out

18

2010

Como se Tornar uma Encantadora de Bebês!

por Mamífera(o) Convidada(o)

por: Marília Sampaio, mamífera convidada

Foi essa frase do título, que li na capa de um livro muito famoso entre as mamães, até então desconhecido pra mim (grávida de quatro meses na época) que me fez comprá-lo na mesma hora. Fui lendo durante os meses de gestação e quando Miguel nasceu, ele se tornou minha bíblia.

Mãe de recém-nascido que acorda na madrugada, óbvio que fui ler cada linha e entrelinha da parte “sono”, já que a mulher que prometia “resolver todos os seus problemas” falava que existia o segredo para noites ininterruptas sim!

Comprei um caderno, imprimi uma planilha e fui lá colocar meu bebê em uma rotina. Ela garantia que a partir da sexta semana de vida, o bebê “rotinado” (ou seria adestrado?) já dormiria a noite inteira.

O Miguel desde que nasceu, nunca tinha trocado o dia pela noite ou acordado mais que duas vezes pra mamar na madrugada e eu, nunca tinha achado ruim (cansativo sim, ruim não) levantar pra amamentar meu pequeno. Até ler esse livro.

Da sexta à oitava semana de vida do meu filho, fiquei na expectativa dele dormir a noite toda, coisa que não estava ocorrendo. Acordava à noite pra amamentar nervosa, cansada, chateada e frustrada, questionando “aonde eu estou errando”? “Por que ele acorda às cinco horas num dia e no outro às quatro?”. “Estou ‘acostumando mal’ meu filho a dormir sempre no colo embalado”. “Ele tem que adormecer sozinho”. Comprei uma chupeta, porque a autoria falava que era bom, indicava e meu bebê simplesmente não pegou. Nem isso, eu conseguia.

Me tornei a chata da rotina, a neurótica do relógio e uma péssima aluna da encantadora, afinal eu não tinha coragem sequer de determinar hora pra meu filho mamar e, deixava ele, um bebê, conduzir minha vida. Com essa ansiedade minha, meu filho que sequer chorava, tornou-se irritado, inquieto e um verdadeiro mamador da madrugada.

Nesse período de caos (que durou pouco mais de duas semanas) e de cansaço extremo, meu marido precisou viajar a trabalho, por três dias. Fui pra casa da minha mãe com o Miguel e lá, dormi em uma cama de solteiro com ele. Dormimos a noite inteira. Foi minha primeira experiência de cama compartilhada, que não tinha praticado antes por ouvir que isso gerava crianças inseguras, dependentes, que era alta a incidência de morte súbita em bebês que dormiam com os pais, que atrapalha a vida sexual do casal, enfim, essas coisas que todas nós ouvimos sempre.

Após tantas noites mal dormidas, dormir bem e ainda acordar sentindo o cheirinho do filhote ao meu lado me regenerou. Na outra noite, a história se repetiu. Miguel tinha dois meses quando essa primeira experiência aconteceu. Ele vai completar seis meses de vida e eu, quatro de noites inteiras de sono, hoje chegando a quase doze horas ininterruptas.

Minha primeira atitude ao voltar pra casa com meu marido foi guardar esse livro lá no fundo da gaveta (porque não vou dar pra outra mãe, não mesmo).

O que quero dizer com isso? Que cama compartilhada é a fórmula milagrosa pra seu filho dormir a noite inteira? Que esse livro e a autora são cruéis e mentirosos? Que você está errada em “rotinar” seu filho? Não.

O que eu finalmente percebi é que quando parei de buscar receita e métodos e olhei pras necessidades do MEU filho, encontrei o caminho certo. O Miguel só precisava dormir ao meu lado. Só queria sentir meu cheiro a noite toda. Só gosta de dormir embaladinho. Só preferiu chupar o dedo a um pedaço de borracha.

Quando assumi meu papel de mamífera e não de adestradora de crianças, meu filho pôde descansar pra ser ele: um bebê dorminhoco, mas que precisa de mim e não de um relógio.

