out
13
2011
Dia das crianças com o Alana
por Tata
Ontem, dia da criança, o Mamíferas, representado pela Kalu e pela Tata, participou de um evento interessantíssimo em São Paulo, organizado pelo Instituto Alana. O evento reuniu mulheres blogueiras em torno do tema ‘consumismo infantil’. A idéia era debater questões fundamentais, como a influência nefasta da propaganda dirigida à criança e o encurtamento da infância.
Foi uma manhã incrível. Tivemos a oportunidade de conhecer muitas mulheres bacanas, que vêm pensando a maternidade e o feminino nestes tempos, de uma forma consciente e ativa – do jeito que a gente gosta e acredita que deve ser. Entre outras participantes, tivemos a honra de conhecer a Lola, a Bia, a Mariana, a Eliane, a Elisa, a Ana Claudia, a Gysele, a Carolina e a Renata. Cabe aqui um agradecimento ao Instituto por possibilitar esse encontro, e a todas as participantes, inclusive àquelas que não foram citadas aqui, pelas trocas tão ricas e pela oportunidade de trocar idéias e ver nascer possibilidades de transformação.
O consumismo infantil está aqui, aí, ali. Está por todos os cantos, e é problema de todos nós. Manter nossos filhos afastados dos apelos da propaganda voltada para o público infantil tem se tornado cada vez mais difícil. Porque vivemos em sociedade, e somos todos afetados pelas escolhas de todos.
Precisamos de mais ética, mais responsabilidade. Crianças não têm condições de lidar com os estímulos da publicidade. Eles simplesmente não estão preparados para isso, não têm maturidade suficiente, e por mais que se converse, explique e reafirme, é um aprendizado que vem com o tempo, com a experiência de vida. Nosso papel de pais e mães se reafirma todos os dias, é claro: é preciso explicar, colocar as questões com clareza, e principalmente dar o exemplo, tendo uma atitude na contramão do consumismo em nossas próprias vidas adultas. Mas é preciso também que nossas crianças não sejam expostas a algo que simplesmente não é adequado à idade delas.
Empurrar a responsabilidade para os pais, dizendo “mas vocês têm que controlar o que seus filhos vêem na TV”, é cômodo. A responsabilidade dos pais é imensa, sem dúvida. Mas não é possível ignorar a responsabilidade das empresas, das mídias, de todo esse aparato esmagador que passa por cima de nossos discursos, de nossos exemplos, entra em nossas casas sem qualquer cerimônia, sem preocupar-se com qualquer traço de ética, e bombardeia nossas crianças, fazendo-as acreditar que a felicidade reside no ter, ao invés do ser.
A mudança passa por um comprometimento verdadeiro de toda a sociedade. Pais e mães têm que estar atentos, mas precisam da colaboração do entorno. Vivemos em um mundo onde todos nos entrelaçamos e nos influenciamos diretamente, e isso pode ser maravilhoso e enriquecedor – desde que haja ética e responsabilidade nas relações. É por isso que dizemos, em alto e bom som, e com todas as letras: publicidade infantil, não!!
Enquanto não repensarmos o olhar da sociedade sobre a infância, atitudes individuais, restritas a cada família, poderão muito pouco. Precisamos fazer mais. Queremos fazer mais. Ajudar a plantar as sementes de uma infância mais saudável e respeitosa.
E para comemorar essa oportunidade tão bacana de compartilhar tanta reflexão interessante, trouxemos como cortesia do Alana um presente também para vocês. Vamos sortear um ‘kit’ do Instituto. O kit conta com 7 cadernos de entrevistas, com os temas “Erotização precoce e exploração sexual infantil”, “Sustentabilidade”, “Juventude e bebidas alcoólicas”, “Transtornos alimentares e obesidade infantil”, “A importância do brincar”, “Violência” e “Estresse familiar”, dois livretos “O que fazer para proteger nossas crianças do consumismo” e “Por que a publicidade faz mal para as crianças”, e um DVD do documentário “Criança, a alma do Negócio”, que inclusive já recomendamos aqui.
