set
21
2011
O que se vive e o que se conta
por Tata
Dia desses, conversando com uma amiga que se tornou mãe há pouco tempo, falávamos de como tantas coisas seriam mais fáceis, especialmente para as mães de primeira viagem, se antes mesmo da gravidez, soubéssemos com mais clareza do que se trata a maternidade, e a vida depois dos filhos.
Explico: a vida de mãe pintada pelos comerciais de margarina – e muitas vezes, também nos papos de mãe -, com bebês plácidos dormindo sozinhos no próprio berço, no próprio quarto, e de luz apagada, com filhos sorridentes e obedientes o tempo todo, com a mesa farta do café da manhã esperando pela família feliz todo santo dia, não existe na vida real.
Engraçado que, nas rodas de conversa, coisa difícil é encontrar quem compartilhe as dificuldades e ofereça um ombro amigo dizendo: “é assim mesmo, comigo também foi assim!”. Não, não. Quando seu filho mama trezentas vezes ao dia, todos os outros bebês mamavam regularmente em intervalos de três em três horas, bonitinhos. Se você fica triste de vez em quando e até chora com o bebê recém-nascido nos braços, todas as outras mães são baluartes da mais absoluta felicidade e realização. Quando seu bebê acorda à noite e você tem olheiras profundas no dia seguinte, todas as outras crianças dormiam a noite toda desde beeem pititicos – quando não desde a maternidade! Se seu bebê não quer comer, os filhos dos outros são fantásticos de garfo e comem até pedra. Se seu filho faz birra, os filhotes alheios são verdadeiros anjinhos, quietos e obedientes. Se você tem problemas com a escola dos seus pequenos, todas as outras escolas são a personificação do paraíso. Se seu filho te desafia, desobedece, se você perde a paciência, todos os outros lares são verdadeiros poços de harmonia e tranquilidade. Não é incrível?
A grande loucura disso tudo é que enquanto a gente persegue esse ideal de perfeição que só o outro tem, a gente perde a oportunidade de curtir todas as pequenas coisinhas que estão aqui, na vida de todos os dias, ao alcance da mão, entre os tropeços e imperfeições que toda vida de gente de verdade, tem.
Não seria bem mais fácil, por exemplo, se quando o bebê viesse para os nossos braços, a gente ouvisse contar que os bebês choram mesmo, por milhares de motivos, e que eles só precisam mesmo é de todo colo e de todo amor do mundo, de atenção e peito da mamãe em livre demanda? Que bebê não tem hora para sentir fome, e que é totalmente normal e esperado que ele mame quando sente vontade, já que não é um reloginho, mas um ser humano?
Não seria mais tranquilo se a gente ficasse sabendo que o pós-parto é um momento intenso, de muita delicadeza e de turbilhão emocional, que às vezes a tristeza vem com tudo, que é a coisa mais natural do mundo sentir o cansaço pesar, a responsabilidade assustar, e ter saudade da vida como era antes, cheia de liberdade? Que sentir a tal da ‘tristeza materna’ não diminui o amor que a gente sente pelo filhote, nem a felicidade de tê-lo nos braços, virando a vida de cabeça para baixo?
Não seria tudo mais suave se alguém nos contasse que todo bebê gosta de proximidade e contato, e que nada disso é defeito nem sem-vergonhice? Que a maioria dos bebês dorme mais tranquilo perto da mãe, no mesmo quarto e até na mesma cama, e que filho nenhum vai chegar aos dezoito incapaz de dormir sozinho no próprio quarto? Que mais cedo ou mais tarde chega a hora da independência, naturalmente, sem que seja preciso forçar qualquer coisa? E que quando essa hora chegar, você vai sentir uma vontadezinha quase envergonhada de agarrar o tempo e mantê-los juntinhos só mais um instante?
Não seria mais fácil se se dissesse por aí que o corpo não volta à forma depois da gravidez como num passe de mágica? Que a readaptação do organismo leva tempo, e que não ter eliminado os quilos a mais que restaram da gravidez já nos primeiros meses de vida dos filhotes não te confere automaticamente o título de preguiçosa e desleixada do ano? Que depois dos filhos, o corpo não precisa voltar a ser o que era – a gente é que precisa aprender a aceitar a passagem do tempo, as marcas que as experiências deixam na gente, e encontrar um caminho para ser feliz e se sentir bem sem delírios de perfeição?