Hoje,com 7 meses de vida, meu bebê é um verdadeiro reloginho e olha, que eu aposentei esse objeto da minha casa. E muitas pessoas me perguntam o que eu faço pra ter um bebê que dorme às 20:00 horas e só acorda às 6, 7:00 h da manhã.  Eu? Não tenho receita, apesar de fazer algumas coisas que ajudam (como atividades que sinalizam que a hora do sono chegou, como por exemplo, um banho de balde no cair da noite, seguido de massagem, peito e embalo num quarto à meia-luz), só que eu segui meu instinto, aquela “vozinha” que dizia o que eu tinha que fazer, mas que foi calada pelo que a sociedade diz que é certo e conveniente.

Ainda ouço muita coisa como “seu casamento vai ser prejudicado”, “esse menino é  um grude com você”,  e “quero ver na hora de desacostumar ele a esse vício”, mas só rio e ignoro, pois são as mesmas pessoas que perguntam qual o segredo pra ter um bebê tão tranqüilo.

O segredo? Amor, colo, pele, abraço, chamego, aconchego e instinto. Só, foi assim que eu, encantei meu bebê.

///

Imagem: arquivo pessoal (Miguel curtindo o colinho e o aconchego da mamãe)


33 comentários no post “Como se Tornar uma Encantadora de Bebês!”

  1. Sílvia disse:

    E tem uma coisa mais: essa fase de balançar pra dormir, dormir agarradinho, etc, passa TÃO RÁPIDO, que eu digo… não exitem em dar colo não. Vai chegar o dia que nós mães vamos querer fazer, e os filhos é que não querem mais.
    Eu balancei minha filha pra dormir desde o dia que nasceu até quase 2 anos. No começo era na cadeira de amamentar e depois era na rede (sim, sou nordestina… rs). Chegou o dia de ela não querer mais esse embalo e passar a dormir sozinha na cama. Deita, se aninha nos travesseiros e lençóis, e dorme. Acabou. Nunca mais vou tê-la nos braços para embalar…
    Passa rápido demais.
    Graças a Deus, nunca deixei de fazer isso, aproveitei cada embalo, dando muito cheirinhos e agarradas.
    Agora estou fazendo o mesmo com meu caçula. Sabendo que já já ele tb crescerá.

  2. Kira disse:

    Aqui a Bia não dorme a noite toda, acorda algumas vezes para mamar, mesmo tendo quase 1 ano. Não acho ruim, cansativo é, mas acostuma. Fico feliz por ela ter HORA para dormir e hora para acordar, pontualmente, não que eu a obrigue mas ela é assim, eu respeito! Acho isso fundamental, respeitar seu filho as necessidades dele, vontades dele.
    Beijos

  3. Cacau disse:

    Florzinha perfumada que nasce no penhasco sul a direita da montanha neblinada…rs
    Que post mais lindo e mais mágico, que bom saber que você teve coragem pra seguir seus instintos e fechar os ouvidos pra palpitaria.
    Miguel e você muito mais felizes.
    Quem disse que tudo se resume a uma via só, a um livro só… isso é muito absurdo.
    Nossos bebês, antes de serem “apenas bebês” são seres humanos, que tem características próprias, vontades, anseios, necessidades diferentes… não dá pra adestrar, tratar como qualquer coisa e pronto. Aliás, até dá pra adestrar depois de muito tempo mas quem é que quer pagar as consequências disso? Eu é que não, minhas meninas certamente também não vão.

    Pratico a cama familiar com a Cecília e a Bruna tem a liberdade de se juntar a gente quando quer, e tem coisa mais deliciosa do que acordar e ver minhas pequenas juntinho de mim, dormindo tranquilas, protegidas e felizes? Não, não tem!

    Ótimo post querida.
    Beijos mil!

  4. Giovana disse:

    Fórmulas, fórmulas mais fórmulas.
    Dispenso todas, os 5 dedos das mãos de uma mesma pessoa não são iguais, os irmãos não são iguais, todos os bebês não sao iguais.
    Mãe é instinto e vc seguiu o seu. Parabéns!

    bjinss

  5. elaine disse:

    É isso mesmo… temos que seguir o nosso instinto.
    Quando Cauã era RN tb cai nesse conto que diz que o bebe deve dormir no berço, sozinho, não devemos embalar… Tudo o que consegui foram noites de tortura…
    Logo vi que a cama compartilhada seria a solução e assim levei até quando deu… (pra falar a verdade, chegou uma hora que eu não dormia, pq o danado se virava tanto na cama, que praticamente nos expulsava dela…)

    quando vi que dava, coloquei ele na sua caminha.