Quer ganhar esse presente? É fácil: basta deixar um comentário aqui neste post respondendo às seguintes questões:
1. Nome completo
2. Cidade e estado
3. Email
4. Nome e idade dos filhos, se tiver
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Lembrando que os comentários que não trouxerem respostas completas para as perguntas 1, 2, 3 e 5 serão automaticamente excluídos do sorteio, e que aceitamos participantes de qualquer lugar do Brasil. No dia 19 de outubro, sortearemos uma feliz ganhadora! Boa sorte para todas!!
categorias: Mamíferas, filhotes, promoção
tags: blogosfera, consumismo, consumismo infantil, consumo consciente, debate, encontro, infância, Instituto Alana





1. Barbara Janaina C.Silva
2. Salvador / Ba
3. tá oculto
4. Marcos 4 anos
5. Acredito que o melhor a fazer é dar o exemplo. Se ele aprendeu a andar , falar e se comportar pelo exemplo, isso também ele pode aprender…
Mariana Lettis
São Paulo – SP
mlettis1@gmail.com
Esteban 2a8m
Cada vez que ele pede que compre algo que realmente não é necessário (balas, superheróis, trecos, etc) não tenho problemas em falar abertamente que não tenho dinheiro pra isso, ou que ele já tem em casa, não precisa, que podemos gastar isso em outra coisa, firme e decidida… ele entende. E isso que ele tem brinquedos, e consome gulosémias… mas falar sobre a importância e a real necessidade disso, de uma forma simples e clara… ajuda!
1. Daniela Garbellini Fraga
2. Campinas/sp
3. danielagarbellini@gmail.com
4. Arthur – 3 anos
5. Meu filho não assiste televisão, apenas dvds selecionados, assim evito a exposição aos intervalos comerciais e mesmo propagandas durante a programação. Além disso, não incentivamos o consumo, mesmo quando frequentamos supermercados e shopping center, não compramos algo a menos que seja o objetivo ou esteja pré-combinado (o que é raro). Além disso não compramos bom comportamento ou recompensas com presentes. Resumidamente é isso. E tem dado certo!
1. Vanessa Alves e Silva
2.Brasilia DF
3. Vanessa_aes@ hotmail.com
4. Camila – 3 anos e gravida de 9 meses de outra menina
5. Alem de evitar que assista canais com publicidade infantil eu converso bastante com ela explicando o que realmente precisamos comprar.
Oi meninas,
1. Rosângela Santana dos Reis
2. Salvador/BA
3. roses.reis@uol.com.br
4. Cecília e Luísa, de 03 anos
5. Aqui em casa contamos com o exemplo e com a sementinha da questão “eu preciso disto?” plantada desde cedinho, de forma lúdica, porém clara, além dos combinados em idas a shoppings ou mercados, eu ou o pai sempre levamos as duas e nunca tivemos dificuldade em dizer não para o que não foi combinado ou é supérfluo.
Bejos
1. Carolina Martins Paes de Oliveira Costa
2. S. Paulo – SP
3. martinscarolina@ig.com.br
4. João Vitor de 5 anos e Guga de 2 anos e meio
5. Para proteger meus filhos do consumismo primeiramente, quando me acompanham em compras, de supermercado por exemplo, não saio comprando tudo que eles me pedem, tudo é conversado, principalmente em relação à alimentação saudável e eles pouco a pouco vão entendendo e se desinteressando pelas coisas. Outra atitude que tomamos em casa é limitar o tempo em frente à TV, apenas o mais velho se interessa e assiste pouco, conversamos com ele sobre as propagandas e o interessante que ele mesmo já tem as sacadas de quando a propaganda é enganosa, ele com 5 anos já fica escandalizado com o apelo desonesto das indústrias.
1. Nome completo
Luana Maira Silva Vieira
2. Cidade e estado
Belo Horizonte MG
3. Email
oculto
4. Nome e idade dos filhos, se tiver
Benjamim , 1ano e 6 meses.
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Não ser uma mãe consumista !
Parece simples a resposta, mas eu acredito que o exemplo é a maneira mais silenciosa de implementar uma rotina/um ritmo de vida e mais eficaz. Se meu filho não me vê louca para consumir , se eu troco as idas aos shopping pelos passeios no parque , acredito que a vida vai seguir assim …Iremos aos poucos virar as costas pra esse turbilhão consumista e criar as nossas formas de consumir.
1. Sabrine Ferreira
2. São Leopoldo – Rio Grande do Sul
3. sabrine_ferreira@ibest.com.br
4. Sara Yasmin Ferreira Rodrigues – 4 anos
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Creio que a melhor forma de proteger minha filha seja conversar e sempre explicar o que realmente há de necessidade para ela. Não tendo que esconder nada, deixando exatamente tudo muito claro, para que aos poucos ela comece a entender o que realmente ela precisa para viver, sem exageros.
