mar

17

2011

“Coleira” para crianças

por Kathy

Uma das notícias mais comentadas e enviadas ontem no site da Folha foi essa aqui, sobre “Coleiras” para crianças. Gostei da reportagem, está bem imparcial, mostrando relatos de pessoas que utilizam o tal acessório polêmico e a palavra de especialistas sobre a prática. Até aí, ok.

Mas o que assusta mesmo, como sempre, são os comentários dos leitores. Dezenas de pessoas achando normal e aceitável a utilização das mochilinhas com “guia” para levar as crianças, colocando aí como desculpa os perigos do nosso mundo moderno, os sequestros de crianças, e ainda os pequenos que “saem correndo” e se perdem por aí. Há até uma enquete onde 60% dos que responderam colocariam seus filhos em coleiras.

Ok, ok, vamos por partes. Existem perigos no mundo? Claro que existem! Crianças gostam de explorar as coisas, são curiosas? Lógico. Então para proteger meu filho desses “perigos” eu devo então amarrá-lo a mim com uma corda e puxar quando eu achar que ela já andou para longe o suficiente? Caramba, que mundo é esse?

Não acho saudável pra ninguém. A criança se sente desrespeitada, tende a se irritar com essa situação humilhante e, convenhamos, frustrante, de ter seus movimentos completamente podados. Passa a não entender limites que não sejam físicos e talvez até se sinta meio perdida quando passar a andar completamente solta, sem a coleira.

Também imagino que isso com o tempo vire uma brincadeira, um cabo de guerra, ou seja, a criança deve tentar escapar a todo custo do controle forçado, e se isso acontece, aí sim, isso pode ser extremamente perigoso a meu ver, já que a primeira reação deve ser qual? Fugir, sair correndo.

Para a mãe, na minha opinião, é uma questão de preguiça mesmo. Preguiça de prestar atenção ao que a criança faz, preguiça de orientar, preferindo fazer isso de forma “física” do que de forma atenciosa e carinhosa. Podem falar que é zelo, que é medo de perder a criança em locais movimentados, falta de opção por não ter com quem deixar, mas acho a fala da psicóloga perfeita na reportagem: “Para sermos práticos, deixamos de lado a afetividade.”

Uma das mães ouvidas na reportagem comenta que o acessório dá “liberdade” ao filho. Cheguei a dar risada ao ler isso. Liberdade até o limite da corda? Que liberdade é essa? Que tipo de mensagem essa criança que precisa de um controle físico para não fugir de seus pais pode estar recebendo? Será que quem ganha “liberdade” é o filho mesmo ou ela é quem passa a ter uma preocupação a menos durante os passeios?

É claro que momentos de distração podem acontecer, é claro que nenhuma mãe quer perder seu filho, mas esse medo não consegue justificar para mim a presença de uma guia que regula os movimentos do meu filho.

Outro ponto que muitos tocam é aquela justificativa que mais me irrita entre todas: “Fiz isso com meu filho, e ele sobreviveu”. Há até um relato de uma repórter que foi “encoleirada” e não se considera tramautizada. Quando será que as pessoas vão entender que sobreviver não basta? Que não queremos filhos “sobreviventes” de nada?

Nada consegue substituir a minha orientação sobre lugares onde meu filho pode ficar mais solto e outros onde ele não pode se afastar de mim ou mesmo soltar a minha mão em hipótese alguma. Nada substitui a minha atenção quando ele deseja explorar algo de interesse dele, seja parando com ele para explorar junto, ou dando continuidade ao passeio e conversando sobre esse tema. Nada substitui a minha mão segurando a mão dele. E não, eu não tenho com quem deixá-lo, portanto, ele me acompanha onde eu for, seja o local movimentado ou tranquilo, e eu nunca tive problemas, porque ELE é minha prioridade.

E para quem tem mais filhos do que mãos livres para segurá-los? Muitos dizem que é difícil sair com mais de uma criança, por exemplo, o que justificaria a opção pela coleira. Eu discordo completamente. Existem outras opções, com certeza. Dos slings aos carrinhos, de chamar outro adulto para acompanhar a convocar os mais velhos para ajudar. De conversar muito com as crianças e pedir a colaboração de todos a, em último caso, adiar para daqui um tempo os passeios em lugares muito movimentados ou perigosos até que todos possam estar em segurança.

Estou fora da realidade?

Vamos deixar as coleiras para os cachorrinhos, vamos? :)

Imagem daqui

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58 comentários no post ““Coleira” para crianças”

  1. CLAUDIA GONÇALVES FREITAS disse:

    Logo logo haverão profissionais contratados para sair com várias crianças ao mesmo tempo, todas na coleira, igual aquele pessoal que trabalha passeando com cachorros. Não duvido nada que essa idéia pegue.

    1. Kathy disse:

      Que medo desse mundo! Para que eu quero descer!

  2. Mãe de Duas disse:

    Kathy, eu sou do time das moderadas e acho que tem casos e casos, mães e mães e, por experiência própria, crianças e crianças. Umas entendem as conversas e colaboram e outras simplesmente ignoram e “se jogam” para explorar o mundo.
    Penso sempre numa situação tipo supermercardo, onde a pessoa precisa prestar atenção em preços e produtos e ao mesmo tempo nas crianças, nos carrinhos, na bolsa, etc. E supermercado não é passeio… Acho que em situações assim usaria sim.
    Bj

    1. Kathy disse:

      Desculpa, para mim não existe justificativa para amarrar uma criança. É preguiça de se envolver na maternidade. Certamente supermercado não é passeio, mas se está pesado ir sozinha com, sei lá, três crianças encarar as compras do mês, é momento de buscar outras opções, desde transformar o supermercado na maior experiência lúdica da sua vida e dos seus filhos, até pedir ajuda a alguém, ou mesmo comprar pela internet, eu não sei, o que não dá é amarrar uma criança no seu carrinho enquanto se escolhe um produto. Isso me choca, sério!
      beijos

  3. Aline Costa disse:

    Aurea, mandaram essa mensagem pra uma lista de discussão de mães que participo e gerou uma grande discussão.
    Eu usei a coleirinha, igualzinha essa da foto, algumas vezes, quando meu filho tinha 1 ano e pouquinho.
    Ele estava começando a andar, não aceitava ficar no colo (menos ainda no sling, do qual fui usuária assídua desde que ele nasceu) e não aceitava segurar nossa mão (quando a gente dava a mão ele dobrava os joelhos e ficava arrastando).
    Resolvi comprar a coleira e usá-la nos momentos em que ele pedia pra descer do colo e queria sair correndo por aí.
    Isso dava a ele a liberdade de andar como queria, mas impedia que ele fosse para longe. E aí eu ia andando pra onde ele queria.
    Sim, acho que isso era liberdade pra ele. E não, não acho que era preguiça minha.
    Não dá pra dizer a uma criança de 1 ano: “Não vá pra longe, fique perto de mim.” Ele não entende, não obedece. E eu realmente não ia correr o risco de perder meu filho dentro de um shopping. Não mesmo.
    Não é como a psicóloga fala na matéria, que a mãe põe o menino na coleira pra ficar olhando vitrines. Isso é generalizar demais, nivelando muuuito por baixo.
    Também acho que a matéria faz uma crítica muito forte ao uso das coleiras, mas aposto que a opinião não seria essa se o objeto em questão fosse um carrinho de bebê, onde a criança também fica amarrada (e, como vejo frequentemente nos shoppings, em companhia das babás enquanto as mães olham vitrines – sem generalizar, ok?).
    Sei lá, ele nunca se incomodou com aquilo, não tinha nada de humilhante, ele não tem essa noção de que cachorros andam de coleira e eu estaria equiparando ele a um animal. Isso não faz sentido.
    Em pouco tempo ele passou por uma fase de querer mais colo e depois já conseguia entender que só ia pro chão se fosse de mão dada.
    Hoje ele acompanha a gente, segura na mão, não sai correndo. Embora ainda tenha uns ataques de querer soltar minha mão, mas em geral não vai pra longe.
    Acho que uma coisa não substitiu a outra (coleira e mãos dadas) e que a coleira é um artifício utilizado em ocasiões específicas.
    E não é que eu defenda o uso da malfada coleira, mas acho que não pega bem esse julgamento todo de chamar mãe de preguiçosa e dizer que a criança fica traumatizada com o uso dela.

