trabalho continuasse, e apesar de termos sido acolhidos com todo carinho do mundo pela minha mãe, nada é igual à casa da gente, não é? Da obra, as meninas vieram com uma tosse alérgica que está difícil de ceder, e aí(…)

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abr

21

2012

Sobre culpas e responsabilidades »

por Tata

Sou militante da maternidade ativa há anos, e nunca me furtei a conversar com mães, fossem de que estilo fossem. A maioria delas, é bem verdade, me procura já sabendo de antemão qual meu caminho na maternagem, no que acredito, o que defendo. Mas muitas parecem querer conversar quase para tirar um peso nos ombros – elas esperam que eu as ajude a se convencerem de que a cesárea por que passaram foi absolutamente necessária e bem indicada, que a receita de complemento que levaram debaixo do braço na saída do consultório de pediatria foi acertada e não havia meio(…)

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abr

18

2012

Amar, porque sim »

por Tata

Outro dia, em uma festinha de aniversário do filho de uma conhecida, cercada de mães, pais e crianças, ouvi uma frase que me arrepiou até o último fio de cabelo:

- Ai, fulaninho, como você está chato!! Quando você faz assim, a mamãe não gosta de você!!

Isto, dito para um menininho bochechudo e muito sorridente, que não devia ter mais do que quatro anos (embora eu ache que isso não é coisa que se diga a ninguém, tenha a idade que tiver).

Nossos filhos são pessoas, cheias de qualidades e defeitos, como nós. Têm seus dias de mau(…)

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abr

14

2012

Porque eles crescem »

por Tata

Ana Luz e Estrela acabam de chegar em casa, de volta de seu primeiro “acantonamento” na escola. Todos os alunos, grandes e pequenos, dormiram na escola, junto com os professores. Foi um acontecimento! Elas esperaram ansiosamente pelo dia tão especial, contaram-nos inúmeras vezes nos mínimos detalhes como seria a programação (pizza para o jantar, caça ao tesouro, desenho, jogos, noite de sono, café da manhã e brincadeiras). De olho nas folhinhas do calendário, elas passaram as últimas duas semanas contando os dias, na maior expectativa. Tanta que, quando houve risco delas perderem o tal dia tão esperado – porque estamos(…)

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abr

11

2012

Respeitar para ensinar a respeitar »

por Tata

Como bem disse a Kalu por estes dias, somos todos – especialmente nós, mulheres – criados para agradar, para sermos comportados, educados, para não incomodar, não desobedecer, não decepcionar, corresponder ao que esperam de nós. Fazemos isso com nossas crianças o tempo todo: exigimos que digam por favor, obrigado e com licença, que cumprimentem as visitas, que saúdem a todos quando chegam a algum lugar, que dêem beijos e abraços sempre que solicitados, que emprestem e dividam seus brinquedos e suas coisas sem reclamar. Que trabalho!

Confesso que muitas vezes me vejo agindo assim por puro impulso, sem(…)

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