fev

24

2011

“Na hora de fazer não chorou”

por Kathy

Quem nunca ouviu histórias de mulheres que foram agredidas psicologicamente, verbalmente e até fisicamente durante o trabalho de parto? Eu infelizmente já ouvi muitas, tantas que os absurdos relatadas abaixo me soam como algo assustadoramente “comum”, pois já ouvi outras vezes.

E pelo visto essas agressões são tão comuns que integram o capítulo “Violência no Parto” do estudo “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora. O estudo foi assunto de matéria divulgada pela Folha de hoje (link aqui). Fica aqui um agradecimento para a nossa leitora Adriana que sugeriu o tema. Valeu, Dri! Update: acabei de publicar o post e ver que a leitora Fernanda também sugeriu a matéria. Obrigada! Estamos na sintonia :)

Segundo o estudo relatado na matéria, “uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar. São agressões que vão da recusa em oferecer algum alívio para a dor, xingamentos, realização de exames dolorosos e contraindicados até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele.”

As agressões verbais relatadas são assustadoras, coisas como: “Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?”; ou “Não chora não que no ano que vem você está aqui de novo”; ou ainda “Se gritar, eu paro agora o que estou fazendo e não te atendo mais”, descritas no estudo e relatadas pela reportagem da Folha.

Outras agressões comuns foram os exames de toque doloridos. Recentemente a Kalu fez um post sobre esse tema, e sabemos que esse é um procedimento que é feito sem necessidade muitas vezes. Quem já passou por um exame de toque sabe o quanto pode ser desconfortável com um profissional delicado, imaginem vocês quando a pessoa o faz de qualquer jeito, sem respeitar a paciente. É absurdo atrás de absurdo!

O estudo “quantificou à escala nacional, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios, a incidência dos maus-tratos contra parturientes. (…) O estudo mostra, por exemplo, que as queixas são mais frequentes no caso de o local do parto ser a rede pública, com 27% das mulheres reportando alguma forma de violência.

Em 2009, foram quase 2 milhões de partos feitos nas unidades do Sistema Único de Saúde. Quando a mulher dá à luz em um serviço privado, as queixas caem a 17%. Ressalta no estudo a diferença de tratamento em municípios pequenos, médios e grandes. Quanto maior o município, maior a incidência de queixas.”

E a conclusão que os pesquisadores retiraram desse estudo é uma tecla que nós aqui do Mamíferas já batemos há anos, e vocês sabem disso: “Segundo Sonia Nussenzweig Hotimsky, docente da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, a diferença pode ser atribuída à “industrialização” do parto nos grandes hospitais. “Em uma cidade pequena, as pessoas acabam se conhecendo e o tratamento tende a ser mais humanizado”.”

Outra tecla que batemos aqui desde sempre é que quando a mulher se sente segura, respeitada e quando ela participa ativamente do trabalho de parto, quando é informada dos procedimentos, quando sua opinião e suas vontades são levadas em consideração, a dor diminui, e o processo fica mais tranquilo para todos.

Mas além de não termos nada disso, as mulheres ainda são humilhadas, tratadas de forma desumana e desrespeitosa, em hospitais públicos e privados.

Meu apelo é para que as pessoas não se calem ao passar por situações semelhantes. Que reúnam provas, testemunhas, que documentem os maus tratos, que façam relatos detalhados das agressões e desrespeitos sofridos e que denunciem esses “profissionais”, entre aspas, porque não é possível chamar uma criatura dessa de profissional.

A maioria dos conselhos Regionais e Federais de Medicina e de Enfermagem, Ouvidorias de hospitais e órgãos similares recebem denúncias até mesmo via internet. Ficar calado não ajuda em nada, só aumenta a impunidade e faz com que esse tipo de tratamento seja considerado o “normal”. Faça barulho e incentive quem passa por esse tipo de situação a denunciar!