    Beijinhos,

    Aline Tavares

    1. Kathy disse:

      Aline, não há para mim comparação possível do amarrado do carrinho (que tem finalidade igual ao do amarrado da cadeirinha no carro), que é prevenir a queda da criança, com o amarrado da coleira. Caminhar não coloca a coloca a criança em risco da mesma forma que um carrinho pode fazer, simples assim.
      Vocês sabem que sou adepta do “cada um faça o que acha que deve fazer”, mas sabem também que aqui no blog colocamos nossas opiniões pessoais (pessoais mesmo, não é uma opinião do Mamíferas, mas minha mesmo). Se você, dentro da sua realidade, acha que é o que funciona para você, ou funcionou, em determinadas situações, ótimo. A questão é que eu não concordo e jamais faria, e estou chocada até agora ao ver que muitas pessoas acham realmente normal, aceitável e útil.
      Medinho.
      beijos!

  4. Monica Meucci disse:

    Eu tenho medo é de usar a coleira em um local cheio. E se a pessoa se sente segura e distrai e alguem solta a dita cuja?
    Respeitando a esperiência de cada um, posso dizer do que funcionou em casa.Tenho dois meninos, com um ano e meio de diferença entre eles. Sempre sai com os dois e conversei muuuiiitttooo!!! E agora com 4 1/2 anos e 6 anos, vej0 0 resultado de todo o tempo e conversa investidos. Eles sabem se comportar, esperar a vez e tem certeza de que serão atendidos/ouvidos (a resposta pode ser negativa, mas eu parei, expliquei e nem sempre é tão tranquilo como as palavras podem sugerir), é trabalhoso, às vezes exaustivo, mas vale a pena.

    1. Cibele disse:

      Bato palmas para o seu texto, Kathy! Sabe, não sou uma pessoa extremista com praticamente nada na minha vida e isso inclui minhas opiniões sobre maternagem… porém, eu tb não consigo conceber uma justificativa sequer para o uso da coleira!! Sempre achei isso horrível, quem gosta que me desculpe, imagino que não faz isso com má intenção, mas eu acho uma coisa tosca vc tentar controlar sua criança com coleira. Sou mãe de uma furacãozinho de 1 ano e 4 meses, dessas que saem correndo desvairadas pelo shopping sem olhar pra trás, sei muito bem o trabalho que dá! E consigo imaginar o sufoco que é ter 4 dessas ao mesmo tempo. Nesse caso não levaria no shopping e pronto. Ou levaria se tivesse ajuda de mais alguém. Talvez (*talvez) se eu fosse mãe solteira de quadrigêmeos, não pudesse contar com a família, não tivesse computador pra comprar pela internet, não pudesse pagar por uma babá, não tivesse amigos pra me dar uma mãozinha, e a única opção fosse ir ao supermercado com os 4 na coleira ou morrermos todos de fome, neste caso eu *talvez* usasse as benditas. Eu tb acredito que sempre há opções! Tanto é que quase não vemos o uso desse acessório no dia-a-dia.
      Fico me perguntando o que eu, como mãe, estaria ensinando para a minha filha ao sair com ela numa coleira? Que limites to ensinando? Que valores? Como ensinar a ela o que ela pode e o que não pode fazer, se boto numa coleira e pronto?
      (sobre o carrinho que alguém aqui citou, a minha não pára em carrinho. Vai no colo, no sling, ou no chão de mãos dadas. E pronto)

      Desculpa, mas prontofalei!!

      1. Kathy disse:

        Obrigada Cibele, de verdade! Eu também não acredito na má intenção, mas acho que exatamente por isso é preciso provocar reflexões nas pessoas sobre o que elas estão pensando em fazer com suas crianças.

        Adorei seu comentário no talvez, concordo em gênero, número e grau, até repito aqui: “Talvez (*talvez) se eu fosse mãe solteira de quadrigêmeos, não pudesse contar com a família, não tivesse computador pra comprar pela internet, não pudesse pagar por uma babá, não tivesse amigos pra me dar uma mãozinha, e a única opção fosse ir ao supermercado com os 4 na coleira ou morrermos todos de fome, neste caso eu *talvez* usasse as benditas. Eu tb acredito que sempre há opções!”

      2. Leila Cristina Veazey Meira Basu disse:

        Poxa como e dificil saber o que fazer com cada um, acho que cada mae faz tentando sempre acertar, sim aquelas maes que tem o prazer de ser mae, no mundo de hoje nao podemos colocar nossos filhos em redoma e aceitar que a vida e cor de rosa, nao e mais facil o dialogo? O uso da coleira e pra mim estranho, como tbem criancas que vao para escolinhas com 6 meses, tbm estranho, mas tem maes que aceita e acho normal, e ai o que fazer? mas imagina uma mae em viagem para exterior com 2 ou mais filhos, bolsas, mamadeira ,brinquedos,passaport etc etc talvez sim a coleira iria ajudar, e curta rsrsrs entao o melhor e respeitar cada um com seu modo de ver as coisas, mas sempre trocando esperiencias.
        bjos

    2. Kathy disse:

      Eu também acho, Mônica, que é possível com atenção e conversa, e é possível também perceber que simplesmente é impossível fazer algumas coisas sem ajuda. Claro que não somos máquinas, nos distraímos, nos confundimos, mas isso é natural, e sustos nos servem de aprendizado também.
      beijos!

