fev
26
2011
Peito de Chupeta, ou Chupeta de Peito?
por Tata
Acho muito engraçado quando ouço alguma mãe comentar: ‘meu filho está fazendo meu peito de chupeta!’. Se a gente pensar bem nessa frase, ela é bem curiosa, e não faz o menor sentido. Afinal, o que veio antes? Quem substitui quem nessa história?
Se a gente parar pra pensar, vai se dar conta de que o peito é o ‘artefato’ original, aquele que tem como função primária ir parar na boca do bebê, para ser chupado, certo? Assim é que foi feito pela natureza: mamíferos têm tetas para alimentar seus filhotes. A chupeta, essa sim, é uma substituta inventada muito depois, para satisfazer a necessidade de sucção do bebê – natural, fisiológica e nada problemática – quando a mãe não quer/não pode/não consegue dar conta dessa necessidade dando o peito sempre que o bebê pede.
Portanto, fazer o peito de chupeta é impossível, é um contrasenso. Muitos bebês, isso sim, fazem a chupeta de peito! E aí vem a segunda parte da discussão: por que será que a tal da ‘chupeitação’ incomoda tanto algumas mães que amamentam?
Eu acredito que boa parte desse incômodo vem daquela idéia super equivocada de que os bebês, desde bem pequeninos, já têm o dom de manipular os pais, fazendo manha e usando artifícios para conseguir o que querem. Preciso dizer que acho isso uma grande bobagem? Para mim, bebês são seres extremamente espontâneos e sinceros. Não pedem nada de que não precisem de fato. Se querem mamar, é porque estão querendo ser saciados. Talvez não necessariamente de alimento propriamente dito, mas de aconchego, toque, proximidade, carinho, afago, proteção. Quando um bebê quer peito, ele não necessariamente quer leite. Ele quer mãe.
Então, quando mesmo depois de encher a barriga o bebê quer continuar sugando, sugando e sugando infinitamente, ele pode até não estar mais ingerindo o leite que alimenta o corpo, mas certamente está sugando da mãe algo igualmente importante, ou até mais: alimento para a alma. Amor, afeto, segurança.
E aí, cabe a pergunta: você prefere que seu bebê sinta esse aconchego, esse carinho e essa segurança com seu peito na boca, sentindo seu cheiro, o toque da sua pele e ouvindo as batidas do seu coração, ou mastigando um artefato plástico, barato, um item de consumo comprado na farmácia ou no supermercado mais próximo?
Há quem diga que ‘alguns bebês precisam de chupeta’. Bem, eu, aqui em casa, tive duas bebês bastante sugadoras: Estrela e Chiara. Mas não lancei mão de chupeta, nem mesmo nas horas mais difíceis, de bebê pendurada no peito horas a fio. Isso não me faz melhor do que ninguém, é claro. Foi uma opção que eu fiz, baseada no que eu acredito e no que acho importante. E que ficava mais fácil quando, nas horas mais exaustivas, eu olhava para minhas filhotas penduradinhas no meu peito, e pensava: quanto vai durar essa fase?
No máximo, chutando bem alto, a fase de peito o dia todo e todo o dia dura menos de dois anos. E digo chutando alto, porque minha experiência me diz que mesmo os bebês mais sugadores, quando têm essa necessidade satisfeita com peito em livre demanda nos primeiros meses de vida, dificilmente mantêm o hábito de ‘chupeitar’ infinitamente muito além do primeiro ano. Aí, é só colocar em perspectiva: o que são dois anos de nossas vidas? Vale a pena tirar deles algo que é tão importante e faz tanta diferença, para ‘cortar’ uma fase que passa tão rápido?
Eu sempre digo e repito que não, nenhum bebê precisa de chupeta. Algumas mães talvez precisem, sintam necessidade de lançar mão desse artifício, por questões próprias e em determinadas circunstâncias, mas é sempre uma escolha, entre tantas possíveis. É opção, e não falta de. Porque para o bebê, o peito cumpre com perfeição a função a que se destina, e ele não precisa de mais nada. Todo e qualquer substituto é sempre dispensável, se o bebê tem o peito à disposição.
E é verdade, nem sempre é fácil. O nome que se dá à chupeta em inglês já diz tudo: ‘pacifier’. Um pacificador, ou, em um termo menos poético, um ‘cala-boca’. A gente coloca na boca do bebê e ganha de volta o sossego, o silêncio, o descanso. Mas não custa lembrar que a gente também pode ter sossego, silêncio e descanso dando ao bebê o aconchego de que ele tanto precisa, juntinho do peito da mãe. Ok, é um descanso relativo, com bebezinho pendurado, mas como mãe de duas meninonas de quase seis anos, posso dizer por experiência que, depois que passa, a gente sente uma saudade imensa desses momentos gostosos, com bebê penduradão no peito como se nada mais houvesse no mundo.
E o melhor de tudo é que junto desse sossego, desse silêncio e desse descanso, vem também aquela quenturinha no coração, e a deliciosa sensação de ter – e ser – tudo o que nosso bebê precisa para ser feliz.
categorias: Tata, amamentação
tags: amamentação, chupeta, escolhas, fases, livre demanda, polêmicas, Tata, vínculo





que ótimo, Rê! às vezes queria voltar no tempo e ter refletido dessa maneira quando estava amamentando… mas tudo tem seu tempo e razão de ser. a gente amadurece errando, acertando, revendo experiências…
Helô, acho que é bem por aí mesmo. o que importa é o que a gente faz das experiências, como elabora e o que aprende com elas… e seguir querendo e fazendo sempre mais!
beijo
Muito bom, tata!
