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2011
Blogagem coletiva: Mamíferas na SMAM
por Kalu
Entre 1 e 7 de agosto acontece a semana mundial de apoio a amamentação, SMAM.
O tema desse ano é: Amamentação: Uma experiência em 3D – A comunicação é parte essencial na proteção, promoção e apoio à amamentação.
Aqui no Mamíferas dividimos muitas reflexões sobre esse tema. Hoje em especial preparamos um post em 3M, as três mamíferas.
De peito aberto – por Kalu Brum
Em minha infância vi poucas vezes minhas familiares dando de mamar. Geralmente se ausentavam de onde estavam para oferecer os seios em lugares privados, como dentro do quarto. Lembro-me de uma tia sair da mesa do restaurante, ir até o carro, para alimentar seu filho que esgoelando-se pedia o seio. Antes de engravidar nunca pensei nesta questão da amamentação em espaços públicos. Raras vezes, antes de ingressar no mundo Mamífero, vi uma mãe oferecendo os seios no shopping ou em um restaurante.
Fui uma dessas mulheres sortudas que nunca teve problema com a amamentação. Desde a primeira mamada, que aconteceu segundos depois do parto, meu filho sugou meus seios com a pega corretíssima (boquinha de peixe). Mas fui uma dessas mulheres que foi agraciada com um bebê guloso. Miguel mamava o tempo todo, dormia com a boca nos seios e quando tirava –o, acordava e voltava a mamar.
Sou uma pessoa muito sociável e acredito que filhos não são empecilho para coisa nenhuma. A capacidade de adaptação dos pequenos é proporcional ao nosso bem estar. Confesso que se tivesse que me ausentar ou me esconder para dar de mamar ficaria tentada a oferecer uma mamadeira com um bebê que mamava o dia todo. Mas a vivência intensa da minha feminilidade no parto me deu posse do meu corpo, dissolvendo vergonhas arraigadas nas profundezas do meu ser. Dar os seios sempre foi, para mim, doar-me sem medida para meu filho.
Desde o inicio fiz viagens com meu pequeno, freqüentei restaurantes, fiz trilhas, supermercado, sacolão com ele conectado aos meus seios. Pendurado no sling tinha liberdade com as mãos e oferecia certa privacidade para ele.
A medida que meu filho foi crescendo, o incomodo por este ato “dar aos seios” foi aumentando continuamente. Algumas mulheres me perguntavam porque ainda dava de mamar para uma criança com quase 4 anos. Já lidei com olhares maliciosos de homens a me olharem dando os seios. Eu ignorava. Meu foco sempre foi atender a demanda do meu filho.
Na década de 60, cansadas dos domínios masculimos, fomos para as ruas e queimamos nossos sutiãs em sinal de protesto, como símbolo da liberdade e igualdade sexual. Com a pílula passamos a ter o poder sobre nossos corpos. Naquele momento nosso desejo era ter igualdade perante aos homens. Não por acaso a liberdade e igualdade sexual nos incapacitou de alguns dons femininos. Nesta época uma grande multinacional receitava leite em pó e as mães orgulhosas davam mamadeira, libertas para o mercado de trabalho. Na década de 70, a masculinização no cenário de parto introduziu a tecnologia e toda a gama de drogas que os homens precisam para parir por nós. Nossos seios e vaginas ficaram exclusivos para servir tão somente aos desejos masculinos. Nas capas de revistas masculinas, mamilos e vaginas se tornaram objeto de adoração. A utilização destes órgãos para amamentar ou parir se tornou condenável culturalmente.
Graças a minha consciência corporal e capacidade de atender as demandas de meu filho antes de responder as necessidades da sociedade, amamentei meu filho por 3 anos e 7 meses. Trabalhar em casa me ajudou muito a chegar neste amamentação prolongada, mas, principalmente, por poder realizá-la em qualquer hora e qualquer lugar.
Aqui dentro de casa, travei batalhas para conscientizar meu marido que a amamentação deveria ser praticadasem pudores, em nome do benefício físico e psicológico da nossa criança. E que o paninho, que Miguel tanto se incomodava, escondia algo que não deveria ser privado, porque, esse não era MEU desejo. Nunca quis “mostrar” os seios. Mas também sempre lutei pelo direito de não ter que esconde-los. Afinal, a necessidade é do meu filho, antes das vozes e moral da sociedade.