  5. Sylvia disse:

    Sempre que vejo essas fotos da coleira fico pensando se daria certo aqui em casa… mas acho que não. Prefiro ficar falando mil vezes para minha filha que não pode sair de perto da gente quando estamos em lugares cheios, segurar suas mãos firmemente (hoje em dia nem preciso, ela segura numa boa), falar claramente que existem pessoas más que podem pegá-la do papai e mamãe (não é mentira né?). Acho que falar várias vezes e ensinar o tempo todo é papel primordial dos pais e não posso achar que vou me cansar de ficar ensinando e então partir para uso de coisas que a prendam a mim. E aqui em casa não tem essa de não querer usar cinto quando está no carrinho ou cadeirinha, ela usa e ponto final. Em alguns assuntos não aceitamentos argumentos e segurança dela e nossa é um desses assuntos, ela tem que usar e acabou. E nunca tivemos nenhuma crise de escandalo, nenhum choro, nada. Mas acho que cada mãe deve ver o que é melhor para seu filho e para seu jeito de educar… cada uma na sua. Beijos mil

    1. Kathy disse:

      Claro, eu acho que sempre é possível orientar sobre a maldade das pessoas, sem colocar pânico, somente explicando mesmo, com naturalidade. Usei carrinho muito pouco, mas é impossível uma criança ficar solta ali, é verdadeiramente perigoso, é indiscutível que a criança precisa usar o cinto de segurança nessa situação, e pronto. Educar dá trabalho, quem disse que não?

      1. Kathy disse:

        E esqueci dos beijos! Beijos, então! rsrs

  6. Rita Simas disse:

    Eu não gosto da “colerinha”! Tenho um menino de onze e uma menina de um. Os dois andaram com dez meses, eu tbm nunca concordei com cercadinhos e não tive e nem tenho babá. Mas aqui em casa eu não deixo nada perigoso em local baixo, presto atenção o tempo todo e nunca tive sustos com tombos graves. Dá trabalho?? Demaiiiiis!! Mas eu prefiro assim.

    1. Kathy disse:

      O trabalho faz parte do processo, não é mesmo? Beijos!

  7. Fúlvia disse:

    Eu, particularmente, acho muito estranho usar coleira… minha menina desde pequena me acompanha nos passeios que faço com Suzie, nossa peluda de estimação. Ela entende, desde que aprendeu a andar, que tem limites, que pode sim correr um pouquinho, que tem horas que é pra dar a mão, quando tem muita gente ela dá a mão e fica com a gente, quando dizemos que ela pode correr, ela corre e, quando dizemos pra ela parar e voltar, ela entende. Deu trabalho? Claro que deu, como tudo na vida dá. Mas é muito mais recompensador ter um filho que te respeita e entende os limites do que um que fica preso na coleira e não entende de limites.

    Ah, e quanto ao fato de ser muitos filhos, gostei da sua sugestão: convidar mais um adulto pra ir junto. E lembrei da série “John e Kate + 8″, onde eles não usavam coleira e tava tudo certo =)

    Beijos!

  8. Luciana Medeiros Alves disse:

    Oi Kathy, ano passado estive na Espanha e vi algumas mães usando a tal coleira. Foi a primeira vez que vi algo do tipo e fiquei chocada demais! Já achava muito diferente o fato das mães de lá andarem com filhos grandes (com mais de 2 anos) em carrinhos de bebê. Não tenho filhos ainda, estou grávida de 22 semanas e nao pretendo usar nenhum dos dois métodos com a minha filha. Tenho sobrinhos e amigas com filhos que sempre passearam com seus filhos prá todo canto e nunca precisaram desses mecanismos… Sei que há todas as formas de se educar, há crianças com diferentes personalidades, mas eu acho que restringir a liberdade de crinças dessa forma, ainda que sutil, nao é a melhor forma de se educar.
    bjos

    Lu

  9. Liri disse:

    Nunca usaria uma coisa dessas…

    Concordo contigo… pra mim é preguiça! Preguiça de cuidar e ensinar.

    Minha vó ia ao super com 3 crianças pequenas (eu, minha irmã e minha prima) nunca precisamos ser amarradar para nos comportarmos…

  10. Sílvia disse:

    Olha só, lendo o comentário da Aline Costa, eu acredito realmente que não haja maldade nem comodismo na opção dela em usar a coleirinha. Consigo entender o pto de vista dela.
    Masssssss, eu, euzinha, não usei e digo categoricamente que jamais usaria. Nunca vi ninguém usando e só de olhar a foto, me choca.
    Já que outra colega citou acima, vcs poderiam fazer algum post sobre o uso do cercadinho.
    Apesar de não tão chocante como a coleirinha, e até bem usual, eu particularmente tb não usei e nem usaria. Dá a mesma ideia de “prisão”, de limitação. Mas entendo quem precisa deixar o filho em um local seguro para realizar alguma atividade doméstica por ex. Como eu não tenho esse problema, aborto tb a ideia do cercado. Mas tem criança que passa o dia quase inteirinho lá, que eu sei.

  11. Fernanda Moraes disse:

    Olá meninas,

    Ainda não sou mãe, vi estas coleiras pela primeira vez nos EUA e confesso que achei muuuito estranho . Tenho 2 hérnias de disco e cada vez que fico acompanhando as caminhadas do meu sobrinho de 10 meses minha coluna trava. Talvez estas coleiras fossem uma opção para meu caso mas só enquanto eles fossem muito baixinhos ainda.
    Tenho certeza que mesmo que eu as utilize, ainda teria que deixar meus pimpolhos bem conscientes sobre os perigos e os limites que eles devem obedecer.

    Beijo

  12. Bianca Zorzi disse:

    Há uns 20 anos atrás, eu, no auge dos meus 7 anos de vida, fiquei horrorizada ao ver uma mãe com duas crianças na coleira em um aeroporto. Ela, aparentemente, era gringa e estava sozinha e apavorada com seus dois filhos.
    Lembro que na época meus pais acharam um absurdo e eu mesma fiquei espantada e pensando como seria ser amarrada e levada por aí. Não gostei nada do que vi e a cena nunca mais saiu da minha cabeça.
    Meses atrás, fuçando em destes sites americanos malucos de artigos para bebê, vi a tal coleira para vender e comentei com minha mãe, que tb não havia se esquecido da cena do passado. Achamos que ainda era coisa de americano doido.
    Agora parece que a moda chegou por aqui, infelizmente. Limites não são impostos por cordas, mas com muita paciência, ensinamento e exemplo.

  13. DaniKiyo disse:

    Meninas…
    Quando o Kiyo comecou a correr (sim, ele correu primeiro), eu precisava de 5 pares de bracos para segura-lo. Chegando aqui, vi as tais mochilinhas com a cordinha e achei engracadinho. Pensei que seria uma opcao boa para mante-lo “seguro” quando andava sozinha com ele. Achei estranho, mas acabei comprando uma bem transadinha com um macaquinho de mochila e… Sabe o que eu aprendi com isso? Nao adianta nada. No meu ver era soh mais uma coisa pra carregar. A crianca sai correndo igual (pois a presenca da tal coisinha nao muda o instinto da crianca) e aih eh um Deus nos acuda, pois a droga quase derruba a gente. Acho que nem chegamos a usar uma meia duzia de vezes. Agora eu nem sei onde o treco estah. Decidi que era melhor ensina-lo a caminhar com a gente (melhor pra ele e pra gente tb).
    Quando eu comprei a “coleirinha”, nao pensei muito nessa questao. Mas quando eu vi o Kiyo usando aquilo, confesso que me fez sentir mal e eu nao usei mais. Alem de ser estranhissimo ver uma crianca de “coleira”, dah uma falsa sensacao de seguranca.