Estou amamentando meu terceiro filho e confesso que muitas vezes não consigo ficar dando o peito só pra ele chupar… Mesmo porque ele é glutão, mama rápido e muito e golfa demais! Então, sempre que mama muito, bota tudo pra fora! E dá bastante trabalho… Enfim, tenho uma chupeta e dou pra ele de vez em quando…
Penso assim: ele tem 51 dias, é fortão, tá crescendo de vento em polpa, maravilhoso! Então, se não há ninguém disponível para lhe dar peito (eu) ou colo, uso a chupeta por alguns minutos (nunca dura muito tempo memso…) Muitas vezes preciso de tempo para atender meu outro bebê, de 2 anos e 8 meses, muito sensível (canceriano dos pés à cabeça), ou simplesmente para fazer alguma coisa na casa. Mesmo com uma diarista 3 vezes por semana, o trabalho é muito e eu tenho que fazer muita coisa!
Minha primeira filha chupou um pouco de chupeta. Realmente, fomos seu pai e eu que precisávamos do artefato, sem dúvida! Mas um pouco depois do desmame ( ano e 1 mês), da mesma forma que introduzi o artefato, tirei!… ai, ai…
Meu segundo filho achou seu dedinho rapidão e chupa o dedão desde os 4 meses sozinho, na dele. Foi amamentado até 1 ano e 10 meses, quando engravidei. Ele é muito dengoso, gosta de ficar no colo chupando o dedinho.. Tavlez precisasse de peito por mais tempo, mas enfim, não dei conta!… Apesar do terror que faz o dentista, acho importante que ele chupe o dedo o tempo que precisar; nós não interferimos. A gente deixa ele bem à vontade com seu dedo.
Bom, o nenenzinho está tentando encontrar o dedinho pra chupar e se ele o achar… vou deixar!
ai, ai.. vcs são muilheres muito evoluídas! Mesmo fazendo muitas opções saudáveis para minha família (como parto domiciliar e natural, peito, sling, dedicação exclusiva e tal e tal), às vezes sinto-me a pior das criaturas, me perguntando se estou sendo uma boa mãe… Bom, já estou deixando este comentário longo demais! Acho que vou para o meu próprio blog desabafar um pouquinho!…
Amo poder “encontrar” as mamíferas quando tenho tempo de entrar na net… Grata pela existência e clarividência de vcs três!
Carinhosamente, Maíra.
Maíra, acho que o importante é o questionamento, é não ir fazendo como todo mundo faz, sem se questionar a respeito, sem buscar os próprios caminhos… você sabia que com o tempo os bebês aprendem a mamar sem sugar o leite, quando estão a fim de simplesmente ‘chupeitar’? pois é. e entre dedo e chupeta, a pediatra das meninas sempre disse que era preferível o dedo, porque o dedo a criança tem que tirar da boca quando começa a engatinhar, para pegar os brinquedos… e naturalmente vai ficando menos e menos tempo com ele na boca. enquanto a chupeta está sempre lá, enfiadona na boca do bebê, seja o que for que ele estiver fazendo! deixa o teu filhote encontrar o dedo e chupar feliz…
todas as crianças hoje em dia tem que mama
Querida Tata: na lata! Assino embaixo de tudo que vc disse.
Aliás, fiz recentemente um post similar no meu próprio bloguinho: http://familianesguinha.blogspot.com/2011/01/lugar-de-recem-nascido-e-no-peito.html
Este tema mexe demais comigo, porque eu ouvi, inclusive de pediatra, que não era pra deixar minha filha “chupetar”, mas felizmente, pra mim e pra ela, tomei a decisão de riscar esta horrível palavra das nossas vidas.
Sinceramente, temo que exista uma grande incompreensão sobre as reais funções da amamentação, e que vão muito além da nutrição, como vc bem colocou, ao ponto que tenho visto inúmeros casos de mães que chegam ao ponto do desmame por não compreender estas necessidades de proximidade física intensa do bebezinho novinho.
Não demonizo a chupeta, mas quem fizer a opção, que seja conscientemente, sabendo do que está em jogo, das reais necessidades que o bebê tem em termos de sucção não-nuotritiva, de colo, de cheiro da mãe, e que não dá pra atender por razões várias (como a Maíra acima colocou, pois ela tem 3 filhos, sendo um RN e um que ainda nem completou 2 anos). Ah, e Maíra, deixa seu filhote descobrir os dedinhos, sim, acho infinitamente melhor que chupeta, ainda vou fazer um post sobre isso também!
Na real, Tata, o seu exemplo é uma linda justificativa pro que acredito, pois ser mãe de múltiplos poderia ser uma desculpa pra colocar a chupeta em uma pra dar conta de atender a outra, mas não, vc conseguiu dar conta de ambas, e boas sugadoras. Ou seja, é possível e como eu digo lá no post: esta fase passa e rápido!
Beijos maternos!
Gabriela, mãe da Inaê (1 ano e mamando muito bem…)
Gabriela, que bacana que você deu um chega pra lá na orientação equivocada do pediatra e seguiu seu instinto! Quase sempre, ele é o mais sábio dos conselheiros… e é isso mesmo, essa mamada afetiva, onde o bebê busca o vínculo, o contato, é tão importante quanto aquela que ele faz para encher a barriga…
beijo!
Assino em baixo de tudo que voce escreveu.
É obvio que existem alguns bebes que realmente precisam sugar mais ,mas esses existem desde que o mundo e mundo. E aí, pressionaram as mães para dar algo como substituto?
Desde que eu entendi a função do peito, meu mundo mudou.
Muitas mães dão chupeta sem saber o motivo. Simplismente dão e acham bonitinho.
Pior é que elas assumem que faz mal, mas argumentam “o filho do amigo da minha vizinha usou e tem os dentes perfeitos” – Quando na verdade dentes tortos tem muito mais a ver com genetica do que com chupeta. E que os maleficios da chupeta são maiores e vão além.
Eu mesma, levei a chupeta na bolsa da maternidade, minha mae foi me ver depois do parto e puff, tascou a chupeta da boca do bebe.
E assim permaneceu, ate que com uns 2 meses eu parei e pensei “pq meu filho ta usando isso?” Cheguei a conclusão que ele não precisa. Que nenhum bebe precisa.
Chupeta é invenção para acalmar as maes, não os bebes.
Os inocentes bebes que choram por que essa é a unica forma dele dizer que quer algo. Ao inves da mae descobrir o que é e atender, o cala com um pedaço de plastico.
