Aleitamento – Perguntas e Respostas

por Aurea Gil

amamentação: vínculo e alimento (foto: Renata Penna)

Perguntas, perguntas e mais perguntas… a maternidade nos coloca diante de muitas delas. O desejo sincero de não cometer erros, de não prejudicar os filhos, de entender tudo o que é novo e satisfazer plenamente as necessidades dos pequenos deixa as mães de primeira, segunda e terceiras viagens cheias de dúvidas e questionamentos.

Será que o que estou fazendo intuitivamente é o mais correto? Devo confiar no que o pediatra diz, mesmo que todos a minha volta achem que devo fazer o contrário? Quais palpites devo ouvir, e quais devo ignorar?

Pensando em ajudar as mães a responderem algumas dessas perguntas, fomos atrás de especialistas em amamentação, para responder às questões e dúvidas mais comuns sobre o tema. O resultado dessa pesquisa, você pode ler agora:

leite fraco é mito (foto: Renata Penna)

  •   Existe leite fraco?

Não, não existe leite fraco. “Este é um mito, e dos mais antigos. A nutriz produz o leite na medida certa para as necessidades de seu bebê, ou de seus bebês. O colostro é o primeiro leite produzido pela lactante, é um leite amarelado, mais espesso e tem em sua composição mais proteínas, vitaminas e imunoglobulinas. O colostro inicia o processo de imunização do neonato. A partir daí, o leite vai se modificando para suprir as necessidades nutricionais do bebê, tanto em quantidade quanto em qualidade. A engenharia do corpo humano é tão perfeita, que até a mãe cujo bebê nasce prematuro (antes de 37 semanas), produz um leite específico para ele, com grande concentração de proteínas, gorduras, calorias e lactoferrina. Cada mãe produz o leite mais adequado à demanda e à necessidade fisiológica de seu bebê”, esclarece a enfermeira Grasielly Mariano, consultora em aleitamento materno e autora do livro “Socorro, eu não sei Amamentar!”. Uma diferença entre o leite materno e o leite de vaca que costuma confudir muitas mães é a consistência: o leite de vaca é mais grosso, mais ‘encorpado’, enquanto o leite materno tem uma aparência mais ‘aguada’, o que gera a sensação de que o primeiro deve ser mais forte do que o segundo. Mas essa visão é equivocada. São tipos diferentes de leite, só isso, e cada qual tem a composição mais adequada ao filhote que vai alimentar.

 

Priscila amamentando o recém nascido Bernardo. Foto: Kalu Brum

  • Os bebês nascem sabendo mamar?

Todo bebê nasce pronto para mamar. Já na primeira hora após o nascimento, o bebê tem um reflexo de sucção forte e ativo. Por isso, quanto mais rápido ele mamar no seio da mãe, melhor. “Aos poucos, a dupla mãe-bebê vai se afinando e aprendendo a se relacionar melhor. A mãe aprende a dar de mamar, e o bebê aprende a mamar naquela mãe. Por isso, é muito importante que as mães tenham o apoio correto desde o início, para que esse relacionamento seja bom desde o começo”, explica Fabíola Cassab, fundadora do grupo Matrice – Ação de Apoio à Amamentação, membro da Rede IBFAN Brasil – Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar, e da WABA – World Alliance for Breastfeeding Action.

 

  • É possível não ter leite?

“Com paciência, o leite vem, acredite!”, afirma Grazielly. Salvo raras exceções, a mulher que não tem leite é porque não amamenta. Até mesmo mulheres que nunca estiveram grávidas podem produzir leite, se as mamas forem estimuladas de modo programado. “A produção de leite materno é mediada por um hormônio produzido na hipófise (uma glândula localizada no cérebro), conhecido como prolactina. A produção de prolactina é estimulada quando o bebê realizada a sucção da aréola, ou quando há estímulo manual. Quanto mais o bebê suga, mas ele estará estimulando a produção de prolactina e de ocitocina – esse último, o hormônio responsável pela ejeção do leite – e, consequentemente, mais leite será produzido. “O que tenho visto acontecer é a descida do leite tardia, que demora a acontecer, e que também é resolvida com a prática do contato pele a pele várias vezes ao dia, e com a amamentação em livre demanda. Lembre-se: Quando mais o bebê sugar, mais rápido o leite aparecerá e mais leite será produzido”, ensina.