    Eh bom colocar as opinioes sim, Aurea. Eh importante para que a gente reavalie as nossas proprias escolhas e atitudes.
    Beijos
    Dani do Kiyo

  14. Elisa disse:

    Convenhamos, esse negócio de coleira para um filho é absurdo.
    Mas a indústria gosta de inventar moda, eles querem faturar, pouco importa a saúde mental do filho dos outros.
    Eu lembro que quando saia com a escola, quando criança, eles pegavam um cordão e pediam para que nós segurassemos naquele cordão. Caramba, era perfeito, a gente até se divertia, isso porque não era algo obrigatório, forçado. A tia lá rsrs nos fez entender que deveriamos segui-la, então, se quisessemos manter-nos seguros teriamos que segurar no cordãozinho. tinha os espertalhões que soltavam, mas logo retornavam.
    Ou seja, tem 5 filhos? Encontre uma solução divertida e segura.

  15. Oi Kathy, venho acompanhando o blog e tenho curtido po tratar os temas com abordagens bem bacanas.

    Certa vez, estava procurando a nova cadeirinha (de carro) para minha filhota e me deparei com este acessório. Considerei-o repugnante. Um absurdo!

    Minha filhota é “virada”! Esperta, cheia de autonomia (o que eu admiro e preciso, pois sou mãe autônoma e não é fácil!) e “querências” – rsrsrsr… Também sou mãe de primeira viajem… e isso é complicado… trabalho o dia todo fora, sem horário definido, muitas vezes nos fins de semana e ainda inventei de fazer uma especialização (ufa! acabei de acabar!!!! rsrsr). Minha mãe me dava um suporte nesse período. E justamente por ter essa rotina louca eu tentava, sempre que estava em casa, estar com ela, levá-la para passear e tinha momentos em que eu tinha mesmo que levá-la comigo à feira, ao médico, ao shopping (entendendo que este lugar é um espaço para “resolver coisas” e não local para passear) e ao parque. Algumas vezes corria atrás dela, noutras não… e hoje (ela tem 4 anos e 10 meses) ela transita tranquilamente em qualquer espaço. Explico dos riscos, da possibilidade de “alguém levá-la e não nos vermos mais” (que infelizmente é real) e de que eu preciso da colaboração dela. Tem funcionado.

    Tenho mais três irmãos e nossa casa sempre foi cheia de crianças. Quando saíamos, íamos todos: irmãos, primos, amigos…. sempre muita gente… E nunca meus pais precisaram usar coleira conosco.

    Parabéns pelo post, fostes muito feliz e sábia nas tuas colocações.

    E, finalmente, confesso: tenho muito medo do mundo que estamos construindo… no entanto, acredito que “um outro mundo é possível!”

    Xeros,

  16. Ana Carolina disse:

    Parabéns!!! Pela coragem de colocar a sua opinião e concordo plenamente, não usaria. O papel da mãe é de educar! E criança não tem que escolher ou se recusar a dar a mão, conversar é a melhor opção.

    BJS

  17. renata disse:

    Bom, não preciso dizer que eu tenho 3 filhas, né? Portanto, mais filhas do que braços! (rs)
    E sempre saí sozinha com as 3, sempre. Desde quando a caçula ainda ficava aconchegadinha no sling até hoje, quando ela já anda e perambula livremente por aí. Nunca saí com carrinho, nunca usei coleirinha e nunca perdi nenhuma criança! (ufa)
    Acho que existe o bom senso de saber que tem lugares que é melhor mesmo evitar com a criança, dar um jeito, encontrar alternativas. E outras, encarar mesmo o trabalho de fazer as coisas cuidando dos filhos, faz parte ué!! Eu já perdi as contas de qtas vezes fiz supermercado sozinha com as 3, dá um trabalhão do caramba e levo o dobro do tempo do q se estivesse sozinha, mas consigo, não morro, ninguém fica amarrado e ninguém se perde.
    Tô contigo Aurea, amarrar criança é idéia de mal gosto… não usaria jamais!
    beijo

  18. márcia disse:

    olha, tenho dois filhos um de 2 e a outra de 4, moro em São Paulo e não tenho carro. ótemo né? andar de ônibus aqui é um suplicio e com duas crianças que vou buscar diariamente na escolinha, então… é mara!

    meios de transporte dos pequenos: cadeirinha na bicicleta, carrinho de bebê e mei-tai (que aguenta mais criança grande e dá pra carregar nas costas também)

    não, não sou adepta a nenhum movimento ecológico e quando as condições financeiras melhorarem , sim, compraremos um carro.

    nunca me passou pela cabeça amarrar meus filhos numa coleirinha como essa. olha, confesso que é tentador sim principalmente porque meu caçula odeia dar a mão e faz birra na rua .
    mas eu penso se eu gostaria de andar por aí atrelada a uma corda com alguém me conduzindo? não é a resposta. então, não pros meus filhos também.

    beijos

  19. [...] relatos de pessoas que utilizam o tal acessório polêmico e a palavra…Por Blog MamiferasVer matéria completa 0 Comment Olá. Preparamos sempre novas matérias importantes para você ganhar dinheiro com [...]

  20. DaniKiyo disse:

    Realmente… as coisas que a gente faz sem pensar direito… confesso que quando vi a propaganda achei que poderia ser util, mas na pratica alem de nao achar que cumpra sua funcao totalmente (pois como disse antes, dah uma sensacao falsa de seguranca) eh algo que foi totalmente contra o meu grao. O Kiyo, por outro lado, gostava por causa do macaquinho pendurado nas costas… nao lembro exatamente quantas vezes ele colocou o macaquinho, e nem sei que fim levou o treco…

    Beijao
    Dani

  21. Eduarda morais disse:

    Eu não olharia torto pras mães que estivessem segurando suas crianças nas coleirinhas, mas não usaria na minha filha NUNCA. Assim como toda criança ela tb tem suas horas de não querer ficar no colo e querer sair correndo. Aqui funciona assim: explico porque n pode ficar no chão naquele momento e msmo que ela chore a mantenho no braço.
    Qdo vou a algum lugar q tá mto cheio ou não tiro ela do colo ou ando de mãos dadas com ela. Até agora tem dado certo! E fora isso, conta o bom senso mesmo da mãe/pai de saber de perceber que tem lugares que é melhor serem evitados…

    ótimo texto, kathy!

  22. Eugênia disse:

    Oi Kathy!

    Só queria agradecer!
    Eu já tinha visto, mas nunca tinha pensado sério a respeito eu cheguei a achar útil, mas…..
    …. mais uma coisa que concordo com vc (s)!

    Obrigada por proporcionar discussão enriquecedora!!!

    Beijos

  23. Carol Flor disse:

    Pois é Kathy, cada um com suas escolhas. Tenho dois pimpolhos sapecas, já passeei muito em shopping e supermercado, tem até um post da Tata sobre como ir ao supermercado com crianças bem interessante.

    Para mim essa coleirinha não vale por uma questão de príncipio e ideologia, mesmo.

    Meu rapazinho de 4 já não corre por aí e ainda ajuda a dar a mãozinha para a irmã de 2 não correr também. Tem o momento de se soltar e tem hora que só vale pertinho da mamãe.