Imagem: Folha


31 comentários no post ““Na hora de fazer não chorou””

  1. Vanessa Silva disse:

    Essa matéria me lembrou o nescimento da minha filha há 2 anos a trás. Passei por uma cesárea traumática que na época por pura falta de informação me pareceu salvadora. Só hoje me dei conta da violência que sofri. Este é um resumo do que passei:
    Quando tive minha filha não li muito sobre parto(um grande erro), na época tava s/ plano de saúde e fiz o pré natal pelo SUS com uma médica q nem olhava na minha cara, isso quando ela aparecia.
    Com 36 semanas senti q estava molhada e qndo fui ao banheiro vi uma secreção gosmenta c/ um pouco de sangue(às 03:00 da manhã). Fiquei desesperada e fui p/ maternidade. Chegando lá começou a sair muito líquido transparente, o GO me examinou e disse q estava c/ 4cm de dilatação e me internou. Até então não sentia nada. Tomei 1 comprimido na vagina q ninguém me disse oq era e comecei a sentir as contrações. Por volta das 7:00 outra go me deu um toque e disse q estava c/ 6cm de dilatação e botou + 2 comprimidos na vagina e me botou no soro(também não disse oq era). No tempo todo q eu estava no pré-parto fiquei sozinha, deitada, proíbida de sair da cama ou beber água, e as go só vinham no meu box pra dizer ”VC AINDA TÁ AI?” ”TÁ TODO MUNDO PARINDO E VC AÍ DE MOLEZA!” ”NUM VAI DILATAR NÃO?” Cada vez q elas soltavam essas pérolas eu ficava mais deprimida. Foi aí q eu fiquei sabendo q só teria diterito ao acompanhante no pós-parto se tivesse cesária. Fiquei apavorada de pensar em ficar lá sozinha.
    às 14:00 a go me deu outro toque e eu tava c/ 7cm de diltação. fiz o cardiotoco e tava tudo ótimo c/ minha bb.Ai ela soltou: ”CANSEI DE ESPERAR, TÁ AÍ HÁ UM TEMPÃO OCUPANDO LEITO Á TOA, TÁ PENSANDO Q SÓ TEM VC AQUI? VOU FAZER UMA CESÁRIA!” não tive coragem de contestar e uma hora depois minha filha nesceu de cesária com 2690kg e 47cm apgar 9/9 perfeita Graças a Deus.

    1. Sílvia disse:

      Meu Deus… um crime.
      Tb tive que passar por cesárea, mas no meu caso eu “briguei” mais, conhecia toda a indústria do parto, li muito, me preparei muito para o parto natural. Passei das 41 semanas (brigando com a GO), minha bb nasceu com 4,5kg, não estava bem encaixada, estava muito alta, não havia sinal de TP ou dilatação, e eu já tinha cesárea prévia. Eu sei bem (e sabia na época) que cada um desses argumentos isoladamente não eram indicativos de cesárea. Mas somando tudo, e nas mãos de um GO que é uma fofa, mas não é humanista… não consegui vencer.
      Mas no teu caso, Vanessa, putz… é mais revoltante ainda… vc chegou QUASE lá. Que crime. Fazer cesárea numa mulher com 7cm de dilatação. Putz… revoltante.

    2. Kathy disse:

      Nossa, Vanessa, que violência terrível você sofreu! Talvez, se tivesse recebido mais atenção da sua médica, você soubesse que a secreção que você relatou, gosmenta com um pouco de sangue, é nada mais do que o tampão, que anuncia o início da dilatação. É algo normal e esperado, que a grande maioria das mulheres tem, e ninguém explica nada. Talvez uma simples orientação sobre isso tivesse feito você esperar mais para ir para o hospital e evitasse grande parte das agressões pelas quais você passou. Que tristeza, querida. Esse médico merece ser denunciado ao CRM. Espero que você consiga se sentir melhor hoje e tenha certeza que sua história pode alertar e preparar outras mulheres. Grande beijo!

      1. beatriz de souza kern disse:

        Comigo aconteceu o mesmo… essa secreção quando vem com sangue, assusta e aí recorremos aos médicos quando deveríamos ficar quieta e esperar… Há 7 anos tive uma filha de parto normal, mas no segundo filho com a mesma médica tive minha bolsa rompida sem meu consentimento, indução absurdamente rápida (tanto q houve dilatação do colo do útero) e quando estava com 7 cm de dilatação fui mandada para o bloco cirurgico porque era 31 de dezembro 17:00 hs e a médica não podia perder a virada na praia… fazer o que depois que estamos lá deitadas? fugir? gritar? na hora, se aceita…

        1. beatriz de souza kern disse:

          Desculpem, foi edema do colo do útero.

  2. Julio Sosa disse:

    Publiquei esse texto em meu blog, podem contar com esse manifero aqui p/ combater qualquer tipo de violência contra à mulher.