1. Nome completo
Ana Paula Fabretti
2. Cidade e estado
Piracicaba, SP
3. Email
apfabretti.ana@gmail.com
4. Nome e idade dos filhos, se tiver
Mário, 5 anos
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Acho que a melhor forma é através do exemplo e da conversa. Mostrar pra ele o que é realmente importante, como podemos viver bem com menos, como um brinquedo pode ser um presente legal, mas um passeio com a família pode ser mais legal ainda…
Cidade: Salvador
Estado: Bahia
Filho: João Pedro, 03 anos
Resposta: Mostrar a meu filho que ele é um ser único, especial e que não precisa ter as mesmas coisas dos coleguinhas. Mostro a ele que as coisas mais simples são encantadoras, como brincar de cabana feita de lençol, fazer piquinique, brincar de pique-esconde, fazer um lanchinho gostoso e comemorar a festa dos brinquedos. Mostro que existem outras possibilidades.
1. Mirtes Cavalcante de Aquino
2. Salvador – BA
3. mirtesaquino@gmail.com
4. Letícia – 4 anos
5. Antes de tudo dar exemplo e conversar de forma aberta. Tentamos não comprar por impulso, racionalizamos nossas compras escolhendo com calma o que vamos comprar e nunca gastamos além do nosso poder de compra. Mesmo que eventualmente haja uma atitude mais consumista, ela percebe o nosso esforço e consciência. Além disso temos conversas francas, do tipo “não temos dinheiro agora”, “isso é muito caro, veja quantas coisas podemos comprar com o mesmo valor” ou “você terá que escolher, não podemos comprar tudo”. Além disso, escolhemos algumas atitudes que achamos importantes: na sua festinha de 2 anos pedimos aos convidados que ao invés de levar presentes para ela levassem para as crianças de uma instituição da nossa cidade, já que precisam muito mais do que nós. A partir dos 3 anos, ela já entendendo o que é presente, pedimos contribuição de leite em pó – com isso os presentes reduziram em quantidade e em valor, o que eu acho muito válido para ensiná-la a valorizar o que é mais importante, como o prazer de comemorar a vida entre pessoas queridas. As vezes faço compras maiores para ela, aproveitando promoções, principalmente livros, cds e dvds, mas nunca entrego tudo de uma vez, e vou administrando as entregas. E nas últimas semanas trocamos o Discovery Kids por dvds. Fizemos isso por termos observado que no ano passado, nas semanas próximas ao dia das crianças, os comerciais desse canal fizeram quase uma lavagem cerebral nas crianças. Foi a primeira vez que vi minha filha pedir insistentemente algo que tenha visto na tv. Estamos avaliando agora como será a volta a este canal.
1. Nome completo
Verônica Santana da Fonseca
2. Cidade e estado
Rio de Janeiro, RJ
3. Email
veronicafonseca@gmail.com
4. Nome e idade dos filhos, se tiver
Ana Luísa, 4 anos
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
A única maneira de proteger os filhos do consumismo é dar o exemplo. As crianças são espelho dos adultos. Se o consumismo tiver lugar no lar, através das atitudes do pai ou da mãe, automaticamente a criança será estimulada a agir da mesma forma.
1. Nome completo: Nélia Cristina Cruz de Paula
2. Cidade e estado: Recife, PE
3. Email: neliadepaula@gmail.com
4. Nome e idade dos filhos, se tiver: Gabriel, 4 anos e Daniel, 1 ano
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Eu concordo com o post, é muito fácil dizer que a culpa é dos pais e pronto. Sim, os pais têm sua grande cota de responsabilidade, em casa eu procuro dar o exemplo, só consumir o que realmente necessito, e resistir aos apelos de datas, festas, etc., procurando outras formas de diversão, que não o consumo. Mas também acho necessário deixar claro que é uma responsabilidade também das empresas, deve haver ética, que é um valor em baixa, principalmente em assuntos de mercado…
Natália Cristina Garcia Piassentini
Campinas -SP
minhapequenamaria arroba hotmail ponto com
Giulia (8 anos) e Maria Clara (8 meses)
Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Eu faço minha parte, acredito que escolher passar menos tempo assistindo televisão contribui e muito, já que 80 % da publicidade é voltada para o público infantil.
Quando as deixo assistir TV analiso, questiono e avalio o programa antes de liberar, e assim sucessivamente com filmes e etc.
Que bom seria se todas as mamães também fizessem o mesmo.
Beijos nossos!