Não seria mais bacana que a gente ouvisse contar que cada criança tem a sua hora para todas as coisas – comer, engatinhar, andar, falar, e para todos os outros pequenos-grandes passos que fazem parte dessa maravilhosa aventura que é crescer para a vida? Que a gente não precisa querer atropelar o tempo, e que a melhor coisa do mundo é curtir cada momento, porque todos eles passam depressa demais?
Não seria bem mais interessante se a gente soubesse que o que a gente ensina para os filhotes na vida de todos os dias, as atitudes que tem e os valores que passa, é que fazem a diferença no final das contas? Que a exceção é só isso mesmo: exceção, e não precisa ser motivo de sofrimento? Que se o filhote comer porcaria na casa da tia ou do amiguinho, se passar a tarde vendo desenhos – com propagandas! – na casa da avó, ele ainda vai voltar para casa no dia seguinte carregando consigo tudo aquilo que a gente passa cada dia ensinando e mostrando como deve ser?
Não seria tudo mais tranquilo se a gente ficasse sabendo que toda criança faz birra de vez em quando, fica irritada e não colabora, desobedece, desafia e testa limites? Que toda criança tem como objetivo de vida tirar os adultos ao redor do sério, um dia ou outro? Que seu filho dar um chilique aqui e ali não faz de você uma péssima mãe e educadora incompetente?
Não seria mais gostoso a gente ouvir dizer por aí que escola perfeita não existe, que toda parceria desafina de vez em quando, que não há mal em fazer concessões, desde que a gente possa manter aquilo que é de fato importante para a formação de nossos filhotes? Que em tudo na vida a gente fica insatisfeito de vez em quando, e pode e deve querer olhar para as coisas boas, ao invés de ficar procurando perfeição onde ela não pode, não precisa e não vai existir?
Não seria bem mais suave a gente ouvir contar que toda mãe perde a paciência de vez em quando, que gritar é uma coisa péssima mas tem horas que escapa, que quando a gente erra pode e deve pedir desculpas, que as crianças são seres incrivelmente generosos e têm o dom do perdão, e que no final do dia, com um abraço, um afago e uma conversa sincera explicando das nossas pisadas de bola, eles esquecem de tudo em um piscar de olhos, e presenteiam a gente com o sorriso mais cheio de amor e doçura do mundo inteiro?
Eu acho que seria. E vocês?
;;;
Imagem daqui





Tata, sabe que eu acho que as listas de discussão fazem o trabalho que “azamiga” deviam fazer? Esse de dizer “não se preocupe, é assim mesmo. Você está fazendo tudo certo, e tudo vai ficar bem.”
Ainda bem que existe internet, porque nesse mundo isolado em que vivemos hoje, ia ter muitas (mais) mães malucas. Beijos!
Nanda,
eu acho que as listas de discussão fazem esse papel sim, mas também dentro delas às vezes acontece um ‘embelezamento’ das experiências que atrapalha a comunicação, sabe? eu, nos meus seis anos de ‘listeira’, já vi isso acontecer muitas e muitas vezes… mas é verdade, já é um espaço bem bacana para compartilhar!
beijo
Muito obrigada!
opa, de nada, tamos aí pra isso!
Texto pra lavar a alma das imperfeitas: todas nós!
Valeu demais!
lindamente imperfeitas…
Re…
Foi exatamente assim que eu me senti quando o Kiyo era bebezinho recem-nascido e eu me vi desesperada, deprimida e incapaz. Nunca, e repito: nunca mesmo, eu ouvia de maes com filhos pequenos que tinham dificuldade para amamentar (minha maior crise). Entao, eu me sentia pior que o coco do cavalo do bandido quando eu nao conseguia amamentar. Foi a minha tia (irma do meu pai) que me falou de como ela sofreu. E aih, eu passei a observar melhor as maes que andavam pela minha vida com seus bebes sorridentes e satisfeitos. Elas tambem tinham crises, elas tambem nao faziam tudo certinho, elas tambem tinham (no pior do desespero) chorado a noite inteira por nao poder amamentar o bebe. E assim, eu passei a me sentir muito melhor.