  3. Sílvia disse:

    Kathy, é por esses relatos de parto, tão ouvidos e difundidos, que MUITA mulher tem medo e sequer cogita parto normal.
    Eu já ouvi muito relatos desse tipo, em que a própria parturiente fala que teve um parto Anormal.
    Isso qdo não passa por tudo isso e no final ainda tem uma cesárea. Aí ninguém merece né… passar por todas as dores intervencionistas de um parto (a)normal e no final ainda colher uma cesárea… vivenciar num só parto o pior dos 2 lados da moeda.
    Esses relatos são mais expressivos, ganham mais coro, e talvez sejam de fato mais numerosos que os partos humanizados.
    Ai qdo uma grávida desavisada escutar falar em parto domiciliar, sem analgesia e cousa e tal… como vai “comprar” a ideia? Muito difícil.
    Mas fácil pensar que somos (eu me incluindo… rs… apesar de não ter tido o tão sonhado PN) um bando de malucas, bicho-grilo e por aí vai.

    1. Kathy disse:

      É verdade. Um parto desses realmente traumatiza demais e amplia a fama de que parto é ruim, dolorido, sofrido… Mas estamos aqui para lembrar de que NÃO PRECISA ser assim. Beijos!

  4. Mãe de Duas disse:

    Estou chegando aqui no Mamíferas agora, depois de ler muita coisa sobre vocês pela blogosfera materna.
    E esse post caiu como uma luva pra mim!
    Ha três anos tive um parto normal depois de cesárea numa maternidade “estrelada” da zona sul de SP e tive que lutar muito por ele!
    Sofri pelo menos uns três tipos de violência descritas acima: a equipe de enfermeiras não me ofereceu qualquer tipo de alívio para a dor (nem mesmo banho!) durante o TP, a toda hora ficavam me falando para desistir do parto normal depois que viram minha cicatriz da cesárea e não me informavam sobre a chegada do médico.
    Enfim, tenho boas e más lembranças desse episódio, que teve um final feliz: parto sem complicações e bebê saudável.

    Gostei daqui, voltarei sempre!

    Bj
    Priscilla

    1. Kathy disse:

      Oi Priscilla, seja bem vinda!
      Realmente, maus tratos não são “privilégio” do SUS. Uma pena que essas “estreladas” maternidades tenham profissionais tão fracos… Beijos!

  5. Kalu Brum disse:

    Nós usuárias de plano de saúde ou SUS temos muitas formas de nos poupar da violência institucional. a primeira e principal é a escolha d euma equipe humanizada: médico ou obstetriz, doula, pediatra. Fazer valer a lei do acompanhante. quando existe outra pessoa por perto a violência institucional é bem menor. Ter uma doula é fundamental porque essa profissional vai minimizar ao máximo que a violência institucional chegue na mulher. É preciso conhecer a instituição que vamos parir, procurar saber com outras mulheres que lá pariram sobre isso. E se possível, parir na melhor instituição do planeta: nosso lar!

    Fazer barulho, denunciar, não se calar diante de profissionais assim. Saber dos direitos e fazer valer o santo direito de parir.

    1. Erika Mayumi disse:

      Kalu, não é bem assim, eu estava munida com a lei do acompanhante impressa, com doula e marido do lado, no único hospital de Campinas que teria maior probabilidade de PN e sofri diversas violências, sem acompanhamento de doula, sem orientações dos procedimentos, desrespeito total. E olha que eu briguei lá dentro do centro cirurgico pois me recusei a tomar anestesia, me jogava pra trás e eles me agarraram…
      Para quem depende realmente do SUS, fica complicado.
      E eu tenho na ouvidoria do hospital processo por conta do desreipeito total que foi, declarei também ao Ministério da Saúde… calada não fico.

      1. Kathy disse:

        Caramba, Erica! Que absurdo! Quando a gente diz que isso é mais comum do que as pessoas pensam, não acreditam… Lamentável… Faça valer seus direitos e conte com a gente para ajudar a divulgar o que for necessário! beijos!

        1. Kathy disse:

          Desculpa, escrevi seu nome errado! Corrigindo: Erika! Beijos!