Ariane Mendes Gomes de Barros
Sorocaba – SP
arianemg2@hotmail.com
1 filho – Arthur (1a8m)
Eu acho difícil mudar essas propagandas excessivamente apelantes. Meu filho ainda é pequeno e já me vejo no futuro em certas situações que vou ter q aprender a lidar. Ao meu ver algumas saídas são: menos tv, mais brincadeiras (ao ar livre preferencialmente), dvds educativos, e aos pais também controlarem o que eles assistem, crianças adoram programas que não são pra idade deles e infelizmente temos exemplos nada bons em novelas, programas e até mesmo comerciais.
1 – Ariana Andrade Mocó
2 – Brasília / DF
3 – aribasmoco@hotmail.com
4 – Teodoro – 2 anos
5 – O que acho que posso fazer de mais importante é acompanhar meu filho o máximo possível para orientá-lo sempre, seja quando assite seus desenhos, seja quando levo ele para supermercados e afins. Ainda assim confesso que acho pouco, porque sei que daqui a poucos anos ele terá amiguinhos na escola que já tenham seus celulares e outros bens de consumo absolutamente dispensáveis. Então acho fundamental me aproximar dos pais e da escola, para que juntos possamos cuidar dos nossos filhos, promovendo outros interesses que não os propagados pela mídia.
Alessandra Almeida de Sousa Guimarães
Diadema/SP
alessandra.asg@hotmail.com
Ana Beatriz 9 anos e Lívia 2 anos.
Eu e meu marido somos da opinião de que proibir é pior; o que fazemos com as nossas filhas é conscientizar. Explicamos se realmente é necessário o consumo exagerado. Como se faz para adquirir as coisas (trabalho, dedicação, merecimento). E explicamos a elas que o ter não é sinônimo de felicidade mas que o ser é extremamente importante.
O consumisto está aí, independentemente dos apelos da televisão. Temos os exemplos dos colegas de escola com celulares, ou crianças de 6 anos com Ipad na escola num dia em que se podia levar brinquedos. Que brinquedo??? O que aconteceu com a corda, a peteca, a bola, a boneca de pano???
Gente , eu penso que cabe a cada família ensinar seus filhos como a coisa deve funcionar. O mundo mudou, infelizmente. Não acho o fim do mundo crianças terem coisas bacanas se os pais podem comprar, assim como tb não acho o fim do mundo as propagandas, afinal se não vierem da televisão vão vir de outros lugares, estamos falando de desejo, e proibir ou negar será sempre um problema. A real questão é o que vc vai oferecer de informação, ensinar a priorizar o que realmente ele quer, ensinar a dar valor a tudo que se tem e dar tempo pra criança refletir..e não sair correndo comprando o que a criança viu na TV. Uma vez ouvi uma coisa e acho que é a mais pura verdade. Filhos de pais que tiveram pouco, são os que mais erram com os filhos hoje, tentam compensar o que não tiveram……eu concordo!! bjosss
1. Débora Accioly Dionisio
2. João Pessoa/Paraíba
3. deby_accdionisio@hotmail.com
4. Leon, 7 meses
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Primeiramente o que eu acho que pode ser feito em relação a “proteção” do consumismo é que ele entenda do que se trata, do porque da necessidade de tal proteção, para que ele mesmo desenvolva a consciência disso, o que não acarretaria num consumista frustrado depois. Não deve ser “filho, não vou te dar isso porque não tenho dinheiro”, afinal, quando ele tiver ou perceber que eu tenho, ficaria sem nexo o meu argumento, que deve ser sempre pautado na honestidade da nossa relação. Então, quando, no processo de auto-conhecimento, ele se indagar sobre “por que o fulaninho tem um chinelo do homem aranha”, é a hora de sentar e conversar: filho, porque você acha que precisa disso? E, como resposta, ele ouvirá os contrapontos do seu argumento, se eu souber convencê-lo, no final da conversa, creio que meu serviço terá sido feito com eficácia.
. Nome completo: Leila Cristina Moraes
2. Cidade e estado. Viçosa. MG
3. Email. leila.moraes@ufv.br
4. Nome e idade dos filhos: Yasmim 4 anos
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Vivo uma situação da necessidade da proteção – ao consumo exarcebado (em duplo sentido) da família e da publicidade: moro distante de tal e quando aparece!? Agora ela (cunhada) está em casa, e minha filha os vê uma vez ao ano. Como veem ou nós vamos para lá são momentos de muitos presentes com temáticas da Barbie e batons, e coisa e tal. Amo-os, mas tenho dificuldade para lidar com tal relação. Como lidar com isso?