    Quando a pequena estava menor, eu evitava sair sozinha com os dois para lugares difíceis, porque o mais velho sairia correndo se eu me distraísse. E pronto. Ia para casa da vovó, parque com as amigas mães, saia com o papai junto. Hoje já faço supermercado com os dois e dá certo, eles se distraem um com o outro, ajudam a pegar os produtos.

    Para mim não faz o menor sentido essa coleirinha.

    Beijo!

  24. Kalu Brum disse:

    Quem conhece Miguel sabe que ele ama correr. Vivemos em uma área rural e ele tem muita liberdade para correr, tanto na rua, casa ou nas trilhas que fazemos. Confesso que esse “lugar que pode correr” e “lugar que não pode correr” as vezes é difícil dele entender. Na viagem que fiz para a Chapada Diamantina, em um momento, ele simplesmente saiu correndo e sumiu. Estávamos todos conversando e alguém passou e disse que tinha um menininho sozinho sentado na estrada. Depois deste episódio passei a ser mais firme com Miguel para que ele esteja por perto. Quase nunca vamos a Shoppings e supermercado ele costuma levar um garnde caminhao e me ajuda a carregar as compras.

    Eu NUNCA usaria estas coleirinhas. Primeiro porque é perigoso. Podemos nos distrair e a criança pequena torcer o pé em um buraco ou mesmo trombrar em algo. Segundo porque sem a coleirinha a criança pode sair correndo. Como a Dany falou: é mais um apetrecho inútil da maternidade.

    Aqui até o cachorro anda no mato sem coleira!

  25. Mídia Incoerente disse:

    Acabei de assitir um programa da rede tv sobre o assunto e fiquei indignado não com o tema e as opiniões diversas… mas com a TENDENCIOSIDADE com que foi tratado o assunto….
    Primeiro, colocar duas mulheres que nem tem filho pra discutir isso, só poderia dar merda. Me rachei de rir quando ouvi umas das apresentadoras dizer: “Eu não tenho filhos…mas tenho 7 cachorros”, É CLARO QUE TER 7 CACHORROS A TORNA UMA AUTORIDADE NO ASSUNTO. Outra apresentadora ficou surpresa de lembrar que o supermercado tem banquinho de criança no carrinho..de certo não é ela que faz as compras da casa, a maior prova de que essa senhora não tem filho, é achar que a mãe ficaria puxando o acessório fazendo com que a criança caia no chão.
    Pior que isso, são as enquetes TOSCAS que perguntavam: “Você colocaria uma COLEIRINHA no seu filho”, qualquer pai com um pouco de sanidade responderia não, pois a palavra “coleira” sugere dominação, controle, interação entre homem e animal. Esse pergunta sem criatividade alguma deve ter surgido da cabeça louca e cheia de baseado de algum estudante de jornalismo. Pergunte a alguns pais que tiveram seus filhos atropelados, porque sairam correndo sem senso de perigo (como é de costume nas crianças), se eles gostariam de ter tido uma dessas “coleiras” na ocasião. Pergunte aos pais que perderam seus filhos, ou tiveram seu filhos sequestrados em um milésimo de segundo, se eles não gostariam de ter feito uso de acessório. Não…é mais fácil apelar pra polêmica vazia e jornalismo de revista de fofoca (típica desse canal, e outros veículos tendenciosos como a Infame folha de são paulo)

    Se eu perguntasse pra diversos pais: “Você permite que eu coloque um VÍRUS INATIVO em seu filho (hoje denominado VACINA), muitos pais diriam não. Pois vírus mesmo inativo, remete a doença. TENDENCIOSIDADE POUCA É BOBAGEM.

    ISSO NÃO É UMA COLEIRA, uma coleira se coloca no pescoço, e o sentido é a privação da ‘vontade’ do animal. Mesmo assim vc usa a coleira em seus animais de estimação para não perdê-los, evitar que saiam descontrolados, e pq vc os ama, e ainda se certifica que a coleira (colocada em torno do pescoço) não machuque o animal. Se vc usa isso em um animal, pq não usar um acessório (que não é coleira) em um filho que é mais valioso???

    Quando uma criança desaparece seja em shopping ou qualquer outro lugar, ninguém nunca se responsabiliza…portanto é fácil ficar fazendo discurso fútil sobre “a liberdade da criança”, a liberdade da criança deve ir até onde isso não represente um perigo a mesma e deve ser supervisionada por seus pais. A criança não tem a vontade privada, ela só permanecerá a um determinado raio do distância de seus pais.

    Ingenuidade sua e de qualquer outra pessoa achar, que isso é equivalente a amarrar a criança, assim como ingenuidade minha achar que isso evitaria os acidentes, o descontrole de alguns pais e a diminuição de risco de desaparecimento das crianças.

    É só num país TOSCO como o Brasil, cheio de gente TOSCA de mente pequena, e de uma TV pobre de profissionais honestos, que isso se torna polêmica. Não é a toa que é um dos países com maior indíce de crianças desaparecidas, e escandolos em torno de pedofilia infantil.

    1. Kathy disse:

      Olá! Da próxima vez, por favor, assine seu comentário. Fica mais fácil conversar quando a gente sabe com quem estamos falando, não é mesmo?
      Seu problema todo está na denominação do acessório ou no uso que se faz dele?
      O problema é chamá-lo de coleira, então?
      Se chamarmos de “acessório para contenção de crianças que correm e se perdem” pra você fica tudo bem?
      Se não chamamos o acessório de coleira, a dominação e controle do acessório desaparecem?
      O acessório é idêntico a uma guia de cachorro, se é que esse termo o deixa mais feliz do que coleira, mas não é aí que está o problema. O problema é a falta de contato entre pais e filhos. O problema é a falta de conversas sobre o que pode ser perigoso. O problema é a falta de tempo para prestar atenção nas crianças. O problema definitivamente não é a discussão sobre qual o nome mais adequado para o acessório.
      Mas já que estamos nessa temática, por que usamos coleiras nos animais? Para que não se percam, para que não fujam, para que não se machuquem. Mas, principalmente, porque os cachorros não conseguem perceber que uma situação pode ser perigosa, apenas seguem seus instintos e pronto. Também é impossível conversar com o cachorro sobre os perigos do mundo, e impossível segurá-lo pela patinha quando vamos passear.
      Ele pode sim ser adestrado a caminhar ao lado do dono, mas nada impede que mesmo o mais adestrado dos cães siga seus instintos e desapareça pela rua.
      Concordo completamente quando você diz que a liberdade da criança deve ir até onde isso não represente um perigo a mesma e deve ser supervisionada por seus pais. É exatamente isso que proponho, a supervisão dos pais – que estejam eles verdadeiramente presentes, atentos, participativos na vida de seus filhos – ao contrário de um acessório que simplesmente prenda o filho junto da mãe.
      Tudo mais claro agora?