Acho que a maioria das pessoas nem se questiona a respeito, né? É tão natural na nossa sociedade, um bebê com chupeta na boca… ninguém sequer pára para pensar! Que bom que a gente pára, pensa, reflete, questiona… e age diferente! Bom para nós e para os nossos filhotes…
beijo!
Nossa, eu amava ficar com a minha pequena pendurada no peito horas…e nunca entendi quem dizia não curtir amamentar. Difícil pra mim, alias, foi o desmame.
Acho que cada mãe tem suas questões e faz suas escolhas (muitas vezes de forma não consciente e responsável, vamos combinar, mas isso não vem ao caso agora), mas daí à chupeta ser encarada como algo mais natural do que o “fazer o peito de chupeta”, me parece realmente um inversão sem sentido, quer dizer, que só faz sentido numa cultura consumista mesmo. Não pela venda de chupetas em si, isso é o de menos, mas aquele incentivo a tornar a criança independente o quanto antes, adultizar o mais rápido possível, e ter o mais cedo possível mais um consumidor em ação. E um consumidor muito mais vulnerável do que um adulto é (ou ao menos deveria ser).
Da mesma forma que a chupeta, outras coisas são encaradas com naturalidade, como o incentivo ao bebê dormir desde o nascimento em seu próprio quarto, ir pra escola muito antes dos três anos, ter que se contentar com tempo de qualidade com sua mãe, desde muito cedo, em detrimento do tempo em quantidade (quando na verdade nos primeiros anos, especialmente até os 9, 10 meses, ele precisa muito de quantidade), entre outros coisas. E quem questiona, faz diferente, tem que ouvir que é xiita, radical, ou que quer parecer mais mãe que as outras, entre outros clichês que nós conhecemos muito bem.
Desculpe pelo pequeno desabafo, mas ando meio sem paciência e cansada em relação a coisas que ouço, ouvi e ainda ouvirei muito.
beijo
Re
Rê, não se desculpe, imagine, esse espaço é pra isso também! Realmente é duro, quando a gente rema contra a maré, ouvir e ver certas coisas… tantas atitudes impensadas e nós é que somos as loucas, incrível, não? Mas o importante é a gente continuar fazendo tudo aquilo que acreditamos ser o certo… a gente fica feliz, nossos bbs também. E vamos caminhando, aos poucos com nossas atitudes vamos transformando o entorno também, eu acredito muito nisso!
beijo
Realmente! Meu bebê está com 6 meses e sinceramente sinto falta dos dias que ele passava 2 horas (literalmente) pendurado no meu peito. As vezes ele mama e parece que já quer sair correndo rsrs. Eu adoro amamentar, as vezes até cochilo com ele. Ate hoje ele praticamente só dorme depois de mamar, isso de manhã, a tarde, a noite. Sempre q ele quer peito eu dou… peito é carinho, é conforto, ele se sente bem e eu melhor ainda.
Depois q ele começou a comer, mama menos, não pq eu queira, mas pq ele se sente satisfeito por mais tempo qdo come…
No começo dei chupeta pra ele qdo ele estava mto inquieto, mas partiu dele a atitude de não querer mais, hoje não adianta, nem por decreto e a gente não insiste claro, pq achamos mil vezes melhor que ele não queira.
Eita, Raquel, seu bebê foi esperto!!
é isso aí, peito nele, que essa fase logo passa, eles crescem tão, mas tão rápido…
beijo
Nossa… Fiquei tão emocionada ao ler esse post…
Tenho dois filhos. Uma linda menina de 2 anos e 8 meses e um rapazinho de 38 dias.
Ela não mamou… Foi muito frustrante pra mim. Sempre idealizei a amamentação e não conseguir, de maneira alguma (não me pergunte os motivos, não os sei, sinceramente…) me levou ao fundo do poço. Foi difícil, muito difícil, mas com muito apoio do meu marido e, posteriormente, de uma psicóloga, consegui superar.
Agora ele veio… E mama!!!!!!!!!!! Um sonho pra mim! É tão essencial pra mim amamentar, que fico desesperada ao pensar na possibilidade de não conseguir fazê-lo.
Quem dera que todas as mães dessem o devido valor à amamentação!!!
Parabéns pelo blog
Fica com Deus!
Janine, que bacana esse teu resgate na amamentação do teu segundinho… é isso aí, às vezes as coisas não saem como o planejado, o importante é a gente sempre estar disposto a tentar mais uma vez, a fazer diferente, a não ter medo de refletir e deixar-se transformar.
beijos e parabéns pela amamentação!
errei com o primeiro,no segundo acertei…ele nunca usou chupeta,os dois mamaram muito,o primogenito ate os 3anos,e caçula ate hj com 2anos e3meses
mas no primeiro filho a gente sempre dá ouvidos aos ‘conselhos ‘dos antigos…e cai numa furada..parabens pelo texto,adorei.com
Fer, como eu disse para a Helô lá em cima, acho que não é nem questão de errar… é questão de viver aquilo que estamos preparados para viver naquele momento, e aprender com isso. O importante é a gente não deixar de lado a oportunidade de fazer diferente, de fazer melhor!
beijo
Amei o post! Meu filho de 10 meses nunca usou chupeta e me tem a disposição dele sempre. eixo ele mamar por horas. é uma fase linda que passa tão rápido.
Muito, muito rápido! Por isso que a gente tem mesmo é que curtir, e deixar eles curtirem à vontade…
Simplesmente perfeito o texto Tata. SOu mamae de primeira viagem, meu bebe esta completando 3 meses. Ouvi muitos conselhos e palpites de mae, tia, vizinha. Desde RN eu sentia q ele nao gostava muito da dita cuja. Ate hoje ele da uma chupadinha e cospe fora. “Coloca pra dentro de novo” Eh so o q eu ouço. Mas eu q fico com ele o dia inteiro, coladinha, sinto q ele dorme mais feliz é no peito viu? ELe fica chupando, mas quando entra no sono profundo ele larga sozinho. EU ando lendo muito e me emocionando demais com os relatos de mamae como vc q simplesmente nem apresentaram a chupeta a seus bebes. Espero q nao seja tarde pra mim e q eu ainda consiga tirar a chupeta dele, custe o q custar!