Luto pela liberdade da mulher no parto, na amamentação. Que possamos ser donas dos nossos corpos e atender, de maneira saudável, prazerosa e diversa, as necessidades de nossos filhos. E escolher como e onde amamentamos. Viva o direito pela amamentação pública.
Muito bom por muito tempo – por: Nanda Café
De todas as questões existenciais que permearam minha gravidez, a amamentação nunca foi uma delas. Eu nunca pensei em não amamentar, nunca cogitei dar complementos e acho que me vesti com as roupas e as armas de mamífera, pois não recordo de ninguém me desincentivando a amamentar.
Mas os seis meses do aleitamento exclusivo se passaram, e os comentários começaram. Meu filho sempre mamou em livre demanda e só dormia mamando, o que para mim tornou-se uma faca de dois gumes: ele só dormia comigo, em compensação, dormia extremamente rápido comigo.
Eles vinham em forma de piadas, de comentários inocentes. Mais de uma vez ouvi “que era muito feio um menino enorme mamando”. E mais de uma vez respondi que dificilmente achava que Benjamin pediria o mamá antes de sair pra balada – “Ei véia. Tira as tetas pra fora que eu quero um boost pra ir pra night.”
O fato é que amamentar é a melhor coisa do mundo. Vou ser um pouco fútil aqui, mas amamentar facilita muito a vida. Você saiu, demorou mais do que previa e não levou um lanchinho? Dá-lhe o peito! Está em uma festa estranha com gente esquisita e o bebê não curtiu? Dá-lhe o peito. Febre de 40º, garganta irritada e não tem comida que agrade? Dá-lhe o peito! Não quer usar chupeta, ou a chupeta caiu no meio do asfalto é impossível esterelizar? Peito neles!
O leite materno é a melhor vacina que existe. Conto nos dedos de uma mão as vezes em que Benjamin ficou doente, e ainda sobram muitos dedos. É um analgésico sem igual, pois se ele caía, ralava o joelho, ou se machucava de alguma forma, o peito fazia parar de doer na hora. Sem contar que deve mesmo ser uma delícia, pois Benjamin trocava qualquer chocolate pelo mamá. Digo trocava porque tudo que é bom dura pouco.
Meu filho – aquele que disseram que ia ser impossível de desmamar – parou de mamar aos 2 anos e 2 meses. Não é nenhum recorde e inclusive eu ainda acho que ele devia ter continuado mamando. Ele ainda ama e respeita o mamá acima de todas as coisas. E eu fiquei de coração doído, e mal posso esperar para ter outro menino (ou menina) pequenininho mamando. Até ficar enorme.
Uma escolha que vem de dentro – por: Renata Penna
Quando minhas filhas mais velhas – gêmeas – nasceram, eu tinha um pediatra de toda confiança. Homeopata, super conhecido, consulta particular, e amigo da família – ele tinha cuidado de mim desde os seis meses de vida!
Qual não foi minha surpresa ao ouvir da boca deste pediatra, com quem tinha uma relação de tanta confiança, que eu deveria desistir de amamentar minhas filhas, porque amamentar gêmeos era impossível, e elas certamente passariam fome! Saí do consultório com uma bela receita de complemento debaixo do braço, e muito decepcionada e confusa.
Mas o que eu fiz? Voltando para casa, respirei fundo, olhei bem para dentro de mim para reencontrar minha confiança, e corri atrás de um pediatra que apoiasse o aleitamento exclusivo de gêmeos. Não ia ser uma opinião contrária que ia me fazer desistir.
Aliás, nem uma, nem várias: foram seis os pediatras que me desestimularam a seguir amamentando. Pulando de consultório em consultório com duas recém-nascidas penduradas no peito, ouvia sempre as mesmas palavras: desista, desista, desista!!
Foi quando eu descobri aquilo que, no fundo, já sabia: médicos podem ser ótimos parceiros, mas não são deuses, não sabem tudo e não merecem obediência cega. Médicos também se equivocam, também deixam os próprios preconceitos falarem mais alto, também ficam desatualizados, também dão orientações erradas.