      1. Cibele disse:

        Amigo (oculto),
        Minha mãe quase perdeu meu irmão na época com 2 anos, numa praia lotadíssima em pleno carnaval. Ele sumiu de repente, e foram os piores 15 minutos da vida dela (até que uma boa alma surgiu com ele no colo), e eu era muito pequena mas foi tão marcante que até eu me lembro. Nem por isso ela quis colocar nenhum de nós em coleiras ou como queira chamar.
        O mundo está cheio de perigos, é bem verdade! Mas precisamos ter discernimento nas medidas que usaremos para poupar nossos filhos desses perigos. Se for pensar bem, dá vontade de não sairmos de casa e pronto (tem horas que chego a desejar que minha filha entre pra um convento na adolescência, haha!). Mas não é viável. O mundo está aí para ser vivido, e nossa tarefa como pais é educar nossos filhos o melhor possível, zelar e cuidar deles dentro das nossas possibilidades. Colocar numa redoma de vidro não é viável, não educa, e não protege de todos os perigos.

  26. Vanessa Silva disse:

    Parabéns pelo post! Concordo plenamente com ele. A meu ver o uso dessas coleiras tem mais ver com a preguiça de ensinar, de ficar de olho no filho. Outro dia vi uma mãe na fila do banco com 2 meninos gêmeos de uns 5 anos na coleira. Os meninos brigavam, se estapeavam, se jogavam no chão e a mãe nem olhava, repreender então nem pensar. Pois bem chegou uma hora que as coleiras estavam tão enroladas que caiu todo mundo no chão, inclusive a mãe. A impressão que deu é que ela desistiu de educar as crianças e resolveu o problema: É só botar na coleira!!

  27. NaNa disse:

    Poxa…se consegui ensinar minha salsisha a não sair correndo na rua pq ela pode ser atropelada, fugir, ser mordida, etc… mesmo que ela ja tenha fugido uma vez, aprendeu com a experiencia e não sai de perto mais!! imagino que com o Miguel que ficou sentado na estrada tenha sido igual, nunca mais saiu andando por ai… as experiencias de uma criança que aprende a andar não podem ser cortadas por um acessorio que deixa a mãe emocionalmente mais segura. porque? essa criança vai crescer com TODOS os medos da mãe, achando que são DELA! e vai ter que procurar a propria personalidade dps…
    então, não, não uso coleira com minha cadela, não usarei com meu bb de 2 meses e acho que não usaria nenhum metodo de contenção que não fosse a minha propria mão e/ou palavras…

    bjss

  28. Mídia incoerente - Noel disse:

    - Sim, eu assinei meu comentário, a assinatura é essa mesmo “mídia incoerente”, ele reflete uma ideologia maior que o meu nome próprio…se ele não satisfaz talvez devesse limitar os comentários do blog a outros usuários também de blog, e mesmo que eu colocasse meu nome, dificilmente vc ou eu saberemos com quem falamos nesse mundo imenso que é a internet. Mas se isso de fato a incomodou, me desculpe…pode me chamar de Noel.

    Vc diz …”O problema é chamá-lo de coleira, então?”
    Não esse não é problema..como jornalista imagino que vc deve ter percebido que o foco do comentário foi a TENDENCIOSIDADE do program dito ‘jornalístico’, a questão do nome foi abordada pra defender esse primeiro argumento, e por isso usei até o exemplo da vacina, ou devo chamar de “inserção de vírus inativo”, pois na opinião da elite isso não muda, mas para pessoas menos favorecidas (leia-se menos esclarecidas), isso faz toda a diferença.

    Dar nome as coisas é só parte da questão, usar esse nome de forma tendênciosa é outra parte, e utilizar-se desse nome de forma ilustrativa para defender opiniões próprias aos invés da abertura da discussão em si, é um problema COMPLETO.

    O acessório é identico a uma guia de cachorro? sim, alguns… outros se assemelham a uma mochila com uma corda, mas tem razão esse não é problema ( a não ser para o designer, ou projetista que o projetou). Os problemas foram todos magistralmente listados por vc e sim concordo que são prioritários.
    Concordo com você e com qualquer pessoa, quando manifesta sua opinião no que é bom PRA VOCÊ, e isso eu percebi no seu post….porém isso não significa que por você ter a opinião de não usar o acessório, todas as mães que o façam sejam preguiçosas, ou estão a tratar seus filhos como cães. Aliás, isso é tão exagerado, pois sabe-se que lá fora o uso do acessório é comum. Acha que as mães estrangeiras são preguiçosas e estão animalizando seus filhos então? o governo deveria tomar alguma providência!

    “Mas já que estamos nessa temática[...]os cachorros não conseguem perceber que uma situação pode ser perigosa, apenas seguem seus instintos e pronto. ”
    Deve ser por isso que crianças põe o dedinho na tomada, pegam coisas do chão e enfiam na boca, entram debaixo do armário, soltam de sua mão e atravessam a rua, porque elas se apercebem de todos os perigos que as cerquam, e como são todas uns anjinhos compreendem logo a vontade de seus pais e agem de total acordo!
    Elas não são cães, mas não percebem situações perigosas como o pai “atento” deveria perceber,e isso é claro levanta a questão da idade da criança.

    Eu encerro dizendo que até o presente momento, apesar de parecer defensor do acessório, eu não emiti minha opinião sobre o mesmo. Se eu usaria em meu filho? A verdade é que eu não sei. Mas até eu descobrir, quero ter a liberdade da escolha. E se decidir fazê-lo, foi porque a minha avaliação sobre a minha família, e o que é melhor pra ela está acima de um mero julgamento alheio que me chama ou de preguiçoso ou animalizador.

    Obrigado por permitir, que eu expressasse meu pensamento.

    1. Cristiane disse:

      Estou curtindo este blog faz pouco tempo, gostaria de dizer que estou adorando o conteúdo. Porém, neste post sobre a “Coleira”, a análie mais sensata p/ mim é a do NOEL. Tenho 2 filhos e usei com Sofia a mais nova, ela tem 2 anos e meio hoje, mas uso desde que tinha 1,5 ano. Sempre que usava a”mochila coleira” nela eu a mantinha de mãos dada comigo tbm. Uso somente durante as compras nos supermercados porque ela vê o irmão no chão e não quer ficar no carrinho ou qdo tenho que sair com os 2 filhos sozinha, e meu menino de 6 anos se mantém sempre ao meu lado. Muitas pessoas me param p/ perguntar onde comprei a tal “coleira” e nunca sofri “olhares me julgando de preguiçosa” E vou confessar, adoro vitrines e a Sofia tbm……….Estamos felizes e resolvidas e a Sofia MUITO SEGURA FISICAMENTE E EMOCIONALMENTE, pois a construção da sua educação e dos seus valores estão além do uso de uma “coleira”. Ela adora a coleira que chama de mochila, pois se sente segura tbm. E agora que compreende um pouco mais as regras e combinados, qdo me pede p/ ir sem, sabe que terá de ficar de mãos dadas…….