 

  • Como evitar as rachaduras e fissuras nos mamilos?

Uma boa “pega”, ou seja, a boca do bebê posicionada no seio da mãe da maneira correta, evita rachaduras e feridas nos seios.

 

Pega correta é o sucesso da amamentação. Miguel da Kalu com 40 dias. Foto: Paula Lyn

  • Como saber se o bebê está fazendo a “pega” corretamente?

Para avaliar a pega correta, a mãe deve verificar se a boca do bebê está bem aberta, com as bochechas arredondadas, o queixo encostado na mama, a barriga dele voltada para a barriga da mãe. “O bebê não deve fazer ruídos para sugar, e a mãe deve ouvi-lo engolir. É importante deixar que o bebê mame o tempo necessário para esvaziar a mama toda, e só depois oferecer a outra, caso ele ainda queira mamar”, orienta a fonoaudióloga Cristiane Faccio Gomes, docente no CESUMAR – Centro Universitário de Maringá -, e especialista em Motricidade Orofacial, doutora em pediatria e pós doutorada em saúde geral. É importante que o bebê esvazie ao menos uma mama, já que o leite com maior teor de gordura é produzido no final da mamada, e esse é o leite que dá saciedade, e faz ganhar peso. “Outros bons indicativos de que a criança está em boa posição é que o lábio inferior da criança esteja virado para fora, uma maior parte da aréola esteja aparecendo acima do lábio superior da criança e uma menor parte aparecendo por baixo do lábio inferior. Com a pega correta, o bebê fica relaxado, feliz e satisfeito ao fim da mamada, e a mãe não sente dor no mamilo”, complementa Fabíola.

 

  • Qual é a posição correta para amamentar?

Não existe uma única posição correta, existem possibilidades a serem experimentadas, e cada dupla mãe/bebê descobrirá sua posição ideal. O importante é que a mãe e o bebê devem estar confortáveis, em um local tranquilo, e sem interrupções. “A mãe deve sempre oferecer a mama segurando-a com a mão em forma de ‘C’, e trazer o bebê até a mama – a mãe nunca deve ir até o bebê, pois isso compromete a posição, já que a mãe tem que se debruçar sobre o bebê.” Com a criança posicionada, deve-se tocar os lábios do bebê com o bico do seio, para desencadear o reflexo de procura. “Esse reflexo acontece da seguinte forma: ao tocar em qualquer ponto dos lábios, o bebê tem o reflexo de virar a cabeça em direção ao estímulo, abrir bem a boca e trazer a língua para a frente. Dessa forma a pega vai acontecer de forma correta”, detalha Cristiane. Quando o bebê abrir bem a boca, a mãe deve trazê-lo para a mama, para que ele abocanhe boa parte da aréola (parte escura do seio). “Se o bebê pegar apenas o mamilo (bico), a pega está incorreta. A mãe vai perceber, porque vai sentir dor. E nesse caso, de nada adianta agüentar a dor para continuar amamentando, pois o bebê não consegue retirar o leite da mama dessa forma. O ideal é colocar o dedo mínimo na boquinha do bebê pelo canto, tirando o vácuo que se forma, e retirá-lo para iniciar novamente o processo.”, explica. Com o bebê mamando em boa parte da aréola, a mãe não sentirá dor, e a amamentação acontecerá de forma tranquila. “Também é importante direcionar o bebê para a mãe, o que chamamos de barriga com barriga. Todo o corpo do bebê deve estar alinhado e voltado para a barriga da mãe. Dessa forma, ele não terá dores no pescoço que farão com que solte a mama”, explica a fonoaudióloga.

 

livre demanda: a melhor forma de oferecer o peito ao bebê (foto: Renata Penna)

  • Por quanto tempo o bebê deve mamar e qual o intervalo ideal entre as mamadas?