É por isso que eu digo que a força para amamentar vem, antes de tudo, do lado de dentro. Mulheres que realmente não podem amamentar, por impedimentos físicos incontornáveis, são raras, muito raras. Mas cada mulher precisa encontrar dentro de si a crença em sua capacidade de alimentar suas crias sem ajuda artificial. Se essa força está presente, você vai encontrar os caminhos. Ainda que tenha que passar por meia dúzia de consultórios de pediatria, como eu fiz. Ainda que tenha que correr atrás de uma consultora de amamentação, como eu fiz. Ainda que precise buscar orientação em um banco de leite, em um grupo de apoio, em uma lista de discussão ou um fórum de internet. Ainda que seja difícil, ainda que doa, ainda que canse, ainda que pareça que você chegou ao seu limite. Não desista, persista.
Eu amamentei duas ao mesmo tempo, e isso não me faz mais especial do que ninguém. Assim como eu pude, toda mulher pode. Mas tem que querer – e muito.
tags: amamentação, amamentação em espaços públicos, amamentação exclusiva de gëmeos, amamentação prolongada







Lindo, lindo e lindo… Parabéns a nós mulheres, mamíferas que optaram a dar o melhor alimento para suas crias!!
Bjs da Bia – Há 1 anos e 5 meses amamentando e sem data para parar!!!
parabéns a todas nós!
[...] P.S. A Viviane Koyama é quem está mais entusiasmada, conclamando as blogueiras para postarem numa blogagem coletiva neste ano. E para começar ela fez um lindo post da sua vivência com o Gustavo, em A arte de transmitir o AMOR. E sempre vale a visita ao grupo Aleitamento Materno Solidário e às Mamíferas. [...]
Olá Mamíferas.
Ótimos relatos sobre a amamentação!!Gostei muito do post, principalmente a parte em que a Nanda Café fala que “amamentar facilita muito a vida”..E não é que ela está SUPEEEER certa?!
Parabéns meninas,sobre tudo por não se intimidarem com críticas alheias quanto “dar o peito pra crianças “grandes”.”
Bjs.
Obs:é a 1ª vez que venho aqui.Gostei bastante.rs
bem vinda, Mara!
realmente amamentar facilita demais a vida… aliás a melhor ‘logística’ para sair com os filhotes é essa, dos primeiros seis meses de vida. tendo o peitão à disposição, todo o resto é resto!
Meninas…
Lindo!!! Aplausos de peh!
A amamentacao foi para mim a batalha que eu nao tinha conseguido vencer no parto. No comeco, como muitas de voces jah devem saber, meu leite nao descia. Foi um misto de estresse e falta de conhecimento que nao me permitiu amamentar o Kiyo corretamente desde o inicio. No primeiro dia em casa, quando Kiyo nao parava de chorar, tive que ouvir de meu esposo que o Kiyo chorava de fome. Nao consegui tirar 1ml de leite para oferecer e com os nervos, nao conseguia faze-lo pegar corretamente. A “solucao” para o chororo foi o Jeff dizendo que ele nao iria mais chorar de fome e que eu pedisse uma formula ao pediatra ou ele iria na farmacia e compraria a primeira coisa que tivesse lah. Aquilo pra mim foi o fim. Apesar de ouvir que eu nao tinha leite e que nao poderia amamentar (nao do pediatra, vejam bem – do meu marido e da sogra), eu nunca entreguei os pontos por completo. Sempre tentava, sempre oferecia, buscava tudo que ouvia para ajudar. Foi quando conheci a translactacao. Entao eu tomei posse de meu corpo, decidi que meu filho ia mamar, apesar do complemento, e que jah que nao tinha sido exclusivo que seria prolongado. E prolongado estah sendo ateh hoje, 4 anos e 2 meses depois do nascimento dele.
Beijos a todas e desculpem o post longo.
Dani
que lindo relato, Dani! é bacana olhar para trás e ver as barreiras superadas, né? mesmo tendo sendo difícil na hora, tudo isso fortalece e reafirma nossas crenças e caminhos.
beijo!
E como a gente escuta comentários maldosos, né? Parece que amamentar incomoda! O que os outros têm a ver com este ato tão íntimo entre meu filho e eu?
Na última consulta com o pediatra do meu filho tive que ouvir ele falar que “já tinha dado”, que eu não precisava mais amamentar. Me fiz de surda. E, segundos após a fala dele, meu filho começou a chorar e eu coloquei ele para mamar. Pronto, acabou o assunto!
Alethéa, eu não passei por isso pq a pediatra das meninas apóia a amamentação prolongada… mas se tivesse ouvido um comentário destes, agiria como você! Quem sabe a hora de encerrar esse ciclo é a dupla mãe/bebê, ninguém mais!
beijo
Adorei os relatos.