  29. DaniKiyo disse:

    Exatamente essa sensacao que a gente tem de que estah seguro com o tal acessorio eh que engana.
    Perder uma crianca num shopping, mercado ou onde quer que seja deve ser horrivel, mas isso pode ser muito bem resolvido se os pais nao permitem e impoe os limites consistentemente sempre e nao apenas quando estao nessas situacoes.
    Com o Kiyo, uma vez visto que a dita “coleira” nao funcionou mesmo e ainda me fazia sentir um lixo de mae nas poucas vezes que eu me rendi a ela, a gente sempre fala para ele nao sair correndo, nao ir na rua, nao atravessar a rua sozinho e que sempre tem que estar de mao dada. Sempre falamos para ele que tem que ficar junto quando vamos no shopping. Hoje em dia, estamos mais tranquilos, pois ele eh maiorzinho. Entao, quando vamos em shopping ou mercado eu digo que ele tem que ir no carrinho. Pronto, ali ele fica fazendo a maior folia. Se a loja nao tem carrinho, eu deixo ele perambular pela loja, mas sempre SEMPRE por volta de onde eu estiver.
    Outra coisa: engracado como eu consigo dar conta do Kiyo e das compras sozinha, mas o Jeff nao consegue olhar um par de sapatos se o Kiyo estiver junto.
    Beijos…

  30. Ela disse:

    Nem cachorro precisa de coleira.. a minha cadela foi ensinada a ter limites e anda comigo tranquilamente. Ela não se perde porque sempre está atenta aos meus passos… e olha que não posso conversar com ela nem explica-la.
    Com meus filhos, então… estarei atenta a eles.. e depois lhes darei a liberdade na medida de suas responsabilidades..

  31. paloma disse:

    ok. li o seu post e nem vou ler os comentários.. só vou deixar o meu.. em algumas circunstancias coleiras NEM nos cachorrinhos.. era só o que faltava…
    beijo

    1. Renata Guerra disse:

      Meninas, não concordo de jeito nenhum, em hipótese alguma. Minha filha tem 7 meses e já dá indícios de que será sapeca…Vou conversar muito, vigiar muito e cuidar. Só isso. A prioridade é ela sempre.

  32. Flavinha disse:

    Lendo alguns relatos percebi como ainda nos deixamos nos levar pelas facilidades que o mundo moderno pode nos trazer, tenho um filho de 7 anos, ele é uma criança imperativa e imperialista, desde de bebe demonstrou o quanto tem a personalidade forte, e quanto gosta que seja feita a suas vontades, ele ñ consegue andar segurando na mão fica agoniado, então sempre procurei dar liberdade a ele mais colocando limites, ele nunca pulou na frente de um carro nem saiu correndo de perto de mim, sempre dei a liberdade e o limite, acredito que ser mae ñ e facil, minha mae me ajudou muito, sempre fiz compras de supermecado com ele e ja tive sim problemas com birras no inicio mais que foram superadas, ja me taxaram de mae desnaturada porque deixava ele andar sem segurar na mao, mais la se vão 7 anos de muita conversa, que deram certo sem ser necessario uma coleira. ser mae ñ e facil e quem disse que seria? exige dedicação amor e repetição, muita repetição do que pode e que ñ pode. Obs; desculpa mais ñ tem desculpas eu trabalho o dia todo, e tive a sorte de poder estar proxima dele o tempo todo.

  33. Mariana disse:

    da medo pensar que possa virar lei de segurança que nem a das cadeirinhas nos carros, não sou totalmente a favor dessa lei, pensem.. se taxis e ónibus são excentos de usar cadeirinhas (não sei dirigir, muito menos tenho carro, uso apenas caronas, agora bem limitadas) e o nivel de acidentes com eles são mínimos, por que então é obrigatório o uso em carros? de onde vem essa segurança, de um adminículo de distancia do colo/peito da mãe ou das regras do trânsito?
    em fim, espero ter me explicado…

    1. DaniKiyo disse:

      Mariana,
      Eu acho que a estatistica de acidentes com criancas em onibus e taxis nao eh computada. Alias, mortes decorrente a acidentes de transito soh sao computadas quando a pessoa morre na rua.
      A cadeirinha de carro deveria ser usada em taxis sim. Aqui nos EUA, se o passageiro nao tem a cadeira, pode solicitar que venha um carro com ela.
      Alias, a mesma conversa de “nao tem acidentes sem usar” pode ser usada com relacao ao cinto de seguranca.
      Eu acho que o uso da cadeira eh muito diferente do uso de coleiras. E acho que isso nao vai virar lei.
      Beijos
      Dani

  34. Olá. Dei uma sumida, pois voltei pra facul e tava meio sem tempo…mas morrendo de saudades de vcs. ao ver esse post não pude ficar quieta. Tiro o meu chapéuu para o seu texto. E concordo plenamente. E penso: se agora esta assim, o que pensar no que vou encontrar quando minha filha crescer? Da até medo!!!
    Vamos deixar esse acessórias para cães ferozes e .
    Bjs

  35. Veridiana disse:

    Desculpem-me o OFF, mas fiquei assustada com os depoimentos de algumas das leitoras dizendo que não usam guia nos passeios com os cães. Gente, cachorro não pode andar solto, para segurança deles, de outros cães e de pessoas também.

  36. roberta disse:

    conheça uma pessoa que teve o filho de 2 anos abduzidos.
    até hoje ela toma drogas pesadas pra sobreviver, tamanho o peso da dor.
    levaram o menino enquanto ela separava uma briga entre os outros três filhos.
    fico me perguntando o quanto ela gostaria de ter tido uma “coleira” dessas.
    além de um desserviço, achei um post bem desrespeitoso (maternidade preguiçosa?)
    se o problema é a preguiça, abramos mão do carrinho, do sling (pra que ter as mãos livres, chame um outro adulto pra vir junto!) e de todos os apetrechos modernos, que nos permitem circular em ônibus, metrôs e avenidas cheias com os nossos filhos sãos, salvos, como é, aliás, nossa obrigação.

  37. Rodnei disse:

    Já houve dia em que fui criança, deixei de fazer muitas coisas por imposições dos pais e fiz outras incentivadas por eles. Porém nunca, nem em idade impúbere, fui humilhando na ponta do cabresto. Belo exemplos dos americanos, povo obeso e preguiçoso que sempre resume o esforço com um atalho ardiloso.E os Europeus, na maior parte tao fechados que tendem a se isolar e desaparecer. Mas o universo é perfeito e a resposta, num futuro próximo, aos pais preguiçosos, virá a galope de um burro, e encima dele, um filho inseguro e desgostoso.

    Abraços de um ser humano triste.

    Rodnei Oliveira

  38. kamile disse:

    Olá. Resolvi procurar outras respostas na internet pois comigo aconteceu uma coisa muito chata. Estava eu e minha filha Valentina no shopping caminhando de mãos dadas, qd ela , disse ELA viu uma mãe carregando sua filha com tal coleira. ELA disse: aquela mãe ali acha que a filha dela é cachorro pra andar de coleira. Cabe dizer aki que a Val tem 6 anos, uma personalidade tremenda, e sempre, eu disse sempre escuta o q eu digo. É dificil, cansa, dá trabalho, as vezes por horas, aguentando choros e manhas. Mas não deixo ela fazer o que quer não.Até ai tudo bem. Fui postar este comentário da Val no Facebook, qd uma prima minha disse q a filha dela usa e que isto era uma questão de segurança, que eu nunca havia passado por isso, uma vez q a Val nunca andou de avião, q eu nao sei o q é aeroporto lotado. Enfim. Uma baixaria total, dizendo que era somente questões de segurança. eu revidei, dizendo que este comentário era a menina de 6 anos, nao meu, e que pelo visto isso tinha outro nome, falta de limites. ( cabe ressaltar aki que ela me liga sempre q acontece algo que ela nao consegue lidar para saber como fazer com a menina de 2 anos e meio). Aí ela me solta: o super mãe o que ela sabe de segurança? Parei, pensei. Vi q não adiantava brigar, discutir, argumentar com quem já tem uma opinião muito formada e se julga sabedor de tudo. Mas resolvi procurar na net o que outras pessoas falam sobre esta maldita coleira. Imaginem agora professoras usando -as. Imaginem ir ao zoo, ao parque, a qualquer outro passeio tendo que podar os filhos de descobertas. Obrigado por fazerem ter certeza de que meu pensamento é correto. Acho sim q sou uma super mãe. Obrigado!!!