As mamadas devem acontecer em livre demanda, ou seja, o peito deve ser oferecido sem hora definida. Sempre que o bebê quiser mamar, a mãe deve oferecer o peito. Segundo Grazielly, o leite materno tem composição diferente em uma mesma mamada. “Na primeira fase, o leite é mais ‘aguado’, transparente, e tem maior concentração de água, para saciar a sede do bebê. Na segunda fase, o leite começa a ter uma aparência mais esbranquiçada, e há predominância de proteínas, necessárias para o desenvolvimento do organismo do bebê. Na terceira fase, o leite é mais encorpado, branco, e há predominância de gordura, necessária para a saciedade e ganho de peso”, esclarece. A consultora comenta que algumas mães são orientadas por pediatras a amamentar por 15 minutos em cada mama, mas dessa forma, além do bebê não ganhar peso satisfatoriamente, ele pode querer mamar com mais freqüência, e parecer sempre irritado. Além isso, pelo aumento da demanda, as mamas podem ganhar algumas lesões, e por não serem completamente esvaziadas, a produção de leite pode ficar comprometida, favorecendo o ingurgitamento e bloqueio de ductos. “Por isso, é preciso deixar o bebê sugar o tempo que ele desejar, até que se sinta saciado. Se controlarmos o tempo da mamada podemos estar impedindo o bebê de mamar a última fase, o leite posterior, aquele mais gorduroso”, salienta. Grazielly ressalta que, na hora de amamentar, o relógio deve ser esquecido, e a mãe deve ser concentrar exclusivamente na dinâmica entre ela e seu bebê.

 

Michele amamentando Clara Vitória, com 3 meses (foto: Kalu Brum)

  • Como saber se o bebê está mamando o suficiente?

“Um bebê que mama bem normalmente é calmo, faz xixi (cocô ele pode ficar mais de 10 dias sem fazer, quando mama exclusivamente no peito), cresce, engorda e tem um desenvolvimento compatível com sua idade”, explica Fabíola.

 

  • O bebê deve mamar nos dois peitos em cada mamada?

É importante que o bebê mame um peito por mamada. Isto porque o leite inicial, mais clarinho e transparente, tem muita proteína, lactose, minerais e água. O leite que vem depois, chamado de leite posterior, é mais branco, porque tem mais gordura. “Esse leite posterior, como é mais gorduroso, fornece mais energia para o bebê. Por isso o bebê deve mamar um peito por mamada, até largar o peito sozinho. Retirar o bebê da mama sem esperar que ele largue espontaneamente pode fazer com que ele não mame todo o leite necessário”, ensina Fabíola.

 

  • Meu peito está duro, parece empedrado. O que posso fazer para melhorar?

Logo que o leite desce, é comum as mamas endurecerem e ficarem quentes. O termo comum é dizer que o peito está “empedrado”. Na maioria das vezes, a solução para essa situação é oferecer mais o peito ao bebê, pois isso ajuda a esvaziar a mama. “Caso não resolva, a mãe pode retirar o leite manualmente ou usando uma bomba. Depois de alguns dias, o peito volta ao normal, e o empedramento desaparece”, aconselha Fabíola. Quando o peito está empedrado, muitas vezes a  aréola fica tensa, e é difícil para a criança esticar a mama para formar um bico. A criança então suga em má posição e não consegue retirar leite eficientemente, podendo causar fissuras no peito da mãe. “Retirando um pouco de leite, a mama ficará mais macia. O bebê poderá sugar mais eficientemente”, completa.

 

  • Quais são os principais benefícios da amamentação?

Do ponto de vista da fonoaudiologia, o aleitamento materno é importantíssimo para o desenvolvimento de três áreas: motricidade orofacial, audição e linguagem. “No caso da linguagem, o leite materno possui substâncias que formam o cérebro do bebê, e o contato mãe-bebê favorece o desenvolvimento intelectual. Há comprovações científicas de que crianças amamentadas são mais inteligentes que as não amamentadas”, afirma Cristiane. No caso da audição, a amamentação protege o bebê especialmente contra otites (infecções de ouvido), pois o próprio leite possui anticorpos que evitam a infecção, no caso do leite entrar no ouvido: “A tuba auditiva do bebê é mais horizontalizada, o que favorece a entrada do leite”, diz Cristiane. A fonoaudióloga explica ainda que o leite artificial entra no ouvido e provoca infecções de repetição, que pode causar perdas auditiva irreversíveis no bebê. O leite materno também protege a criança contra várias infecções das vias aéreas, e contra infecções de garganta. “No caso da motricidade orofacial, o aleitamento materno proporciona o crescimento facial adequado para a criança. No peito, o bebê abre bem a boca, traz a língua para fora, realiza quatro movimentos com a mandíbula – abertura, anteriorização, fechamento e posteriorização – e trabalha os músculos que mais tarde serão necessários para a mastigação. Esses movimentos favorecem o crescimento, preparam para a erupção alinhada dos dentes, a respiração pelo nariz e posteriormente a mastigação, fala e deglutição”, completa Cristiane. Grazielly complementa: “Os benefícios nutricionais e imunológicos da amamentação são muito importantes, mas o mais relevante é o relacionamento especial entre mãe e filho, a reafirmação diária de amor que se repete sempre que o bebê mama, e isso continua quando o bebê cresce. Se a criança ou bebê se machuca ou fica doente, o aleitamento materno é a melhor maneira de acalmá-lo e tranqüilizar também a mãe e a família”, acrescenta.