O de Tata é maravilhoso. Não conheço nenhuma mãe de gêmeos que conseguiu amamentar exclusivo, todas deram complemento.
E complementando a praticidade que Nanda citou: o leite do peito já vem na temperatura certa, e na quantidade certa. Nem sobra, nem falta. Quem dá mamadeira sabe o desperdício que é, faz uma mamadeira e o bebê toma só um pouco e adormece… aquele leite vai pro lixinho. É desperdício de alimento, dinheiro.
Com leite materno não tem esse problema.
Não precisa esterilizar nada. “Lavou, tá novo”… rs.
Não tem risco de estar quente demais ou frio demais.
É a perfeição.
Isso sem contar com o valor nutricional, imunológico e afetivo… que não há nem o que comparar.
Meninas, sugiro um post sobre doação de leite, aproveitando essa semana da amamentação.
verdade Sílvia, praticidade é tudo!
vamos pensar em um post sobre doação, obrigada pela sugestão!
beijo
oi meninas sempre visito o blog, adoro ele por sinal, eu ja tenho um filho de 7 anos ele mamou por um ano e sete meses eu o tirei do peito por falta de experiencia sem duvida, numa bela consulta ao pediatra ele me disse que teria que tirar meu lindo samuel do seio porq ele estava com anemia e a culpa era minha, hj vejo o quanto eu fui burrinha e o tirei do seio, faz 2 meses q tive minha segunda filha parto normal em uma maternidade otima q respeitou minhas vontades,meu leite demorou muito a descer sofri muito mais agora tenho muito leite e ela vai mamar ate quando ela quiser.
que delícia, Flavinha.
o importante é a gente fazer o melhor que pode a cada momento. teu filho teve a história dele, tua filha vai ter a dela, e o importante é ir aprendendo com cada experiência.
beijo!
olá,
tenho um baby de 50 e poucos dias.
graças a Deus sempre tive leite em boa quantidade e amamentar tem sido muito gratificante.
porém, não me sinto à vontade para amamentar em lugares públicos. prefiro privacidade. então, utilizo uma capa para amamentação. dessa forma, amamento meu baby quando ele tem fome, aonde eu estiver!
bjbjbj
http://maeporacaso.spaceblog.com.br/
oi Gabriela.

eu particularmente nunca usei capa – acho desconfortável. amamentei minhas filhas – e ainda amamento a mais nova, de 2 anos e 2 meses – em tudo quanto é lugar: restaurante, shopping, metrô, faculdade, cinema, teatro, parque…
acho importante a gente salientar sempre que amamentação em público é um direito, tanto da mãe quanto do bebê.
mas algumas mães se sentem melhor com a capa, aí é uma escolha pessoal, só não pode ser uma obrigação!
beijo
Oi Tata,
Atualmente moro nos EUA, e aqui não existe isso. Se quiser amamentar em publico, deve pedir com antecedencia e eles providenciam o lugar pra voce. Em geral deve chegar ao restaurante e perguntar se tem lugar de amamentação, e se não tiver, voce não pode amamentar em lugar nenhum. É um tipo de salinha para isso, mas poucos lugares tem.
Nunca testei amamentar em publico, pois já ví pessoas testando e o segurança do local chegando e mandando parar (e se não parar chamam a polícia, imagina..).
Imagino voce por aqui, ia ter que voltar ao Brasil……rsrsrsrs
Jeena,
Eh engracado como cada pessoa tem uma experiencia diferente. Eu tambem moro nos EUA, meu filho agora soh mama a noite em casa, mas ateh 1 ano e meio atras ele pedia no parque, na praia… e eu dava sem a menor cerimonia e problema. Nunca em momento algum eu fui reprimida por isso.
Beijos
Dani
Nos EUA o assunto é mesmo um tabu, olhem só o drama por causa de uma boneca: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/954353-boneca-que-mama-no-peito-causa-controversia-nos-eua.shtml
A Barbie siliconada não induz uma sexualidade precoce, mas amamentar um bebê sim!!!
Nossa Dani!
Que cidade vc vive?
Isso porque presenciei um caso assim, e ao perguntar a outras mulheres (de todas as idades e de vários logares diferentes, da costa leste a oeste) disseram que não, não se pode amamentar em público, elas se espantaram com a pergunta, pois nem cogitam tal possibilidade!
