Arquivo de outubro, 2011

out

31

2011

As escolhas, os custos e as mudanças »

por Mamífera(o) Convidada(o)

Por: Viviane Xavier

Nas discussões sobre a assistência humanizada ao nascimento, vez por outra surge o tema “custo dos honorários médicos”. Honestamente, sempre fico feliz quando este questionamento aparece nas listas que freqüento, pois enseja uma reflexão que, via de regra, não estamos acostumadas a fazer. Qual seria um valor ideal para que uma equipe humanizada pudesse prestar uma boa assistência a uma parturiente e seu bebê, que remunere adequadamente os profissionais e que seja viável financeiramente para a maioria da população brasileira?

Vamos por partes. Comecemos como os profissionais definem quanto vão cobrar por seus serviços. Vou convidá-las(…)

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out

30

2011

É tão fácil ir adiante e esquecer que a coisa toda tá errada* »

por Nanda

Há algum tempo atrás alguém comentou por aqui que eu, talvez por ser muito nova, talvez por ser assim mesmo, gostava muito de polemizar. Detesto esse termo: polemizar. Poderia-se dizer que todos os posts nos quais tratamos de temas polêmicos, estamos tentando polemizar, que é mostrar um ponto de vista extremamente diferente para causar rebuliço. O que fazemos aqui não é isso. Aqui, tratamos de temas polêmicos e por isso eles geram repercussão, não para isso, dá pra notar a diferença?

A grande questão é que uma vez fora da Matrix, nada mais é visto com os mesmos olhos. É(…)

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out

29

2011

Minha função »

por Kalu

Eu fui uma criança que apanhei muito. Levada, com um jeito desafiador, fazia de tudo para ser ouvida. Minha mãe achava que a maneira de me manter sob controle era bater. Ela batia para que eu deixasse de ser distraída, ela batia para que eu decorasse a tabuada, ela batia quando eu quebrava coisas ou quando eu era levada além do que ela considerava ser a medida dela.

Até que com 12 anos levei uma surra de cabo de vassoura. E no meio da surra tomei o cabo da mão da minha mãe e bati nela. Estava completamente descontrolada.(…)

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out

28

2011

Ser mamífera e feminista »

por Tata

Depois do meu post do último sábado, falando sobre a relação – de dependência ou cooperação – entre mulheres que trabalham em casa (ou de casa) e homens que trabalham fora, enfiei-me em uma porção de discussões a respeito, em pvt, por email ou pelas redes sociais, principalmente com mulheres que militam nas esferas feministas por aí.

De todos os argumentos que ouvi/li, um foi o mais repetido: “não é uma crítica pessoal à mulher que opta por ficar em casa ao invés de trabalhar, mas é que esse tipo de atitude mina o trabalho de quem luta contra(…)

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out

27

2011

Eu também não sei o que fazer »

por Nanda

Quando decidimos escrever, as três, sobre o assunto que mais está rendendo ultimamente, o tal livro sobre educação violenta, eu disse: “Não posso escrever sobre isso. Já dei muitos tapas na mão do meu filho, e não me sinto preparada para falar sobre isso.” Diariamente sou confrontada com a vontade de bater, revidar na mesma moeda. Meu filho, ou o filho dos outros, sempre parte para a agressão quando é contrariado, e genioso como só ele, isso é quase sempre.

Meu filho me morde, me bate, joga objetos em mim, ou joga-os no chão propositalmente. Meu filho cospe em mim. Se(…)

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out

26

2011

Carta aberta à editora Matrix »

por Tata

Sou mãe de três meninas, sou mamífera, e busco educar minhas filhas ensinando todos os dias, com palavras e principalmente com atitudes, conceitos básicos que andam faltando no mundo: tratar o outro como gosto de ser tratada, respeitar, usar de gentileza, agir com amor e delicadeza, colocar-me no lugar do outro para saber o que sente diante de como eu lhe trato, exercitar a empatia.

Diante destas, que são as verdades que guiam meus passos, tanto na maternidade como na vida, não pude conter minha indignação diante da publicação, por parte desta editora, do título “Tapa na Bunda: como(…)

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out

25

2011

Tapinha sim? »

por Kalu

Ele está parado, com braços cruzados, semblante fechado. Ela esbraveja, Fala alto, com olhos vermelhos, voz esganiçada, com o choro na garganta. Ele diz uma frase curta. Ela começa a gritar mais alto e chorar sem controle. Nitidamente está descontrolada. Ela anda de um lado para o outro, agitada. Chora, grita bem alto, volta para perto dele com o rosto bem perto. Ele parece estar prestes a explodir. Grita com ela. Todos olham assustados para a cena. Ele se descontrola, pega ela pelo braços, chacoalha levanta a mão e…

Certamente se você pensa que é uma briga de casal, um(…)

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out

24

2011

Como apoiar a opção pela cesárea? »

por Mamífera(o) Convidada(o)

Eu já parei de dizer que parto normal é melhor para todas as mulheres. Mesmo sabendo disso, não acho justo dizer isso a uma mãe que não foi atendida por um médico com taxas decentes de parto normal, que não teve apoio ou que não encontrou nela mesma forças suficientes para tal decisão. Até porque, o que eu entendo por parto normal é “aquele no qual deixam  a mulher livre para que sua própria natureza entre em ação” e isso é bem diferente do que se pratica por aí!

Hoje em dia, para o parto ser “normal”, basta ser “vaginal”, mesmo que seja conduzido com ocitócitos, analgesias e episiotomias rotineiras, que não fazem outra coisa se(…)

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out

23

2011

Processo contínuo »

por Nanda

Os livros e filmes nos dizem que basta um momento especial para formarmos o caráter de nossos filhos. As memórias, os diálogos, as situações se resumem a momentos específicos, onde uma frase tocante irá fazer com que aquele ser humano em formação se torne exatamente aquilo que esperamos dele.

Eu visualizava uma cena linda, meu filho com uns 8 anos, nós dois em um parque soltando pipa, e eu compartilhando com ele tudo o que eu acho da vida, universo e tudo o mais. Dali a 20 anos ele ainda se lembraria desse dia, e toda vez que fosse(…)

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out

22

2011

Dependência ou cooperação? »

por Tata

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi de gente que se propunha a discutir a condição da mulher nos dias de hoje, seu papel no mundo, sua independência e autonomia, um argumento que para mim soa caduco e preconceituoso: ‘mulher tem que trabalhar, nada de ficar em casa cuidando dos filhos, tem que ter seu próprio dinheiro, tem que ser independente, não pode depender do marido!’.

Eu sou uma mulher que optou por ‘depender’ do marido. Faço home office, trabalho de casa, um trabalho que tem crescido e espero que cresça cada vez mais. Mas o que sustenta(…)

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