Carol Giovaninni dando mamar para Leela, 2 anos

 

  • Crianças que mamam no peito ficam mais inseguras e dependentes da mãe?

Segundo Grazielly, crianças que mamam no peito ativam de modo diferente regiões importantes do cérebro. “Há inúmeras pesquisas que evidenciam que elas se tornam seres mais seguros e independentes se forem amamentadas prolongadamente, para além de dois anos. Com a reafirmação diária de amor e o estreitamento dos laços afetivos entre o binômio mãe-filho, a criança aprende a ser mais segura na aquisição de sua independência”, afirma. A enfermeira destaca ainda que forçar uma independência quando a criança ainda não se mostra preparada para isso pode ser prejudicial: “Frequentemente, nós forçamos nossas crianças a se tornarem independentes muito cedo. Dormir sozinho cedo demais, desmamar cedo demais, deixar de usar fraldas cedo demais. Para que a pressa? Ninguém quer que o filho saia de casa aos 14 anos, quer? Tudo acontecerá no tempo da criança, quando ela se sentir preparada”, resume.

 

  • Existe desmame natural?

Sim, existe. “É muito benéfico para a criança e também para a mãe quando o desmame acontece de maneira suave, progressiva e consciente”, explica Grazielly. O desmame natural, como o nome já diz, é aquele que acontece naturalmente, sem imposições e sem sofrimento, fazendo as transições com suavidade e respeito pelo tempo da criança.

 

  • É possível desmamar a criança sem grandes traumas?

Se o desmame for natural, não existe trauma, uma vez que acontece por vontade da criança. Se for um desmame por necessidade materna, é necessário que seja gradual. “Uma boa maneira de tornar este momento menos dolorido para o bebê é diminuir o número de mamadas oferecidas ao longo do dia. Dependendo da idade da criança, é possível negociar o tempo das mamadas – se a mamada costuma durar 20 minutos, reduza para 15, depois para 10, e assim sucessivamente, até conseguir não oferecer mais. Procurar distrair o bebê com alguma atividade ou brincadeira que ele goste, pode ajudar muito. Começar deixando as mamadas como ‘sobremesa’, após as principais refeições, também costuma ser uma boa forma de iniciar  o processo”, aconselha Grazielly, que faz questão de ressaltar que o desmame é um momento importante para ambos, mãe e filho. A mãe deve ter certeza de que está preparada para isto, pois só assim conseguirá atingir os objetivos sem magoar o bebê. “Por experiência, tenho visto que as mães têm desmamado sem realmente desejar, sem estarem prontas, e depois se culpam por não terem amamentado por mais tempo. Por isso, desmame apenas quando estiver segura, ou deixe que o bebê sinalize quando for a hora”, completa.

 

  • Ter silicone ou ter feito cirurgia de redução das mamas pode atrapalhar a amamentação?

Os estudos mais recentes indicam que tanto a redução de mamas quanto o implante de silicone podem trazer dificuldades na amamentação. “A redução das mamas, especialmente se parte da glândula mamária foi retirada, reduz a produção de leite, e o implante pode pressionar as estruturas mamárias”, explica a fonoaudióloga Cristiane Faccio Gomes, especialista em Motricidade Orofacial e doutora em pediatria. Em geral, o que se percebe em consultórios médicos é que as mulheres que nunca foram submetidas a nenhuma cirurgia mamária apresentam menores dificuldades na amamentação, seguidas das mulheres que realizaram implante de silicone e das que realizaram redução. Estas últimas apresentam as maiores dificuldades.