Mas com certeza… seria muito melhor se a maternidade viesse com instrucoes como as que voce sugeriu. E eu, como alguem que passou por isso, quero muito fazer esse papel de aliviar para quem estah chegando agora nesse mundo tao incrivelmente fluido!
Beijos
vamos soprar isso aos quatro ventos!!!
Ah, eu tb teria sido bem menos neurótica na primeira vez se alguém tivesse a decência de me contar a realidade…aiai
Beijos,
Nine
agora vc já sabe, para a próxima!
seria, seria bem mais fácil, tata!
compartilhando esse texto com as amigas em 3…2…1!
compartilhado!!
=D
beijos
Eu tb queria ter ouvido mais sobre a dificuldade que é amamentar. Nunca tinha ouvido falar que peito rachava, sangrava, que dava febre qdo o peito enchia muito, que dava mastite e tal. Mas acho que é pq as mães no meu entorno não amamentavam…
Qdo eu tava grávida as dificuldades que eu ouvia falar era sobre acordar de madrugada e trocar cocô. Pffff… como se trocar cocô fosse difícil… ah se essa fosse a maior dificuldade da maternidade, hein?
verdade, Sílvia.
eu aliás tenho dito que parir e amamentar são as partes fáceis da maternidade… pq conforme eles crescem vão aparecendo tantos e tantos desafios!!
mas deliciosos, que fazem a gente crescer e melhorar sempre, desde que a gente encare de peito aberto e sem buscar perfeição…
beijo
Isso mesmo.
A amamentação pra mim não foi nada fácil. Foi a parte mais difícil dessa fase de RN.
Mas, com toda dificuldade, nem se compara com os desafios da parte educativa que vivencio hoje (5 anos). Cuidar de um bebê/criança é “só” trabalho braçal, cansa, mas é bem mais fácil do que o trabalho emocional que é educar uma criança (birras, limites, etc).
Mas no final ambos são recompensadores!
Obs: como diz uma amiga minha… “filho é como vídeo game, a cada fase que passa vem outra mais difícil!” rsrsrs.
mas mais deliciosa também!
Tata é tudo isso mesmo e uma das coisas que me frustrou com as amigas foi esse enquadramento margarina enquanto eu de doida, incompetente, egoísta e lá vai o trem pq não conseguia ser igual a essas deusas, poxa cara sacanagem, cadê a amizade?
Magoei até entender que é geral e se eu não fizer minha parte a crítica vem mais pesada ainda e da mesma forma ninguém te dá a mão e além do q vc fica isolada, afinal ofende quando confrontamos a verdade dessas pessoas.
A essas alturas desconfio que como isso está muito relacionado com a imagem/função/padrão social d mãe é uma dos motivos que encontramos mais apoio virtualmente,pois o mesmo espaço que escapam suas fantasia, pra outras pessoas pode ser o lugar de mostrar a cara sem as mascaras do mundo real, talvez?
Bj
é, Rosa, tem razão. o mundo virtual dá espaço para as duas coisas. tem quem se aproveite da ‘proteção’ para criar uma personagem, e aí a gente vai convivendo com os avatares que exalam perfeição… e tem quem se aproveite dessa ‘proteção’ para se abrir e se expor com toda sinceridade! eu ando preferindo muito conviver com o segundo tipo!
beijo
Obrigada Tata! É bom saber que existe gente como a gente em todos os lugares!
e como existe!
Ah, o lado festivo da maternidade! O senso comum deixa pouco espaço para as angústias e dificuldades da mesma. E com isso, nos preparamos para um filho inventado, para uma vida de mãe idealizada. A realidade, o filho real tem encrencas e necessidades que temos que entender e aprender a cada dia. Seria muito bom sabermos disso antes, mas nem sempre estamos evoluídos o suficiente para aceitar estas verdades. Algumas mães acabam vivendo suas ilusões.
muitas vivem esse faz de conta… e isso traz prejuízos para todos, ninguém curte a vida como ela acontece, com os tropeços, desvios…
a gente se abrir para o filho real implica abrir mão das expectativas, projeções… e estar presente na relação, todos os dias. de coração aberto e com todo amor do mundo.
e aí a gente descobre que aquele filho real é muito, mas muito mais interessante e apaixonante do que aquela criatura perfeita que a gente tinha gasto tanto tempo imaginando…
beijo
É bem mais gostoso ler um texto assim!