  39. Daniela disse:

    Claro que a idéia parece absurda, mas entre uma coleira e a possibilidade de ver sua filhinha de 2 anos sumir num aeroporto internacional porque você está sozinha com bagagens, documentos… Prefiro a coleira a ter minha filha perdida… E sim, vivemos num mundo onde mães abandonam filhos na lata do lixo, pessoas roubam e seuqestram bebês em maternidades, filhos matam pais e assim por diante. Infelizmente, a realidade é essa. Você tira o olho um segundo e perde a criança de vista. Já perdi minha filha por alguns segundos em uma loja de departamentos e foi a PIOR sensação do mundo, por isso, se tiver uqe viajar sozinha com ela, a coleira será muito bem-vinda.

  40. Fabiana disse:

    Olá Kathy, tenho ouvido algumas pessoas me sugerirem o uso desse acessório. Meu filho tem 1 ano e 10 meses e é exatamente uma dessas crianças que são muito ativas, curiosas, que saem correndo e pulando de repente, que cumprimentam todo mundo que passa e que perseguem as outras crianças… Se tirar os olhos dele, é quase certeza que ele estará em outro lugar. Uma vez o perdi, por 30 segundos, no mercado… o encontrei numa prateleira entretido com os vidros de geléia. Mesmo que por um instante, foi desesperador.
    E mesmo assim, nunca, jamais, em hipótese alguma eu sequer cogitei a possibilidade de usar um acessório tão horrendo como esse… Não importa que tenha carinha de ursinho, coelhinho ou vaquinha, que seja uma mochilinha fofa, o nome é esse: COLEIRA, coisa de animal, de cachorro!
    Saio com meu filho para todo lugar que vou, pois não tenho quem cuide dele para mim além do meu marido: e pode ser na rua, no shopping, no mercado, no meio da multidão. Ele já não quer mais colo, mas sabe que tem hora que precisa. Ele não gosta de andar segurando minha mão, mas sabe que quando precisa, tem que segurar. E tem a personalidade forte, então às vezes protesta e é difícil… Mas nem assim eu acorrentaria meu filho como um cão, e nem o prenderia num carrinho de bebê, que muitas vezes também é usado como forma de contenção, mas pouca gente percebe isso… quantas vezes já não vi um bebê tentando desesperadamente alcançar alguma coisa, ou se levantar, presa no cinto do carrinho, enquanto a mãe tranquilamente conversa com a amiga, ignorando o próprio filho?
    Uma vez, Kathy, meu filho estava com uma mania de correr de mim quando ia ao shopping sem olhar pra trás… eu não estava conseguindo achar um jeito de explicar que ele não fizesse isso. Um dia, deixei que corresse. Fui seguindo escondida, atrás dos pilares, dentro das lojas… De repente, ele parou. Olhou para trás com cara de safadinho. Não me viu. Olhou para os lados. Parou completamente, mudou a expressão, e por um segundo ele se viu sozinho. Fez cara de choro, começou a me chamar. Quando vi que ele estava realmente assustado, reapareci, e disse baixinho “meu anjo, mamãe está aqui. Não saia mais de perto, ok?” Ele me abraçou feliz e ainda continua correndo, mas fica atento o tempo todo para ver se estou por perto.
    Por isso, por experiência própria, eu continuo abominando esse acessório, e nada para mim justifica o uso dele. Meu filho é uma criança ativa, que tem o direito de ser exatamente aquilo que ele é, eu não sou DONA dele, e sim MÃE. Como mãe, eu tenho a obrigação de estar sempre atenta e de ser paciente, para que meu filho possa ter sua liberdade e alegria de viver, e descobrir seus próprios limites sozinho, sem colocar em risco sua segurança, mas sem tirar dele sua dignidade.
    Parabéns pelo post! Bjos

  41. Renata Barbosa de Carvalho disse:

    Meninas ,

    sou mãe de um casal gemeos , alguem sabe o que é passear
    com gemeos de 12,15,16 meses ??????
    é uma delicia!!!! aonde vamos , simplesmente paramos o trânsito!!!! aonde tem amor , cuidado , zêlo , não existe preconceito !!! se liguem vcs q são do contra , leiam !
    experimentem ! abraços , adoro o blog .
    Renata .

  42. Vivian Renata dos Santos disse:

    Meu filho de 2 anos e 1 mês é muito forte,saudável e serelepe graças à Deus.Eu ,apesar do medo de perdê-lo e dos escândalos que ele faz quando quer soltar minha mão em locais cheios e sair a correr,e da sua incompreensão(não é muito compreensivo )chamando a atenção de todos ao redor ,não me renderei à coleira.Dar a mão funcionou com meu irmão mais novo,espero que agora com meu filho funcione novamente!!!

  43. MARISTELA RIBEIRO DE SOUZA disse:

    Minhas senhoras e senhoritas, uma coisa que me chamou a atenção nos comentários, foi, o preconceito e o jugamento. como mãe e conheço outras culturas, jamais chamaria isso de coleira.
    Um ser, tem o direito de fazer o que acha melhor para se e para os seus.

    vivemos em momento de transformação, famílias onde se tem 2 mães, 2 pais, até irmãos com irmãos. e essa uestão fica tão pequeno diante das respostas que cada uma vai ter que preparar para dar aos seus no futuro.

    ensinar as diferênças é fundamental. eu particulamente vejo isso como preconceito , resistência a mudanças. somos mulheres batalhadoras e cuidadoras, somar é oq ue tem de melhor nessa vida.
    tem coisa pior que um filho em um lugar pegando e sujando ambiêntes . as x a~mãe nen tem tempo de salvar algo. com esse acessório acredito que milhões de acidentes e discordias seram evitadas.
    eu usaria e daira de presente.

    as palavras aqui como preguiçosa é no mínimo um jugamento e falta de amor ao próximo altamente exposto. que pena que li tudo isso aqui. mulheres cuidem de seus filhos , bichinhos, natureza, com todos os recursos que lhe oferecerem, sem medo, só deseje o melhor, e se ver isso e suas crianças perguntarem porque, diga a real, essas mãezinhas devem amamr muito seus filhos que tem medo de ve-los longe dela, e assim usando esse acessório podem ficar grudadinhos nela. ensine seus filhos a lidarem com o novo com o diferente. sem jugar condemar, pois ninguém sabe o porque dessa mãe optar por isso, cada ser, carrega seus medos e temores. e viva a vida e via meus irmãos e viva as mãe que usam esse acessório.
    obrigada uma mãe que ama seus filhos.
    maristela ribeiro de souza.


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