    Ainda agora, com 2 anos e meio, várias noites ele dorme conosco ou nós nos “mudamos” para o seu quarto…

    E passa tão rápido. Daqui a pouco não poderemos nem entrar no quarto dele, pq se tornará “área restrita”… pra que nos privarmos desses momentos tão gostosos?

    bjs

  6. Thais disse:

    Acho que você está certíssima e deveria ter feito isso desde o começo. PORÉM, você comeu bola em uma questão. Dormir a noite inteira não significa que o bebê não acorde durante a noite – significa que ele mama e dorme, em vez de acordar aceso etc. Ela mesma diz que é extreme normal o bebê acordar duas vezes para mamar na madrugada, e com o passar dos meses (até 6), somente uma, se estiver sendo bem alimentado durante o dia.

    No mais, aqui também adotamos a cma compartilhada e o método da Encantadora. Com a gente deu muito certo, mas jamais coloquei qualquer coisa acima das necessidades do meu filho. Aliás, ela mesma fala isso.

    Gostei do post. Entrei aqui achando que seria uma coisa mas foi outra. =)

  7. keka disse:

    Segui o método da encantadora e sempre de forma flexível adequando o método às necessidades do meu filho. No próprio livro este ponto é muito apontado: a flexibilidade e o respeito às necessidades da criança. Bom, meu filho dorme a noite toda (mesmo acordando 1 vez para mamar) no berço dele, eu o embalo para dormir pois é assim que ele dorme e nunca achei errado. Sempre respeitei suas necessidades e por aplicar o método nunca me vi como “adestradora”, sou uma mãe amorosa, carinhosa e não tenho dificuldades em fazê-lo dormir ou se adaptar em qualquer situação.

  8. Maravilhoso o texto! Já compartilhei geral no meu facebook… abaixo as expectativas irreais, que só atrapalham a evolução da mulher enquanto mãe! Menos “palavra de especialista” e mais intuição materna! Parabéns!

  9. Marília, o texto é lindo. Uma graça! Eu realmente acredito nessa força materna e nesse instinto de ouvir as necessidades.
    Mas, eu confesso – com um tanto de vergonha, é verdade – que talvez eu ainda não tenha conseguido escutar essa vozinha dentro de mim. Será que dá pra ela falar mais alto? rsss…
    De fato, eu também não acredito em adestramento de bebês. Mas, ao mesmo tempo, não consigo encontrar maneiras de viver bem com o sono irregular de meu pequeno. Já sou mãe de dois e eles são muito diferentes, cada um com uma necessidade.
    Cama compartilhada? Luca acorda 8 vezes por noite e só dorme se pendurado ao meu peito a noite inteira. Isso não é exagero, a noite inteira. Aí, fico dura, imóvel, para o peito caber na boca dele. No outro dia acordo com uma dor muscular terrível.
    No berço? Ele acorda de hora em hora querendo o meu peito. No dia seguinte, acordo como zumbi por ter levantado umas 8, 9, 10 vezes da minha cama.
    Eu sei que passa rápido demais, eu sei que o tempo voa. Eduardo mesmo, hoje com 3 anos, dá boa noite, vai para a caminha e passa 12 horas em sono profundo, acordando de bom-humor no dia seguinte.
    Mas, até isso acontecer eu realmente gostaria de ter uma relação mais saudável com o sono do Luca, que está com 8 meses.
    Enfim, sinto-me bem mal, confesso, por encarar de frente, sem máscaras ou pudores, que eu não consigo enxergar a necessidade do meu filho.
    Um beijo carinhoso e parabéns pelo post!

  10. Flávia Lima disse:

    Que belo texto..não existe formula mágica para bebês e encantos são coisas de conto de fadas, por isso acredito também em intuição de mãe. Sou feliz compartilhando a nossa cama com o Eric, mesmo ele já tendo 1ano e 2 meses.
    bjs

  11. Míriam disse:

    Uma pessoa é diferente da outra, cada bebê é um bebê, né? Dificilmente vai ter uma formulinha mágica que funcione para todos. Parabéns por ter conseguido perceber isso e colocar o Miguel para dormir como um anjinho!