Ontem tentei explicar para ela, sobre o consumismo na mente da criança, ( concordo em uma leitura do blog mamiferas, a criança não está madura suficiente para filtrar as informações), falando que a barbie faz um apelo à um padrão de beleza, moda e sentido pra vida…entre outras coisas, falei taqmbém sobre uma leitura de uma pesquisa que posso depois colocá-la aqui a referência, na qual meninas negras, ao lhes apresentar duas bonecas – uma branca de olhos azuis e uma boneca negra – sobre qual boneca pareciam com elas, estas crianças se identificam com a boneca branca de olhos azuis! Culpa de quem? De todos que permitem uma tal crueldade na cabeça destas crianças.
Sou graduanda em pedagogia e trabalho com crianças (estágio), e é frustante ver, que numa entrevista com 23 crianças ao serem interrogadas do seu maior sonho elas respondem algo relacionado ao ter algo material: video-game, computador, celular.
Sobre a família realmente sinto uma angústia frente a tudo isso e tantas outras coisas que destruem a infância, erotizando as meninas desde cedo, acabando com a alegria de ser criança, minha filha hoje falou: “não quero ser pequena, quero ser grande e chorou..” Tudo está relacionado com esta fala.
Em casa minha tv é aberta, não tenho assinaturas e tal, considero o conteúdo mais do que complicado comparado a tvs de assinatura. E respondendo a pergunta, e em casa que transmite globo, bandeirantes, record e rede minas, só a última que salva. São poucos minutos de desenhos e o restante para apelo ao consumo. O que fazer? Confesso que fico em dúvida, minha filha tem autonomia para a tv, então as alternativas são os dvds, e quando ela quer tv é complicado…proibir ou não?
E quanto a família que também faz este apelo ao consumo..? Ufa!!
Vivemos num turbilhão de situações que temos que nos preocupar em vista de uma sociedade diferente da atual, ou iremos á própria extinção. Atitudes como deste blog realmente faz a diferença, são ações educativas que nas palavras de Paulo freire educador nordestino: “A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda”, palavras tão profundas, e necessárias para a constituição do humano pra vida com sentido de ser e não de ter.
Sobre os artigos que vocês colocaram na promoção quero ver se encontro, tenho dificuldade como educadora: “mãe e professora” de encontrar bibliografias sobre o assunto.
Parabéns pelo blog..
Att.: Mãe da yasmim..
Nome Completo: Isabela Abreu
Cidade e Estado: Sao Paulo / SP
Email: isa.isabela@terra.com.br
Nome e Idade dos filhos: Clara 4 meses e 3 semanas
Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Incentivar a vida ao ar livre e o contato com a natureza. Explorar a terra, os cheiros, os sabores e poder proporcionar a ela o lado simples do brincar longe do consumismo exacerbado proposto pela mídia.
1. Nome completo
Jessica Penalva Sousa Silva
2. Cidade e estado
São Paulo – SP
3. Email
jeh.km@bol.com.br
4. Nome e idade dos filhos, se tiver
Karina Mayumi, 1a2m
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Dar o exemplo. Pq não adianta nada sabermos tudo para proteger nossos filhos, se seu maior exemplo for consumista.
1. Nome completo
Lorena Mendonça Netto de Andrade
2. Cidade e estado
Juiz de Fora – MG
3. Email
emaildaloris@yahoo.com.br
4. Nome e idade dos filhos, se tiver
Mariah, 2 anos e 5 meses de muita alegria!!!
5. Resposta à pergunta: o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
Cercar de amor, de brincadeiras lúdicas, criativas, rodeá-la de muitas brincadeiras com barro, água, bastante sujeira “boa”… Gastar tardes e manhãs no quintal, investir pesado nas canções do folclore… Trazer os bichinhos pra bem pertinho, alimentá-los, colher seus ovinhos, fazer deles grandes companheiros… Voltar da escola cantarolando, pulando, e nem ligando pra quem olha pra gente fazendo cara estranha… Parar no meio da pracinha só pra admirar uma linda lua que brota no céu! Fazer da natureza uma obra prima que cerca a nossa vida de beleza e que de repente nos presenteia com um lindo cantar de sabiá bem debaixo da nossa janela… Comer amora no pé, catar uvaia, comer algumas e jogar outras pros passarinhos comerem… Fazer da TV um objeto de adorno que às vezes pode dar sequência a um lindo vídeo familiar ou às vezes, de um monitor do DVD, desplugado
(continuação – publiquei antes de terminar)
Fazer uma filtragem e fazê-la entender que hás coisas “de crianças” mas há coisas “para crianças” e que juntar as duas é sempre melhor. Regar a imaginação dela com muito conto de fadas e estimular as asas da imaginação criando histórias sempre fantásticas! Proteger sua infância até os derradeiros momentos da adolescência para mais tarde, quando ela se lembrar da infância, ficar com um gostinho de alguma coisa boa e uma saudade… Uma linda saudade!