Nao vejo a hora do meu sling chegar, acredito q vai me ajudar muito na empreitada!
Parabens pela sua linda familia!
Amei o texto!!!
Beijaooo!!
Naíra, não é tarde não, de forma alguma! Seu bb ainda é super pequenininho e com certeza não vai haver nada no mundo que o satisfaça melhor que o peito da mamãe…
e com certeza o sling vai ser de muita ajuda, especialmente nesse comecinho… deixa ele penduradão com peito à vontade, que ele não precisa mesmo de mais nada!
beijo
Tata…
O Kiyo teve algumas chupetas compradas e todas foram devidamente jogadas fora. Nao usou nenhuma, nao “pegou” e eu ergo as maos para o ceu e agradeco a Deus por isso. Ele mama a noite no auge de seus quase 4 anos. Hoje mesmo, depois da nossa rotina de dormir que culmina em uma brevissima oracao feita por ele mesmo (Thank you Jesus… Amem), ele pediu no mesmo folego pelo Mamah. Eu resolvi perguntar que gosto que tinha o mamah. E ele disse: gosto de leite mamae. E eu perguntei: eh gosto gostoso ou gosto ruim? E ele disse: “Eh gosto de leite bom!”. Ouvir isso da boquinha linda dele valeu toda luta que foi amamentar no inicio.
Beijos e viva a chupeitacao!!!
Viva viva viva!!!
Gosto sempre das suas reflexões, Tata!
Gostaria de pedir pra vc, um texto sobre a escola de 6 anos. Essa mudança de fase tão importante, geralmente mudando de escola, um enfoque na alfabetização… desde já, obrigada!
sugestão anotadíssima, Déia!
estou vivendo essa fase agorinha com as mais velhas, que estão para completar 6 anos. assim que der vou falar disso!
beijo
sim!
direta e reta! rs
e precisa dizer mais alguma coisa?
Oi Renata,
Seria legal para o assunto ficar completinho, perguntar como as mamães que trabalham fazem, pedirem para elas se manifestarem. Como fazem ao voltar a labuta aos 4 meses do bebe (algumas profissionais liberais ainda antes)? Tem alguma que conseguiu não dar chupeta? O que usou como substituto, o dedo da criança? Foi melhor? Como fazia para amamentar? Conseguia tirar o leite? Como? Onde na empresa tirava o leite, no banheiro? No carro? Qual bombinha é mais adequada? Onde alugamos bombinhas elétricas?
Estas informações de cunho prático não são encontradas em nenhum local, em geral as mamães que trabalham mal tem tempo para internet, né?
Na época que voltei da licença maternidade senti MUITA falta de informações deste tipo.
Fica a dica
beijo
oi Viviane! eu não tive essa vivência porque trabalho em casa, acho que Kalu e Kathy tb não. mas vamos atrás de uma convidada que possa dar essas dicas aqui, ok?
beijo!
Obrigada. Acho que seria legal ter estas informações, não encontradas em nenhum lugar. Aqui este espaço é muito legal, mas bastante restrito a mulheres que não trabalham.
Eu voltei quando o bebe tinha 4 meses, e além de dar a chupeta para acalma-lo na minha ausencia, eu optei pela mamadeira por não conseguir a bomba de ordenha certa, insistí com a manual e deveria ter a elétrica. Ordenhava a imensa quantia de 10mL de leite e o peito não dava nem 1 gotinha a mais….. . Sim, serei crucificada….. rsrsrsrs não se preocupe, não tenho nenhuma neura agora (na época me senti a pior das criaturas por não conseguir ordenhar o proprio leite). Acredito que todo o estresse da situação, a volta ao trabalho (excitante mas desgastante), as pouquissimas horas de sono, etc, levaram a isso. Mas se tivesse informação necessária na hora certa, meu bebezinho estaria ainda com leite…
Ao lado da campanha de amamentação exclusiva até pelo menos os 6 meses, o governo deveria dar informação com alcançamos isso trabalhando fora de casa e longe do bebe…
Coisas praticas mas que evitariam a alta taxa de desmame precoce existente (e que eu participei tbem). Olha, não culpo ninguem nem nenhuma situação, a escolha pela volta ao trabalho e tudo que isso envolve foi exclusivamente minha.
Bjs
Oi, Viviane.
Sou uma mãe leitora do blog e trabalho fora.
No meu primeiro filho, voltei com 5 meses (4 + férias) e na minha segunda já peguei a licença de 6 meses e assim passei 7 meses em casa.
Ambos tomaram LM exclusivamente até os sexto mês.
E para isso tive que me rebolar com o primeiro filho.
Eu ordenhava no trabalho, a cada 2h. E era no banheiro, pois não existia local próprio para isso, uma pena. Minha “sorte” é que o banheiro da empresa tem uma ante-sala, com sofazinho, o que dá um aspecto melhor… mas não deixava de ser banheiro.
Ah… e comecei a fazer a armazenagem de leite alguns dias antes de voltar a trabalhar, assim eu sempre tinha um “estoque” em casa.
Ao meio dia eu ia no berçário amamentá-lo in loco. E a noite e manhãzinha tb era no peito.
Eu fazia a ordenha manual (na mão mesmo), foi o melhor tipo que me adaptei. Tirava 200ml de uma vez só, sem muito sacrifício. Eu tinha muuuuuuito leite. E já era doadora, então eu já tinha a manha da ordenha, a diferença é que não era mais destinada ao banco de leite, e sim ao meu bebê que agora teria que passar algumas horas do dia sem mim.
Bom, agora tem um porém… que eu nem ia comentar para não fugir do propósito desse blog… o meu leite era dado na mamadeira para ele. Tentamos dar no copinho, mas ele derramava muito, e LM é muito precioso para ser desperdiçado. Como ele pegou bem a mamadeira, simplificou tudo, especialmente para as cuidadoras.