    Míriam – redatora do Blog Maria Barriga

  12. Rita disse:

    Quando li seu texto fiquei pensando em tudo que passei quando tive o meu Kaio, há dez anos. Morava perto da família do meu marido e me sentia sozinha e insegura. Ufa, sofrimento!! Hoje eu olho para meu filho e fico pensando em todos os murros em ponta de faca que dei, só pelo medo e vergonha de dizer, “com licenç, a mãe sou eu!” Agora eu tbm tenho uma menininha de sete meses, moro em um lugar independente e consigo me privar dos palpites indesejados. Alícia não nasceu de um parto normal, lamento isso, mas não o tempo todo!rsr.. O mais importante é que tenho segurança para seguir o meu coração, humildade para pedir ajuda e percebo que quem ganha com isso é minha filha, um bebe tranquilo e feliz. Concordo com tudo que a Silvia falou. Passa tão rápido!! O importante é curtir esse momento. Parabéns pelo nascimento não só do Miguel, mas da mãe do Miguel!!Bjs

  13. Anne disse:

    Florzinha perfumada que nasce no penhasco sul a direita da montanha neblinada…(copiei da Cacau, mas você sabe né, me falta criatividade para tantos adjetivos floridos, já que tem gente que usa todos haha)

    fiquei muito orgulhosa de te ver aqui! e muuuuito tocada pelas palavras, me identificando super, como sempre, e me encantando com seu jeitinho de mãe maravilhosa! sem mais, post maravilhoso, palavras lindas e a mais pura verdade! seu Miguel é mesmo encantado, mas veio da mãe, linda!!

    ah, a mulherzinha desse livrinho de capa rosa aí disse que os bebês costumam dormir mais depois dos 6 meses, mas aqui foi ao contrário, será que eu posso bater nela??? me enganou direitinho hahaha

    beijos!!

  14. Andrea Cristina Rosada de Oliveira disse:

    Marília, que relato lindo vc fez!
    Fico tão feliz quando encontro mãezinhas jovens como vc mas com uma maturidade maternal tão linda e importante para nossas crianças e para nosso mundão!
    Felicidades e saúde para vcs!

  15. Ana Luisa disse:

    Muito bom teu relato!! Falo o mesmo para as mães que me perguntam do livro.Nenhum bebê tem manual, ou são todos iguais. Ter bom senso e usar as informações disponíveis, da melhor maneira possível, é a melhor alternativa certeira! Posso postar teu texto no meu blog? bjus

  16. DaniKiyo disse:

    Marilia,
    Eh isso mesmo!!! Lindo o seu post. Quando a gente fica gravida, fica louca por receitas de como fazer isso, como serah aquilo… e esquece de que nos seremos tudo aquilo que nossos filhos precisam (se nos permitirmos ser). Enfim… eu nao acredito em receita. A cama compartilhada pra mim funciona ateh hoje, 3 anos e meio depois. E essa de “crianca dependente, insegura e blablabla” eu esfrego na cara de quem quiser falar atraves das atitudes do Kiyo. Ele eh uma crianca feliz, independente (que fecha a porta do banheiro pra ter privacidade) e totalmente segura de si. Isso nao existe… inseguranca acontece por outros motivos, e amor nao estraga ninguem.
    Beijos, parabens e obrigada!!!
    Dani

  17. Fernanda disse:

    Olá Mamãe! Gostei muito do seu post e gostaria de colocar minha opinião. Comprei o livro citado e gostei muito! Assim como vc, fiquei muito ansiosa tentando fazer várias coisas com meu bebê. Com o tempo, fui entendendo que filho não vem com manual, e sim, ele é o própio manual rsrsrs. Acho que existem bons livros mas, precisamos filtrar as informações e readaptar à nossa realidade. Quando nos tornamos mães, nos cobramos muito quanto à performance e, o bacana é poder ser a mãe que damos conta de ser, aquela que é possível de acordo com nossa história de vida e familiar. Quando ouvimos nossa voz interna, nossa essência , tudo fica mais calmo. E com vc, comigo e com tantas outras foi assim … É muito bom ser a gente mesmo e essa é uma boa lição para deixarmos como herança para nossos pimpolhos.
    Grande bjo para todas vcs mamães que por amor buscam vários caminhos para relacionar com seus filhos!

  18. Natália disse:

    Que texto lindo!!! Concordo plenamente! Parabéns pelo seu texto!

  19. Florzinha perfumada que nasce no penhasco sul a direita da montanha neblinada[2]
    É, nada melhor do que a gente aprender na marra como lidar com nossos bebes. Adestrar bebes não tá com nada. É como eu costumo dizer, se tem alguem que é adestrado, estes são os pais.