Os nossos erros tentando acertar, as nossas ansiedades, escorregadelas, dificuldades ficam menores, e não diminuem em nada mesmo, o nosso amor sincero de mãe.
Hj mesmo tive um episódio de teste de paciência com o filhote, onde ele já cansado, tentava me convencer de ir à um lugar onde combinamos de ir amanhã… falei, argumentei, abaixei, o tom de voz ficou mais alto e o corpo exausto. Ele teve seu tempo, pedimos desculpas, ele por insistir em algo que não poderíamos fazer hj e eu por ficar nervosa e falar alto. Nos abraçamos, tomamos um banho juntos pra esfriar a cabeça dos dois e o dia transcorreu bem, entre brincadeiras e rotina do dia-a-dia, com direito sim a abraços emocionados de uma mãe que tenta ser a melhor que pode e um menininho inteligente no alto de seus 4 aninhos. Bjs
aprendendo juntos… super bacana!
é assim mesmo que é pra ser, né?
beijo
ainda bem q existe internet,ainda bem q tenho ‘mamiferas’p;ler…….poxa amei o texto,logo hj q passei pela minha primeira experiencia de pirraça no meio da rua,do mercado ate em casa,aff…meu primeiro filho nunca fez,ma o caçula,me fez ‘morder a lingua’hj…pois sempre achei pessimo quando via na rua…hj foi comigo.OBRIGADIM TATA
pois é Fér, quando a gente vive do lado de dentro, é que descobre como são as coisas… e aí é cuidar para se divertir com todas as imperfeições e tropeços!
beijo
Eu acho que até me “avisaram”. Minha amiga me falou da dor que sentiu ao amamentar, do bico do peito que rachava, eu até a tratei por causa da lombalgia e uma tendinite de punho.
Mas, acho q não a ouvi. Não a ouvi de coração. Acho q a gente se sente meio que superpoderosa, que vai dar conta de tudo. Não foi assim com nossas mães? Pq com a gente seria diferente?
Estou muito feliz por ter tido a oportunidade de refazer minha relação com minha mãe. Sempre fui muito contrária a ela, toda a minha família é. Puxamos todos a meu pai e por ele ter partido cedo, isso ficou mais forte.
Mas, depois da maternidade, a olhei com olhos diferentes. Olhos de quem tbém erra mas, que no fundo só quer o melhor…. Tento entender as mensagens entrelinhas q ela passava com cada gesto, cada cobrança e tento passar aos meus filhos de uma forma diferente, límpida, conversando, discutindo.
Se é o jeito melhor? Não sei… Só vou saber qdo ficar velhinha
Mas, MUITO obrigada pelos textos lindos… Todas as 3.Eles me fazem pensar e tentar sempre melhorar… Obrigada….
linda sua história Liria, obrigada por compartilhar!
é isso aí, a idéia é sempre essa: ir caminhando e melhorando…
beijo
É isso mesmo! vivenciei isso com um casal de amigos que dizia que a filha dormia a noite toda, dede que saiu do hospital. que mamava a cada 3 ou 4 horas e por aí vai. Na primeira noite que passamos juntos na praia a menina chorou, acordou, mamou toda hora, como um bebê deve fazer!! e els com a aquela cara de “ela nunca fez isso antes….” kkkkk
Dividir o que é difícil só torna mais fácil pra todo mundo!!
Viva a maternidade real!!!
pois é… já dizia Caetano, de perto ninguém é normal!
Ameeeeeeeeeeeeeei o texto
Não sou mãe ainda, mas leio muuuito o blog serio mesmo
Por vários motivos
Por que gosto do tema maternidade, porque um dia quero ser uma boa mãe, não no sentido da perfeição mas no sentido da felicidade louca e imperfeita que existe de verdade.
E gosto de ler em função de textos como esse
Que nos fazem ver que ficar perseguido um ideal, de vida, de beleza, de plenitude de seja lá o que for, é a maior da maior das perdas de tempo.
A vida da gente é essa que se apresenta aqui e agora, e agente tem que aprender a lidar, com nossas limitações, e ser feliz assim
E com certeza a vida seria muito melhor, se as pessoas apresentassem a vida exatamente como ela é.