Bom, julgo que o mais importante é o conteúdo (ele foi amamentado apenas com leite materno), então se vai na mamadeira ou no copo… pra mim não faz diferença… já que naquelas horas nõa poderia ser no melhor veículo… o peito.
No meu caso a mamadeira nunca foi concorrente do peito, e estando comigo era PEITO, PEITO, PEITO. Sempre. Sem rejeição.
Igualmente, ele usou chupeta tb, eu achava e acho importante, já que outras pessoas teriam que cuidar dele qdo eu voltasse a trabalhar. Ele nunca usou o dia todo… era apenas para dormir.
Enfim… nem sei se era para eu me expressar dessa forma aqui. Mas acho realmente que chupeta (e até mamadeira), qdo usados com bom senso, e por necessidade (se eu não trabalhasse fora não teria precisado usar mamadeira com certeza), não atrapalha não a amamentação.
Meu filho desmamou espontaneamente com pouco mais de 1 ano. Na época ele já não usava mais mamadeira. Qdo começou a tomar suquinhos já era no copinho, ele já estava maiorzinho e foi mais fácil treiná-lo no copo, sem se preocupar com o desperdício do líquido.
Ou seja, ele não trocou o peito pela mamadeira. Não foi isso.
Outro pto que eu considero importante. Eu só dei a chupeta com 2 meses, depois que a amamentação estava bem engrenada, que ele já sugava bem, para não confundi-lo. Dei, como falei, pq já pensava qdo eu fosse voltar a trabalhar… queria que ele fosse acalentado com facilidade na minha ausência, e a chupeta facilitava isso.
Ele parou de chupar por volta dos 2 anos e a troca foi fácil, foi perto do Natal e ele escolheu o brinquedo que queria e nunca mais pediu a chupeta, sequer sofreu por isso.
Desculpa Tatá, se terminei “ensinando” coisas “erradas” por aqui. Só quis dar o depoimento de uma mãe que trabalha fora, que tem que fazer suas adaptações para conseguir seguir em frente.
Bjos.
Oi Viviane, discordo que este seja um blog “para mães que não trabalham”, acho que é um blog sobre escolhas feitas com consciência, e portanto tendo real dimensão, ao fazer suas escolhas, do que se ganha por um lado e se sacrifica por outro.
É fato que muitas mães sequer têm o direito a fazer escolhas. Muitas outras, porém, se deixam levar mais por pré-noções socialmente estabelecidas sobre a maternidade, do que propriamente pela necessidade, entende?
Veja, não estou falando do seu caso (nem sei sua situação específica). Estou falando genericamente das situações que vemos cotidianamente. Muitas mães que conheço por ex. já me disseram que voltaram a trabalhar e o bebê está “mais grudento”, “acordando mais de noite e de madrugada”, “praticamente não dorme, só quer mamar”. É triste, mas já teve até quem me disse “acho que vou ter que dar NAN”, sendo que não tem nada a ver com fome de alimento, mas como diz a Tata, é fome de amor. Isso chama “amamentação reversa” (eu não sabia, só aprendi recentemente), ou seja, o bebê quer compensar durante a noite a ausência da mãe durante o dia.
O que fazer?
Bom, dá pra ignorar isso e lutar contra a natureza do bebê que – não esqueçamos nunca – é um ser MAMÍFERO, e como tal, biologicamente programado pra mamar e mamar e permanecer no peito da mãe na sua longa fase de filhotinho (mais de 1 ano com certeza, em geral 2 a 3 anos).
Ou então dá pra, como diz a Silvia e outras mulheres-mães guerreiras que tenho visto, rebolar pra manter o aleitamento exclusivo e compensar a proximidade física. Admiro muitas estas mães, pq elas se desdobram de mil jeitos: ordenhar o leite no trabalho, dormir junto do bebê à noite pra ele compensar a falta da mãe de dia e muitos outros jeitos. Acredite, quando se quer, se dá um jeito.
E é aí que vem as escolhas, diante dos grandes dilemas causados pelo conflito natureza (mamífera) X cultura. Os dilemas vão existir sempre, eu mesma tive que colocar minha filhinha, tão pequenininha (só agora fez 1 ano) numa creche. Mas não vou ficar me auto-justificando, e sim busco compreender que este não é o ideal pra ela, e que por isso preciso compensar, e aí em todos os outros momentos em que estou com ela minha disponibilidade vira integral.
Na real, até que se discute bastante as necessidades, limites, desafios como mulheres que são mães E profissionais. Na minha opinião a grande questão é que falta olhar mais para as necessidades e a perspectiva do BEBÊ, pra inclusive entender nossos limites, e ter clareza dos caminhos que escolhemos nessa jornada.
E, em indo mais longe nessa história, dá até pra sair do particular e refletir que:
1) nem toda mulher teria que necessariamente ser mãe (se puder optar, e cada vez se pode mais), não há nenhum problema em não ter filhos, mas acho que muitas por aí estão tendo filhos mais por pressão social, familiar etc., sem real dimensão do que significa amamentar, maternar, cuidar de um bebezinho muito novinho (e veja bem, criança abandonada não tem a ver necessariamente com questões socio-econômicas), e
2) esta licença-maternidade é insuficiente, sim, 6 meses é pouco e 4 então é ridículo, o que dizer das mulheres que nem têm nada disso? Sendo bem direta, o único caminho possível para uma sociedade melhor seria garantir socialmente (ou seja, a sociedade como um todo assumindo isso como responsabilidade coletiva) que as mães pudessem permanecer muito mais tempo por conta do cuidado de seus bebês. Parece utópico, mas inédito não é, há países em que as mães têm 2 ou 3 anos de licença, pois é considerada até questão de saúde pública. Então acho que a gente não tem que se conformar que “aqui não é assim e pronto”, mas temos, isso sim, que continuar nos indignando e questionando e refletindo juntas sobre tudo isso. Em espaços como este e muitos outros, virtuais e reais.
Bom, fico por aqui, desculpem pelo tratado, mas como eu disse antes, este tema (e todos os seus desdobramentos) realmente mexe comigo!