    Meu filho é amamentado em livre demanda, sempre dormiu a noite inteira. Vou escrever um livro. hahahaha

    Adorei ver voce aqui!

  20. Solange disse:

    Também li este livro (há cinco anos atrás) e quando a minha filha nasceu eu também tentei colocá-la na “rotina”. E graças a Deus não funcionou… Um detalhe: ela sofria horrores com cólicas sem fim e dormia com a mãozinha sempre esticada procurando alguém por perto. Minha mãe foi a primeira a introduzir a cama compartilhada com a minha baby (às 4 horas da manhã, depois de uma noite inteira sem dormir) e ela simplesmente aderiu à moda. Ela foi desses bebês que só dormiam no colo (tinha dias que eu passava duas horas sentada com ela no colo só pra não atrapalhar a sonequinha da tarde). Pouco a pouco nós a passamos pro bercinho e ela se acomodou bem. Hoje ela tem cinco anos e sempre dá uma escapadinha pra nossa cama lá pelas cinco da manhã – e nós adoramos!!! Afinal de contas, vai chegar o dia em que ela não vai mais querer dormir abraçadinha e eu vou ficar com muita saudade…

  21. Aretha disse:

    Que delícia te ver aqui!! Acompanhava teu blog da gravidez mas acabei formatando o pc e perdí o endereço! daí vim ver aqui o mamíferas e tive a grata surpresa de te ver por aqui!!

    então, quando a Aurora nasceu eu ficava nessas nóias de encantar bbs também, embora não tivesse lido nada sobre o assunto. ficava com o relógio do lado contando o tempo das mamadas, ficava acordada esperando ela dormir pra colocar no carrinho e acordava ela pra mamar de 2 em 2h segundo orientação da pediatra.
    aí q eu resolví colocar oq eu tinha lido sobre “mamiferagem” em prática e ignorar todos esses conselhos pré-fabricados. oq serve pras outras mães pode não servir pra mim e vice-versa, sem nóias!
    hoje pela primeira vez, com 1 mês e meio, Aurora dormiu 6h seguidas sem ninguém forçar!! depois mamou e dormiu mais 2h!
    mãe feliz, filho feliz, pai feliz e até o cachorro ficou feliz!
    hehehe
    parabéns pelas escolhas conscientes!
    =*

  22. Lucivânia disse:

    Sou mãe de 2 adolescentes de 14 e 12 anos e uma linda menininha de 1 ano e 8 meses, minha terceira gravidez foi especial, como se fosse a primeira, comprei vários livros e um que me chamou a atenção foi o “dito cujo”, quando vi logo pensei tá aí a resolução de todos os problemas, grande engano o meu, assim que comecei ler, me senti a pior mãe do mundo, achei que os meus filhos hoje já crescidos foram criados de qualquer maneira e que o futuro deles seriam incertos, pois nunca os obriguei a uma rotina. O livro citado parece mais um manual de robôs ou de adestramento; nada contra quem o segue, mas pra mim não dá. Não tem nada melhor que acordar e sentir o cheirinho de seu filho bem pertinho de você e isso passa tão depressa que a saudade que fica é enorme e eu falo por experiência, já se passaram 14 anos desde meu primeiro filho e parece que foi ontem que o peguei nos braços pela primeira vez, não que agora eles estejam distantes, mas é diferente eles tem seus amigos, suas obrigações, são independentes e tenho certeza de que não seguir regras ditadas por uma encantadora de bebês não os prejudicaram em nada. Limite é diferente “adestramento”.

    Maravilhoso post, parabéns Marília.

  23. Susany Vidal disse:

    Eita… Olha minha amiga aí toda chiq!!! (risos)
    Me mata de orgulho!!! kkkkk

    Eu não ia nem postar… (não me mate, por favor!) mas te juro que não resisti e tenho que deixar registrado que eu simplesmente amei o “Florzinha perfumada que nasce no penhasco sul a direita da montanha neblinada…”

    Também amei teu post Marília, claro!!!
    (risos)

    Beijos no nêgo mais gostoso do mundo!