  6. Paula disse:

    Oi
    Infelizmente esses relatos sao muito comuns mesmo, mas eu queria dizer q isso nao é so privilegio do Brasil nao. Eu moro na Costa Rica e meu filho nasceu aqui apesar de pequeno o sistema de saude publica esta classificado a frente dos EUA por exemplo e mesmo assim eu vi esse tipo de coisa. COntra mim so má vontade, caras feias e mandavam esperar quando reclamei q ja tinha passado da hora de aplicar o voltarem ja q tinha tido cesarea e me doia muito ja tinham passado 12 hrs. Mas enquanto estava na sala de parto eu vi muitas mulheres escutarem os comentarios citados no texto. Acho q o pessoal da area de saude ja ta tao acostumado a isso todo dia que é mecanico pra elas. Elas esquecem q estao tratando de seres humanos pra elas aquilo é o dia a dia e vc e so mais uma. É triste pq vc se sente perdida, desamparada, fragil e confusa qndo era pra ser um momento tao feliz. Mas é isso, so queria dizer q isso acontece em todo lugar e nao é privilegio dos brasileiros nao.

    1. Kathy disse:

      Que triste, Paula… Uma pena mesmo que isso seja tão comum em tantos lugares… Essas frases parecem que se repetem, eu mesma já ouvi em vários lugares… beijos!

  7. eddie disse:

    oi…
    nunca comentei, mas no caso da violencia, tive sorte. Apesar de ter minha filha no SUS, meu pré-natal foi ótimo, a médica era ótima e sempre me tratou muito bem

    na maternidade tb ñ tive problemas, alias, a Kath deve conhecer a história ^^, de qualquer maneira, tive minha filha no mesmo lugar onde eu nasci e onde minha mãe sofreu violencia tanto no parto do meu irmão qto no meu. Lembro da minha mae falando sobre usar aliança p/ q todos pensassem q eu era casada, assim a violencia seria menor.

    os médicos e auxiliares me trataram bem, mesmo qdo fiz coisa errada, foram muito gentis. um dos médicos me pediu p/ parar de gemer, pois assim eles vinham me tocar a todo momento e isso era desagradável pra mim, sim, exatamente isso, desagradavel PRA MIM, e sem fazer aquelas caras de qm tá com raiva ou mesmo de saco cheio.

    na hora do parto tudo tb foi muito bem, conversa p/ me manter calma, insentivo p/ forçar a saída do bebê, e cobertor quente p/ aliviar o frio.

    no quarto eu achei interessante as mulheres reclamando do procedimento dos médicos: elas reclamavam q eles ficavam conversando entre eles, ouvindo radio, eqto elas estavam lá em trabalho de parto.

    engraçado q eu ñ vejo nenhum problema nessa postura, pois acho q graças a isso é q eles me trataram bem, pois estavam relaxados, esperando o momento da mãe, e mesmo assim estavam atentos, vindo fazer as verificações periodicamente.

    essa violencia é muito comum e parece ser aceita pelas pessoas, principalmente por saber q mesmo as q sao violentas passaram por isso tb, e ao inves de mudar esse quadro, ficam aguardando o momento em q elas mesmas o farão a outra, repassando esse ciclo.

    lamentável, mas ao q parece, ainda há esperança.

    1. Kathy disse:

      Eddie, que ABSURDO é esse de “usar aliança para o preconceito ser menor”!!?? Fiquei chocada!! Que bom que você achou seu parto tranquilo e que tem boas lembranças, sendo tratada com respeito. beijos!

  8. Bianca Lanu disse:

    Sintonia! Tb postamos essa matéria no Blog Parto no Brasil! Belo e esclarecedor estudo, merece muita divulgação! Pois, muitas pessoas desconhecem o panorama da assistência obstétrica no Brasil, e conferem ao parto normal o mito cultural da dor e sofrimento, sem conhecê-lo como um momento fisiológico e essencialmente feminino!
    Bora gritar aos quatro cantos a maravilha do parto natural e humanizado! Estamos aí p/ isso!!!
    Abraços mamíferos!

    1. Kathy disse:

      Bianca, esse mito tem que acabar!
      beijos

  9. Cecília disse:

    Li a matéria em outros lugares e fiquei feliz de encontrar por aqui tb. Fez muito bem de aconselhar a procura pelos órgãos de classe para reclamar em caso de violência e desrespeito.
    E digo mais, essas ofensas são dano moral, procurem um advogado e a justiça.
    Tem um poema q ilustra bem o problema de não se reclamar qdo sofremos um abuso:

    “Na primeira noite eles se aproximam / roubam uma flor / do nosso jardim./ E não dizemos nada./ Na segunda noite, já não se escondem : / pisam as flores, / matam nosso cão, / e não dizemos nada./ Até que um dia / o mais frágil deles / entra sozinho em nossa casa, / rouba-nos a luz, e, / conhecendo o nosso medo / arranca-nos a voz da garganta./ E já não dizemos nada.”