Beijos mamíferos pra todas,
Gabriela
Valeu pelas dicas Silvia!!!!
Estou impressionada, voce não usava bombinhas extratoras e tirava 200ml de leite!!!! Parabéns, menina! Guerreira!
Beijos!
Pois é, Viviane.
Fui orientada na ordenha manual pela pediatra (que foi quem me encaminhou para um banco de leite). Lá recebi os frascos estéreis para armazenagem do leite, orientações sobre os prazos de validade (na geladeira dura 24h, no congelador, 15 dias, se não me engano), a limpeza do seio para extração do leite… enfim… aprendi tudinho e me tornei doadora até os 4,5 meses.
Eu não conseguia usar as bombinhas pq machucavam demais os mamilos, então me adaptei melhor a tirar com a mão, apertando… rsrsrs.
15 dias antes de voltar a trabalhar, usei essa prática para armazenar para meu filhote. E assim consegui que ele tomasse apenas Leite Materno até o sexto mês. Foi a sensação do berçário. Fato inédito em 15 anos de funcionamento desse berçário. Todas as outras mães introduziam leite artificial e/ou outros alimentos assim que voltavam a trabalhar.
Com minha segunda filha ficou tudo mais fácil pq voltei com ela já com 7 meses (ainda é pouco tempo, mas ao menos cobre os 6 meses de aleitamento exclusivo), então durante o dia ela já tomava suquinhos, frutinhas, sopinhas, e eu ia ao berçário amamentar na hora do almoço e tb em casa em livre demanda. Não precisava ordenhar leite e por isso nem usei a mamadeira para oferecer o LM.
Faz 2 meses que ela desmamou espontaneamente (está com 1 ano e meio) e não aceita leite artificial nenhum. É com isso que estou preocupada agora. Ai, ai.
Tatá, queria te sugerir tb um tema para futuro post.
É sobre introdução de leite após desmame. Não estou falando de bebês, e sim de criancinhas qdo desmamam espontaneamente.
Minha filha desde que desmamou (espontaneamente) não toma leite pois não gosta de NENHUM. Já tentei de TUDO, todas as marcas, integral, de soja, de lata, de caixa, tudo, tudo mesmo.
Ela está sem ingerir leite desde que desmamou (faz 2 meses) e eu nào sei como suprir essa falta.
Seria o caso de ter que tomar um supleto vitamínico de cálcio?
Sílvia, anotada sua sugestão! assim que der falamos sobre isso, mas já adianto que minhas meninas também não consomem leite de vaca, não têm o hábito e não gostam. muito raramente rola um leite com chocolate, mas é bem esporádico. a preocupação é sempre de manter uma dieta balanceada, dá uma procurada em alimentos ricos em cálcio. aliás tem muitos alimentos que são muito mais ricos em cálcio do que o leite de vaca, viu?
beijo
Oi Tatá!

Simplesmente amei este post
Tenho um bebe – Davi de sete meses e ele adora chupeitar… e todo mundo fica me dizendo, não deixa, ele tá mal acostumado… já esta com sete meses e ainda acorda de 2h em 2h a noite para ficar chupeitando… tem horas que desanimo, pois como trabalho fora, cedinho tenho que estar de pé, mas ao olhar para meu filhote, todo carinho, sintonia que trocamos nestes momentos, vale qualquer esforço.
No inicio ele não pegava chupeta de jeito nenhum, dai minha mãe veio passar uns dias conosco e ficou com ele para mim, resultado: agora ele pega chupeta, mas tb só para dormir e logo larga.
Depois deste post fiquei mais forte para continuar minhas longas noites dando muito aconchego para meu filhote.
Minha filha mais velha Gabrielle (02 anos e oito meses) desmamou com 09 meses, mas ela desde sempre usou chupeta, e hoje esta muito dificil tirá-la
Quando ela desmamou fiquei muito triste, pois eu mamei em minha mãe até 04 anos!!!! e gostaria que ela tivesse ficado um pouco mais no peito, mas como trabalho fora, as mamadas ocorriam pela manhã, no horário do almoço a tardinha e a noite, e com o tempo ela não quis mais!
Agora com o Davi mantenho esta rotina também, consigo amaméntá-lo no horário do almoço e espero que esta fase dure por muito tempo!
Super obrigada.
Paloma,
dá ums dicas como voce fez para não desmamar trabalhando fora, como tirava o leite, e como consegue lidar com isso sem chupeta!!!
parabens, viu?
Bjs
Paloma, super bacana você dividir com a gente essa tua experiência, essa tua vitória de fazer do jeito que acreditava ser melhor. Esse deveria ser sempre o caminho, né? Se quiser dividir com a gente essas dicas, escrever um texto, manda pra gente!
beijo
Viviane,
para compartilhar um pouco da minha experiência com minha filha que está com 1ano e 3 meses e até hoje mama em livre demada.
Eu retornei ao trabalho quando ela estava com 4 meses e meio. Estava preocupada em como seria a adaptação dela longe de mim. Eu sou professora e leciono à noite, então ficava o dia inteiro com ela, com o peito à disposição sempre que ela precisasse para saciar a fome ou chupeitar =)
Desde o primeiro mês de vida dela eu comecei a doar leite para o banco de leite aqui em BH, cidade onde moro. Eu tinha tanto leite que vazava, então para não desperdiçar, eu tirava e doava. Quando retornei ao trabalho, minha mãe oferecia o leite que eu deixava na colherzinha. No início foi um pouco complicado, mas rapidinho ela se adaptou. Então mamava antes de eu ir para o trabalho, por volta de 17h30, e depois por volta de 23h, horário em que eu retornava.
