Arquivo de janeiro, 2012

jan

31

2012

Vida monitorada »

por Kalu

Toda a nossa sociedade é pautada pelo medo. E o principal medo é o medo da morte. Toda a evolução humana e espiritual foram para tentar evitar, adiar ou até mesmo impedir a morte física e explicar os processos daquilo que não morre. A espiritualidade também é uma resposta humana para compreendermos esse nosso medo da perda. Assim cria-se o conceito de evolução, de reencarnação.

Tudo começa com a vida ou na morte, dependendo da sua crença. E não é a toa que estes eventos sejam tão semelhantes. Chegar do mundo espiritual para adentrar no corpo físico ou sair(…)

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jan

30

2012

O VBAC de dentro »

por Mamífera(o) Convidada(o)

Por Daniela Bueno

Vaginal birth after cesarean, ou, parto vaginal pós cesárea. Essa é a sigla que me acompanha nas últimas 38 semanas.

Pra resumir, meu primeiro filho nasceu a quase 5 anos atrás em um hospital/hotel  lindo em Porto Alegre, com 37 semanas de gestação, em uma cesárea que o “salvou” de “um possivel sofrimento fetal” devido a um líquido diminuído com 34 semanas de gravidez. História essa, igual a milhares de outras crianças que nascem hoje sendo salvas de nossas vaginas assassinas e úteros hostis, pelas mãos de médicos “conceituados e(…)

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jan

29

2012

Os seios e o amor »

por Nanda

Benjamin desmamou com 2 anos e 3 meses. Foi um desmame meio natural e meio induzido: ele mamava só para dormir, inclusive nas acordadas da madrugada. E eu estava cansada, bastante. Uma alergia no peito foi o suficiente para a conversa definitiva: o mamá está dodói. Ele chorou na primeira noite, mas depois se contentou, como até hoje se contenta, com a minha presença na hora de dormir. No entanto, seu amor pelo peito continua. Ele pega, faz carinho, dá beijos, inventa apelidos. Já fiquei constrangida, em público, quando ele saiu correndo para agarrar meus peitos. Já briguei, dizendo que a(…)

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jan

28

2012

Parto é natural »

por Tata

Ana Luz e Estrela, cujo parto foi programado para ser domiciliar mas acabou em transferência para o hospital, estiveram presentes no parto da irmã, que nasceu em casa. Como Chiara achou por bem nascer bem no meio da madrugada, pouco depois da meia noite, as mais velhas já estavam dormindo. Mas eu  pedi a minha mãe que as acordasse assim que percebi que a coisa ia engrenar, e como Chiara nasceu ‘a jato’, as duas vinham descendo as escadas, na companhia da avó, no momento exato em que eu segurava a irmã caçula pela primeira vez. Pararam, sentaram-se silenciosas nos(…)

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jan

27

2012

Cadê meu filho? »

por Kalu

Miguel sempre foi uma criança muito destemida. Desde bebezinho aceitou as pessoas do mundo de braços abertos e sorriso largo. Acredito que em grande parte por sua personalidades e uma outra, pela segurança interna que o respeito a suas dependências lhe deram esta autoconfiança.

Miguel mamou até quando quis (3 anos e 7 meses). Por outro lado sempre incentivamos que fizesse suas próprias coisas, como comer sozinho, limpar o bumbum, comprar um sorvete ali por perto.
Mas uma característica sempre me causou certo estranhamento em relação as outras crianças: Miguel nunca procurou meus olhos quando estava distante. Como(…)

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jan

26

2012

O discurso que muda »

por Nanda

Benjamin levou uma mordida de um dos gatos – que ainda não está vacinado – e decidimos dar a anti-rábica pra ele, apesar do gato não mostrar nenhum sintoma da doença. Fomos no pronto-socorro do plano de saúde, não tinham a tal vacina, que só é ministrada na rede pública. Então peregrinamos por 3 locais em bairros muito distantes um do outro, levados por informações desencontradas e desorganização.

No Hospital de Doenças Tropicais do Estado, um dos locais ao qual fomos erroneamente encaminhados, eu levei um tapa na cara: os técnicos do hospital estavam paramentados – de galochas e(…)

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jan

25

2012

Paulistaníssima »

por Tata

Somos uma família paulistaníssima. Paulistana da gema, como costumo dizer. Eu e meu marido nascemos e vivemos a vida toda aqui. Nossas três filhas nasceram aqui, e aqui estamos até hoje.

Há quem ache que São Paulo é o pior lugar do Brasil para se criar uma criança. Eu não acho. Aliás, não acredito que haja lugares bons e outros ruins, a priori, para se criar um filho. Acho que cada lugar, aliás como todas as coisas da vida, tem seus prós e contras, suas vantagens e desvantagens, suas dores e suas delícias.

Sim, é uma cidade violenta, com altos(…)

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jan

24

2012

E se foi o bebê »

por Kalu

Eis que se abriram duas janelas. Uma depois da outra. Os dentes de baixo, os mesmo que nasceram aos 4 meses. E eu sei, não é apenas um dente. É um sinal claro de um amadurecimento emocional, físico e espiritual. Um mês antes de completar 5 anos. Também fui assim com a ânsia de crescer e romper com as limitações do corpo pequeno e pouco habilidoso.

Não é só um dente, é uma nova fase que se iniciou faz tempo: limpa o bumbum sozinho, come sozinho, pede para dormir rezamos e você vira de lado e acorda apenas 12 horas(…)

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jan

23

2012

Parto Normal de Bebê prematuro com pre-eclâmpsia »

por Mamífera(o) Convidada(o)

Priscila, grávida de Juan, hoje com 3 anos e meio.Na minha cabecinha, gravidez era uma maravilha, algo onde tudo é perfeito e nada dá errado. Quando fui a consulta de pré-natal com 32 semanas, me queixei de muita dor de cabeça e tontura, eu estava muito inchada, mas nem liguei, afinal, gravidez incha, mas minha médica notou que eu, sem conseguir me alimentar corretamente, com vômitos diários, havia aumentado uns 20 kg entre uma consulta e outra, minha pressão arterial estava alta e ela me encaminhou ao hospital para uma avaliação.

De ali em diante, meu caso somente se agravava, minha pressão não parava de subir, e no hospital(…)

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jan

22

2012

Para recuperar-se de uma desnecesária »

por Nanda

Uma das coisas mais difíceis para uma mulher que tenha sofrido uma cesariana desnecessária – e esteja consciente do fato – é conseguir aceitar o fato de que foi desnecessária. Quando eu escrevi meu relato de parto, eu ainda não tinha essa certeza, e não tinha certeza de que queria tê-la. Buscamos justificativas, prontamente fornecidas pelos médicos: parada de progressão, circular de cordão, falta de dilatação. Todas aquelas justificativas que sabemos serem vazias, aquelas que deveríamos ter evitado. E enquanto não estivermos prontas para aceitar o fato de termos perdido a batalha, elas serão suficientes.

Uma vez(…)

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