Oi meninas… eu estou na Florida. Olhem soh o que eu achei…
http://www.ncsl.org/default.aspx?tabid=14389
Em 45 dos 50 estados dos EUA existem leis que permitem que a mulher amamente seu filho em locais publicos ou privados (particulares). 28 estados nao consideram amamentacao um ato de indecencia.
Como eu disse, nunca passei por reprimanda alguma por amamentar o Kiyo no parque ou na praia. Sei que existem pessoas que sao contra, mas isso nao eh exclusividade dos gringos estado-unidenses… Isso eh meio que geral.
Beijos
mas gente deixa eu entender…
existe algum estado nos EUA em que haja uma lei que efetivamente proíba uma mulher de amamentar em público? ou simplesmente há muita ignorância e receio das mulheres em se posicionar? (como aliás tb há mto aqui no Brasil)
Eu acho, Re, que voce respondeu a sua propria pergunta… o problema nao sao as leis, mas sim a falta de coragem mesmo. Porque se alguma mulher se sentir acuada, pode sim requerer seus direitos. Isso eh direito e ponto final!
Beijos
Dani
Amo esse blog de coração e olha que nem sou mãe ainda… parabéns de novo meninas, belo texto sobre amementação.
beijoss
obrigada Jéssica!
quando seu bebê vier, vai estar bem informada e preparada…
beijo
amo amamentar minha pequenininha de 4 meses, e pretendo continuar até 2 anos no mínimo, as histórias de vocês são inspiradoras!! assim como esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=68Dr3-l6ugQ#at=62.
beijo
que delícia, vocês ainda têm muito tempo de peito pela frente…
beijo
Persistência é a palavra de ordem para a mãe que quer amamentar. Principalmente para aquelas que não tem apoio, nem das pessoas mais próximas. No meu caso foi assim. Ouvi de muita gente que meu leite era fraco, que minha filha chorava de fome. Isso me deixava tão triste!
Meu marido dizia que se eu desse um complemento ela dormiria melhor. Quando eu dizia: “não, vou dar é meu peito”, ele se afastava e falava: “então aguente a bronca do choro dela”. Meu Deus, como isso doía em mim! Eu aguentava mesmo e dava o mamá pra ela sem conseguir conter minhas lágrimas.
Depois disso, superada essa fase inicial mais difícil, tenho orgulho de dizer pra quem me pergunta: “sim, ela só mama no peito. E está linda e forte, como você pode ver!!!”
Parabéns pelo post!!!
verdade Aline, tem que querer muito e não desistir. porque as dificuldades acontecem, e às vezes é dureza mesmo encontrar apoio – há muita desinformação sobre o tema.
que bom que conseguiu, parabéns!
beijo
Muito lindo, eu e Kalu estamos no mesmo barco kkkkkkk, Arthur tem 3 anos e nove meses e continua mamando, agora penso, mais pra chamar atenção, pois nao pode ver muita gente que ele pede o peito, mama sorrindo e falando ao mesmo tempo. bjus em todas as grandes mamíferas. Vamos em frente.
Lila, é que amamentar também não é só alimento, né? tem o vínculo, e talvez seja este que ele busque ao querer mamar quando a sua atenção está muito ‘dividida’… aos poucos vocês descobrem como lidar com isso!
beijo
Isso mesmo Tata, quando vejo minhas colegas de trabalho, todas ainda nao completaram 30 anos e sacrificando seus filhos que ainda nao completaram 8 meses para largar o peito, me dá uma dor no coraçao pois defendo amamentaçao no mínimo ate 2 anos. Sempre trabalhando e Arthur na creche desde 1 ano de vida, nao tivemos nenhum trabalho em conciliar a ausencia diária, a noite, domingos e feriados são todos nossos, com exclusividade total. 20/10 ele faz 4 anos e pelo jeito não está planejando largar o peito rsrsrs. E meus 47 anos de vida se aproximam tb. Bjus
Minha filha esta com 2 anos e 1 mes, trabalho quase 12 horas fora de casa e viajo bastante a trabalho porem quando chego em casa ela mama muiiiiito.
Meu marido diz que ela ta muito grande . Moro numa praia e turistas argentinos ja me falaram que é muito raro uma menina de 2 anos mamar no peito.
So tem um detalhe que me incomoda…enquanto ela mama num peito o outro ela tem que ficar passando a mao no bico entao tenho q ficar me puxando para nao andar de topless na rua.