Para armazenar o leite, eu ia tirando um pouco a cada mamada. Se ela esvaziava um seio, eu tirava do outro. Quando ela não esvaziava, eu tirava o restinho do seio que ela havia mamado e um pouco do outro que estava cheio. Guardava em potes de vidro no congelador. Como eu tirava um pouco todo dia, o leite ficava em camadas no vidro. Eu não enchia o vidro, deixava o suficiente para uma mamada. Tinha dias que ainda jogava leite fora, pois uma vez descongelado, o leite não pode ser congelado novamente, para não perder os nutrientes. Yasmin mamou o meu leite na colherzinha até os 6 meses. Por volta do 6º, iniciei a introdução de alimentos. No início, amassava uma fruta no leite, fazendo uma espécie de mingauzinho. Ela comia até. Hoje, com 1a3m ainda mama muito, chupeita bastante e come de tudo. Recentemente passou passamos por uma situação difícil: o nascimento de 4 dentes de uma só vez. Ela ficou mais de uma semana sem comer nada, apenas tomando o meu leite. Fiquei pensando se ela não estivesse mais mamando, como teria sido.
Com muito amor e paciência, amamentar é uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos. Mesmo trabalhando, com um pouco de dedicação podemos amamentar nossos filhos por um longo período.
Um abraço!
Adorei!!!!
Parece que tirou as palavras da minha boca!!! Mas uma mae falando tem sempre mais for,ca do que uma fono! rsrs
obrigada, Luisa!
Legal, meu filho tem 3 anos e 4 meses e ainda mama, rsrsrs, até que tentei dar chupeta por me dizerem que acalma, ainda bem que ele nao aceitou. Passamos o dia inteiro separados e quando nos encontramos, pede o peito na hora. Dorme grudado no peito como se fosse a coisa mais importante da vida e amo essa condiçao de ser muito importante. Estou com 46 anos e penso sempre o quanto eu perdi por nao ter tido filhos antes de eu Arthur. Bjus e continuem deixando os belos peitos disposiçao dos filhotes, é tudo de bom.
Meu filho mamou até os 4 anos de idade e teria ido além se um novo marido não tivesse entrado na minha vida. Fui mãe solteira, tinha trancado a faculdade, e não tinha mesmo nadinha o que fazer, além do fato de sempre ter achado o aleitamento no seio a coisa mais importante para o bebê. Meus bicos racharam com 3 dias, mas mesmo com sangue ou pus eu dava assim mesmo…chorando horrores e mordendo um paninho. Fui obrigada a intercalar com mamadeira devido ao estado dos bicos e rezava todos os dias a Nossa Senhora para que ela como mãe me ajudasse e não permitisse que meu filho trocasse meu seio pela mamadeira definitivamente. Uma pomada manipulada milagrosa fez tudo sarar e meu filho voltou a mamar somente no peito…largou a mamadeira sem mais. E assim fi até os 4 anos…rs. Ele ficava pendurado o dia todo mesmo…chupetando meu seio…rs. E eu amava isso pq na verdade saciávamos um a carência do outro. Por conta dessa mamação toda ele nunca dormiu uma noite sequer no berço dele…dormíamos juntos e eu deixava os seios de fora pra ele pegar qdo quisesse. Qdo cresceu um tanto ás vezes nem mamava, mas dormia segurando os peitos…rs. Hoje, 10 anos depois, espero uma menina e estou casada. Meu esposo já disse que acha péssimo e feio uma criança já grandinha mamar no peito…já discutimos bastante e ele não entende mesmo…é do tipo ogro…rs. A cama compartilhada ele tbm não aprova muito mas acho que vai engolir se for de vez em quando. Acho que tem muito de ciúme nessa questão dele…pq mamar demais não pode mas dormir perto dele pode?? rs. Enfim, o peito é meu e vou fazer como meu coração de mãe exige: carinho e amor nunca são demais!
Bom dia. Anteontem meu Arthur completou 3 anos e 5 meses, e estou percebendo que nao está mais se ligando muito ao peito, a cada dia me procura menos, estou me sentindo rejeitada kkkkkkkkkkk. Hoje estava na janela da salinha de aula e ele olhou bem sério e disse “vá embola, mamãe”.
Ai….Obrigada, eu precisava ler isto!!
EU NEM VISTO MAIS A BLUSA, FICO SÓ DE SOUTIEN DIRETO, NO MÁXICO COLOCO UM CASAQUINHO NOS DIAS FRIOS…NINGUÉM ME ENTENDE!!!! QUE BOM QUE ENCONTREI VOCÊS!!!
Tata,
adorei o post!
O início da amamentação da minha filha Yasmin foi muito complicado. Eu brinco que me preparei muito para o parto e pensava que amamentar era só colocar o peito na boca da criança. Descobri que não era bem assim. Sofremos muito no início da amamentação, muito choro e falta de paciência nos primeiros dias; peitos cheios demais, dificuldade na pega e por ai vai…
A amamentação se normalizou por volta do fim do primeiro mês. A partir dai foi muito amor, muito carinho, muito prazer e nada de chupeta. Sempre tem aqueles que criticam e dizem “essa criança está mamando demais, não larga do peito”. Eu nem dou ouvidos. Ela mama, chupeita, faz carinho, sorri, brinca com o bico dos seios. Além disso, não se contenta em mamar apenas um seio, mama um e segura o outro. Depois troca e continua segurando o outro bico do seio. Coisa mais linda!
Como vc mesma disse, é um tempo que passa tão rápido, então quero aproveitar o máximo e ficar à disposição da minha filha sempre que ela precisar. Por fazermos cama compartilhada, acho engraçado quando ela acorda. Yasmin não abre os olhos, passa a mão à procura do peito e quando encontra, já vem com a boquinha aberta para sugá-lo ou chupeitá-lo e passa longos minutos nele, até adormecer novamente.
Um beijo e deixemos nossos filhos nos chupeitar!
Preciso de ajuda urgente!
Olá Mamiferas!
Sou Michele. jornalista e mae de primeira viagem. Descobri esse blog fazendo pesquisas sobre chupetas.
Decidi nao dar chupeta a minha filha (um mes de vida) e estou tendo dificuldades por causa desse reflexo de succao, essa necessidade que ela tem de ficar suguando mesmo sem estar com fome. Preciso dedicar mais tempo a ela (nao me importo com isso, claro) mas, a familia, princialmente pessoas que estao me ajudando com afazeres da casa, como minha mae, por exemplo, estao me precionando, falando que ela precisa da chupeta pra acalmar, incluse quando esta com colicas etc…
Por favor me ajudem, preciso torcar ideias com alguem que tenha feito essa opcao e vencido as dificuldades.