  24. Parabéns Marília.
    Pelo lindo filhote, pois foi através dele que saiu este belo texto.
    Concordo plenamente com vc, pois como sabe, tb sou mãe de primeira viagem e essas “vozinhas” sempre existiram e sempre vão existir. Mas o que importa é que ao sermos mães, temos um elo que ninguém tem com o nosso filhote – ou seja – é nós com eles e eles conosco e PONTO.
    Bjs

  25. Liria Okai disse:

    Super legal seu post!
    Passei pelas MESMAS coisas. Mas, sou mais lenta… Demorou 2 anos p/ eu entender isso rs.
    Mas, foram MUITAS mudanças, me tornar mãe, mudar de país, parar de trabalhar…. Acho q houve um acúmulo…
    Estou bem feliz agora com 2 meninos. Sorte do 2o q a gente amadurece, né?
    Obrigada pelo post

  26. Laudiane disse:

    Lindo texto
    É vamos assim trilhando nosso caminho de mãe cada um a seu modo
    Lindos dias

  27. Livia disse:

    Pois pra mim o encantadora foi fantastico. As vezes a pessoa é que não sabe interpretar. O livro fala o tempo inteiro na diferença entre cada criança e no respeito que devemos ter. Segui muita coisa do livro, meu filho desde os 3 meses dorme das 20hs às 6hs da manhã, sem esses dramas. Ele tem a sua rotina que quando necessária é quebrada e ADORA. Sem neuras. Novamente vejo coma a carência e o medo da mãe é passado pro filho. Como vocês “mamiferas” se culpam. Como vocês gostam de ser do contra. tem hora que eu acho que vocês são deprimidas.

    1. Tatiana Cristina Pereira Stuchi Cruz Silvestre disse:

      Livia, na realidade penso que vocês, seguidoras desses tipos de livros pensam que filhos são meros “acessórios”… de onde você deduziu algo sobre depressão?

  28. Juliana disse:

    Oi,
    Adorei a postagem. Gostaria de convidar a autora a publicar no meu blog Apoio materno. Seria bem interessante outras mães “ouvirem” esse relato, pois está cheio de livros que ferem o que há de melhor na relação mãe-bebê: o contato físico.
    Aguardo, bjos

  29. Um tempo curtinho que pode se tornar uma eternidade dependendo de como lidamos com ele. De fato não há uma receita para todos os casos, mas se respeitarmos os nossos bebês teremos mais chances de sermos bons parceiros deles e eles nosso.
    Ah! Que foto linda dele dormindo no Wrap, também usei e uso muito o sling e isso me ajuda bastante na nossa rotina.

  30. Luíza Diener disse:

    aiai! devorei cada palavra como se fossem minhas. linha por linha, fui me identificando com cada coisa que você escreveu.

    passei pela crise da adestradora de bebês também e essa foi a fase mais tenebrosa do meu começo de maternidade.
    fiquei quase um mês tentando enfiar uma rotina de mamada de 3h em 3h horas goela abaixo no meu filho. tadinho.
    ele ainda não tem nem 3 meses mas está muito mais feliz (e gorducho) desde que voltou pra livre demanda.

    só dorme com a gente na cama de manhã, mas confesso que, não fosse pelo marido, ele dormiria na cama com a gente desde que nasceu.

  31. Vi disse:

    Parece que foi pra mim que vc escreveu, essa “vozinha” foi exatamente o que aconteceu comigo e com o meu bebê, todo mundo dizia que era péssimo compartilhar cama, que o nene ia ficar mal acostumado, mimado, que ia acabar com o casamento, mas eu resolvi escutar essa “vozinha” que nada mais é do que o grito do instinto maternal que todas nós mamíferas temos.
    Meu filhote tem 1 ano e 8 meses e ainda dorme comigo, a noite inteira e esta cada vez mais lindo e saudável.
    Obrigada pelas palavras, ajudará muitas mães de 1ª viagem como eu que precisam de orientação.

  32. Cristina disse:

    Eu também sofri a mesma coisa graças a esse livro! Engraçado que meu filho tb se chama Miguel. Minha mãe sempre me mandava largar o livro e seguir minha intuição, mas eu já estava tão frustada e insegura que demorei para ouvi-la. Conheço um casal que era forte defensor do livro e sempre diziam que não funcionava era culpa dos pais. Eles tiveram o segundo filho agora e não conseguiram adaptá-lo ao programa do livro e agora eles finalmente entendem os outros pais…


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