1- NaNa Souza
2- São Paulo/SP
3- bijusdanana@gmail.com
4- Nicholas, quase 9 meses
5- o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo?
proteger meu filho do consumismo é uma meta de vida aqui em casa, por isso ele desde a barriga só possui aquilo que efetivamente usa, não tem roupas mil, nem brinquedos inuteis, a maioria é de tecido reciclado(roupas velhas) conforme ele for crescendo isso vai continuar assim. Não o levo ao shopping ou mesmo ao mercado, ele não assiste TV. é um bb feliz e saudavel
continua…
que prefere brincar com os cachorros do que com os brinquedos.
Acho que quando ele for um pouco maior vai ser mais dificil evitar que queira mil coisas mas pretendo que ele tenha brinquedos feitos em casa com material reciclado e que ajude a construi-los, de forma que aprenda desde cedo que o valor das coisas é a gente que da.
1- Janaina Prado
2- Sao Jose dos Campos /SP
3- janapradus@gmail.com
4- Lua Clara, 2 anos e 2 meses
5- Resposta a pergunta:
É muita conversa, exemplo, reutilização, criatividade. dvd ao invez de tv e pouco. Em casa, as maos, os sabonetes, os personagens das roupas, a comida na colher, todos falam!! Tentamos criar um ambiente alegre com o que temos no momento e mais no mundo da imaginação do que no material. Compramos o que precisamos e estamos nos reeducando para viver melhor, assim para ela sera somente consequencia, ao menos enquanto é tao pequena…
São João da Boa Vista-SP
Virginia 10a; Arthur 8a; Angelo 5a.
Ser exemplo e educar para as necessidades básicas da vida. Ensinar o tempo certo para cada coisa, as datas comemorativas, os momentos oportunos em que se devem ser realmente lembrados com agrados e presentes. Apresentar o valor real dos produtos e lucrar com as escolhas certas. Criar os próprios meios de divertimento e ressaltar a importância destas atividades para um melhor desenvolvimento e surgimento de novas descobertas.
1. Érika Fabíola Silva Maia
2. Campinas, SP
3. erikafabiologa@yahoo.com.br
4. Norberto, 8 meses de bochechinhas fofas
5. Orienta-lo e ensinando que as pessoas são o que elas são, não o que elas tem. Uma maneira prática é brincando com as crianças, evitando a mídia e a internet em excesso.
1. Paula Zandonadi Zanirato Tristão
2. Campinas – SP
3. pzanirato@uol.com.br
4. Leonardo 6 anos
5. o que você acha que pode fazer para proteger seus filhos do consumismo? Eu tenho gravado os programas que ele gosta para passar sem ver os comerciais, principalmente de setembro até o final do ano, pq as propagandas ficam insuportáveis. Tenho prestado atenção ao meu próprio consumismo para não ser só um discurso vazio. Mas ainda me sinto perdida, se estou fazendo o melhor que posso mesmo.
Nome: Viviane Pereira Amaral Brito
Goiânia-GO
E-mail: viviane.amar@hotmail.com
Giovana Amaral Oliveira, 09 anos
Para proteger é necessário limitar o acesso a certos tipos de conteúdo, não deixo ler jornal, nem assistir ao noticiário, nem programas de auditório que são um prato cheio na questão consumismo e relações descartáveis. Além de um diálogo bem aberto, se compro algo de marca já explico que deve haver também qualidade no produto e que isso não significa que comprarei o restante da coleção ou a nova versão sempre que mudar.
1. Ariana Andrade
2. Brasília DF
3. aribasmoco@hotmail.com
4. Teodoro – 2 anos
5. Além de acompanhar, dar exemplo e evitar superexposição, o que acredito que pode fazer muita diferença é a cumplicidade entre as mães. Acho fundamental buscar conhecer os pais do amiguinhos dos meus filhos, compartilhar as preocupações e buscar soluções conjuntas.
O que faço para livrar meu filho do consumismo é fazer com que ele dê o devido valor para o dinheiro, e não gastar com coisas supérfluas. E assim, estaremos ajudando a não poluição do meio ambiente.