Meu cabelo não amanhece lindo e deslumbrante, eu tenho que me “empenhar” para ele ficar apresentável, e mesmo não parecendo em nada com cabelo de comercial de xampu ele é “meu lindo cabelo”
Eu faço escolhas equivocas as vezes, me arrependo volto atrás, mas isso não me torna uma pessoa louca.
Enfim poderia ficar falando muito mais
Mas paro por aqui
Falando o quanto amei o texto.
Izabel, nunca é cedo para a gente começar a refletir, não é mesmo??
é isso aí… chega dessa vida pasteurizada, viva a vida de verdade!
beijo
obrigado lindo texto veio em boa hora!!
que bom!
Nossa! Estou muito emocionada depois que li o texto.
Me sinto assim o tempo inteiro, diante das cobranças da maternidade. Que bom achar alguém que entenda como ninguém a vida de uma mãe de primeira viagem. Vou mostrar o texto ao meu marido para que ele entenda melhor como eu me sinto, já que as maiores cobraças vem dele. Deixo o meu muito OBRIGADA. Estou sempre lendo os artigos. Acabo usando- os como forma de terapia.
Nossa Tata, muito obrigada mesmo por compartilhar isso!
Vivi alguma coisa parecida no parto/pós -parto. Tive uma cesária desnecessária há 5 anos e 8 meses.
Engravidei novamente e queria um parto. Conheci as listas de discussão, frequentei as rodas, mudei de médico 2 vezes, fui para a Enfermeira Obstetra, tomei floral, li Michel Odant, fiz o diabo, e 41 semanas, 6 dias e nada de TP. Fui para a indução, primeiro mecânica, depois com ocitocina. Desfecho: bebê em apresentação OS, episio, fórceps, hemorragia, muita dor. Total respeito ao meu bebê, total assistência da equipe do Dr. Lucas. Amamentação fácil (pelo menos isso, né?). Mas chorei dias a fio quando lia relatos de parto muito fáceis, falas que diziam que só dependia de mim. Pode ser, mas não dei conta. Via na lista pessoa dizendo que a recuperação do parto tinha sido ÓTIMA. Aí chorava mais, ia no hospital toda semana, porque pelos realtos, tinha algo de errado comigo. Senti muita dor nos pontos, dor no corpo, dor na alma. Custei entender que meu corpo era único, que se TODA MULHER SE RECURA A JATO DO PARTO NORMAL, também era normal eu me recuparar depois de 2 meses, qual o problema?
Ai que bom que tem gente de verdade, de carne e osso, que sente dor, fome, cansaço.
Então, é por essas e outras descritas nesse texto que cada vez me protejo mais, dividindo minhas dúvidas apenas com Amigas, sabe aquelas, que não enchem nem uma mão? Porque se a gente já ouviu tantas coisas (eu por exemplo ja me descabelei por isso) é porque estávamos abertas a ouvir, e captar. Agora se alguém, que nem pedi a opinião chega e começa a falar, eu escuto mas não ouço, entra por um ouvido e sai pelo outro. Assim continuo meu caminho seguindo a voz do coração e de apenas algumas amigas….Bjos!!!
nossa, esse post ta com a minha cara!que desabafo…
to passando por td isso: sarah nao come comigo,nao dorme direito, anda birrentinha que só e a noite dando o maior show.
Pergunto pras amigas com bebes da mesma idade:como estao so bebes de vcs, é bem o que vc falou, dormem, comem, sao um anjos…e tipo, vida real que é bom, ninguem vive nao?!
adorei!
Meu obstetra costumava me dizer que tem um só tipo de criança que dorme toda noite, mama de 4 em 4 horas e não chora “sem motivo concreto”. Essa criança é o filho dos outros.
Vc estava dentro de mim qdo escreveu isto?? rsrsrrs
Ainda bem que temos vcs pra falar toda a verdade, trazendo imenso conforto. OBRIGADA!
Por vezes pedi para minha mãe e meu marido assim: se eu ficar mal de novo, me lembre que sou uma mamífera e me deem textos delas pra ler!! rsrsrrs
Grande beijo
Gê
Texto incrível! Tudo que eu estava precisando pra não me sentir a mãe mais incompetente do mundo porque meu bebê quer mamar “fora do horário” ou porque ele só dorme bem na minha cama… Muito obrigada!