Agradeco se me responderem ou mesmo se tiverem um telefone que possamos conversar. O melhor horario é o periodo da minha porque estou sozinha em casa. Desculpe a ousadia mas, estou buscando ajuda.
Michele de Oliveira Prado
Bebedouro-SP
olá Michele, me escreva no tata@mamiferas.com que te passo meu tel, aí a gente bate um papo!
beijo
Tata
Olá meninas!!! Sou mãe de primeira viagem e minha bebe tem 26 dias. As primeiras semanas foram muito difíceis para mim e meu marido. Pensamos que iríamos enlouquecer. Nunca imaginei como era difícil o inícil, principalmente quando se é submetida a uma cesárea.
Bem, eu concordo em muitos aspectos com o que muitas escreveu aqui sobre a chupeta. Mas depois de eu pesquisar e ler tanto…exaustivamente cheguei à conclusão que a chupeta não é esse monstro assim. Quem criou a chupeta foi um médico russo por não aguentar o choro de sua filha. Realmente isto é horrível. A chupeta então é na verdade a imitação de um instrumento soviético usado para tortura.
Até aí tudo bem. Vendo por esta perspectiva realmente a chupeta é um verdadeiro cale-a-boca. Mas sem querer o médico criou algo que gera um grande prazer ao bebe.
Lí vários artigos sobre chupeta e vi opiniões de grandes médicos. Um deles foi o Rinaldo Delamare, um dos melhores pediatras do país. Em seu livro li que o maior prazer para um bebe não se alimentar e sim sugar. A sucção seria algo equivalente ao ato sexual. Ou seja, o bebe sente um prazer imensurável não ao mamar e sim ao sugar. A sucção é dos reflexos mais importantes com quais os bebes nascem e que não tiver dormindo o bebe deseja sugar o tempo todo. Quando o bebe já está muito cheio e não pega no sono ele quer continuar a sugar. O fato de o bebe por horas não poder ter a oportunidade de sugar o torna ansioso e triste…é como se lhe faltasse algo. É claro que essa ansiedade e falta é suprida perfeitamente quando a mãe o amamenta. E neste caso o bebe ganha além do prazer de sucção, o alimento e o carinho de sua mãe, e isto é valiosíssimo. A questão é que ainda que se queira a mãe não é um robô e em algum momento do dia ela não poderá estar disponível por algum motivo e se o bebe não estiver dormindo ele estará numa ansiedade terrível, pois por ele não pararia nem por um segundo de sugar. Então o Rinaldo Delamare mostra que a chupeta é um instrumento que dá prazer ao bebe. E o melhor de tudo é que é algo pequeno que vc pode levra a qualquer lugar e o melhor é algo baratinho e simples acessivel a quelquer pessoa e que tem uma grande utilidade…não o de calar a boca, mas de gerar no bebe o prazer na hora em que, por algum motivo, sua mãe não puder fazê-lo. Sendo assim sem querer o médico russo criou um instrumento inofensivo, simples, barato e eficaz já que ele cumpre sua função. Dar prazer ao bebe, matando seu desejo de sucção. Nós mãe sabemos que muitas vezes o bebe quer ir ao peito não por fome, mas simplesmente pelo prazer de sugar. Então o fato de achupeta ser de plástico não a torna o mosntro, isto facilita sua limpeza e não machuca o bebe e o fato de ser barato simplesmente mostra que nem tudo que é caro é tão eficaz. A chupeta gera tanto prazer ao bebe que se ele estiver com cólica ele se acalma. Em seu livro ele ainda diz que a chupeta funciona como um sedativo para todo o corpo, pois acalma o bebe e que em vez de rémédios pra cólica a chupeta funciona como um analgésico e que ela seria a melhor opção, caso não se pudesse dar o peito. O bebe sente um relaxamento equivalente ao que se tem após o ato sexual. Deste modo, penso assim…como é que algo de plástico e tão baratinho pode ter tão grande funcionalidade?
Onde está o problema então? Está na falta de equilíbrio. Muitas mães oferecem a chupeta por qualquer motivo ao bebe e na verdade é um instrumento que deve se usado de forma equilibrada, pois como já falei é um calmante e que pode durante certo tempo mascarar a fome por exemplo. Se há alguma mãe que realmente tenha 24h disponível e um peito de ferro, ela não precisa oferecer nunca uma chupeta. Mas aquela que não pode dispor de 24h pode sim oferecer a chupeta ao bebe. Lembrando que ele deve deixar a chupeta logo depois dos dois anos para não lhe acarretar problemas na dentição e fala e com cautela para não entristecer a criança.
Bem gente, eu tive que escrever isso porque por muitos motivos muitas mãe não podem amamentar. Umas porque não tiveram leite, outras porque precisam trabalhar e outras porque são sozinhas sem maridos e sem condições de pagar uma empregada…deste modo quem vai lavar as roupinhas do bebe? Quem vai cudar da casa? Quem vai cozinhar? Sendo assim, ela vai se sentir a pior mãe do mundo por ter dado um monstro ao filho. Deste modo, não vamos tratar a chupeta como um vilão e sim como um aliado para levar amor e conforto ao nosso filho. Que a mãe que precisou dar chupeta ao seu filho não se sinta jamais culpada, porque a chupeta sem bem usada é completamente inofensiva e uma alternativa barata e muito eficaz. Porém, é bom lembrar que se dave oferecer após uns 20 dias depois do nascimento ou assim que a amamentação estiver efetivada, caso contrário pode atrapalhar a pega no seio. No mais é curtir o bebe e saber que é um absurdo saber que muitas mães preferem ver seus bebes chorarem a darem a chupeta. A chupeta é um agrado a mais a um serzinho que estava num paraíso e teve de vir a este mundo cruel. Basta saber usar!
Um grande abraço a todas!!!!