    1. Kathy disse:

      Oi Cecília, tem toda razão, o que não pode acontecer é sofrer calada, certo? beijos e obrigada!

  10. Vanessa Silva disse:

    Pois é Kathy, eu nem sabia o que era tampão. Errei em não me informar mais sobre parto, acho que isso evitaria muitas coisas que passei e que não questionei por achar que “devia ser assim mesmo”. Acreditava que todo parto era igual a parto de filme:
    “A bolsa estora do nada, a mulher começa a gritar desesperada, faz força e o bb nasce.”
    Não sabia que a coisa era muito mais complicada, tampouco conhecia a industria obstétrica brasileira.
    O que mais me dói hoje, depois que conheci um mundo novo chamado Parto Humanizado é que o meu direito de parir foi roubado. Meu parto ainda dói.
    A idéia de ter mais filhos ainda tem que ser trabalhada na minha cabeça. Não sei se estou preparada pra batalha agora(por que vocês sabem a batalha que é querer ter um VBAC no Brasil), mas sei que estou muito mais forte do que antes.

  11. [...] contrações do parto, mulheres brasileiras ainda têm de ouvir maus-tratos verbais como: “Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?“; ou “Não chora não que no ano que [...]

  12. Branca disse:

    é por isso que faço da frase do Michel Odent um lema: “PARA MUDAR O MUNDO É PRECISO MUDAR A FORMA DE NASCER”!!
    como esperar diminuir a violencia mundial se recebemos uma violencia tão absurda ao nascermos?? isso fica marcado pra sempre! será que esses “profissionais” imbecis não conseguem perceber isso, que estão contribuindo para um mundo mais violento??
    é tudo muito revoltante, quando lembramos que muitas mulheres não tem condições de pagar um parto humanizado de verdade e muitas são totaslmente desinformadas, ô industria cruel!!
    mas nós não podemos disistir, o amor trinufará!!!

  13. [...] que os absurdos relatadas abaixo me soam como algo assustadoramente… Por Blog Mamiferas Ver matéria completa 0 Comment Olá. Preparamos sempre novas matérias importantes para você ganhar dinheiro com [...]

  14. Fúlvia disse:

    Só li agora este post, mas passei por isso há 3 anos, quando minha filha nasceu.

    Não fui tratada como ser humano, me senti um animal (nem eles deveriam ser tratados assim, também), um descaso, fizeram exame de toque dolorido; me chamaram de mentirosa (quando eu disse que estava doendo) e tiraram meu marido de perto de mim (ele ia ligar pra polícia pra me tirar de lá se não ficássemos juntos).

    Foi uma desnecesárea e meu atendimento melhorou só com a chegada da médica. O pessoal do hospital eram monstros e eu jurei que NUNCA MAIS teria filho em hospital.

    Mas não deixei por isso mesmo: fiz questão de deixar tudo escrito, via carta e via internet, tudo o que passei. Não desejo isso pra ninguém.

    Primeira filha, sonhávamos em ter um parto lindo e ser tratados com respeito. Fomos tratados estupidamente e humilhados. Não gosto nem de lembrar. O próximo filho (ou próximos, quem sabe) só virão ao mundo na minha casa, com parteira. hospital? Só em último caso (último do último).

  15. [...] As agressões verbais relatadas são assustadoras, coisas como: “Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?”; ou “Não chora não que no ano que vem você está aqui de novo”; ou ainda “Se gritar, eu paro agora o que estou fazendo e não te atendo mais”, descritas no estudo e relatadas pela reportagem da Folha. (Kathy) [...]

  16. [...] conseguir retomar a vida para além da maternidade fico indignada com a falta de assistência, a violência… A relação intríseca existente entre maternidade e política ficou muito nítida depois [...]

  17. [...] conseguir retomar a vida para além da maternidade fico indignada com a falta de assistência, a violência… A relação intríseca existente entre maternidade e política ficou muito nítida depois que [...]


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