 

Catarina amamentando Heitor, apesar das mastites e rachaduras (foto: Kalu Brum)

  • Como amamentar uma criança que já tem dentes sem que ela me machuque?

Por volta de 6 meses, o bebê tem seu reflexo de sucção inibido, que dá lugar à sucção consciente e à mastigação. Nessa fase, ele precisa treinar a mastigação, que é aprendida. O ideal é sempre oferecer a mama em primeiro lugar e, após a mamada, oferecer outros alimentos. A amamentação deve ser mantida como principal fonte de alimentação e os alimentos, oferecidos de forma complementar. “O bebê deve ser muito estimulado a mastigar, começando com alimentos pastosos, e chegando aos sólidos por volta de um ano. Pode-se utilizar mordedores e dar alimentos duros para o bebê tentar morder. Em geral, ele morde a mama quando os dentes estão erupcionando, por causa da coceira na gengiva, por isso os mordedores podem ser utilizados. Conversar com o bebê também pode ajudar durante a amamentação, mostrando que as mordidas machucam a mãe”, esclarece a fonoaudióloga Cristiane.

 

  • O que é mastite? Como evitar?

A mastite é uma infecção do tecido mamário, que acontece quando um ducto lactífero é bloqueado, e não desobstrui. “Parte da mama fica vermelha, quente, inchada e amolecida. A mulher tem febre e não se sente bem”, explica Fabíola. Para evitar a mastite, é importante que a mãe desobstrua o ducto bloqueado antes que ele infeccione. Manter uma boa posição na hora da mamada ajuda muito a prevenir mastites. “É interessante que a mãe aprenda diferentes posições para amamentar, de tal modo que o leite seja retirado de todos os segmentos da mama. Ela pode ficar sentada, ao invés de deitada. Pode mudar a posição colocando a criança debaixo do braço, por exemplo”, sugere. Fazer com que a criança mame bastante do seio inchado, massagear delicadamente a parte inchada em direção ao mamilo, descansar tanto quanto possível e usar roupas largas na região das mamas são providências que também aliviam o desconforto.

 

Lembre-se: amamentar pode ser sinônimo de carinho, toque e prazer. Para cada dúvida e cada problema, existe uma solução. Não desista de encontrar a resposta para a sua dificuldade! Dar o peito é o melhor que você pode fazer pelo seu bebê.

 

edição: Renata Penna

 

 

Contatos dos profissionais entrevistados:

Cristiane Faccio Gomes, Fonoaudióloga, docente do CESUMAR – Centro Universitário de Maringá, especialista em motricidade orofacial pelo CFFa, Mestre em Educação pela UNESP Marília, Doutora em Pediatria pela UNESP Botucatu, Pós-Doutorada em Saúde Coletiva pela UEL. Contato: fono.crisgomes@hotmail.com

Fabíola Cassab, fundadora do grupo Matrice – Ação de Apoio à Amamentação, membro da Rede IBFAN Brasil – Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar, e da WABA – World Alliance for Breastfeeding Action. Coordenadora das reuniões semanais de suporte à amamentação oferecidas pela Matrice na Casa Materna. Diretora administrativa da rede IBFAN Brasil (gestão 2011-2012), coordenadora de monitoramento nacional da rede IBFAN em 2011. Contato: fcassab@gmail.com ou grupomatrice@gmail.com Sites: www.matrice.wordpress.com e www.ibfan.org.br

Grasielly Mariano, enfermeira, consultora em aleitamento materno por três instituições (EUA e Canadá) e membro do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Aleitamento Materno da EEUSP. Atua na assistência direta à gestante e nutriz, além de gerenciar projetos para grandes empresas empregadoras de mulheres. Pesquisadora do aleitamento no Canadá e em Portugal, estudiosa da técnica da relactação, autora de artigos científicos publicados no Brasil e no exterior. Orientadora de cursos para casais grávidos e para profissionais de saúde na Mammy To Be. Idealizadora do I Curso para Casais Grávidos de Gêmeos, que acontecerá no 2º semestre. Autora do livro ‘Socorro, eu não sei Amamentar!’, ajuda a coordenar as reuniões semanais do Aleitamento Materno Solidário. Sites: www.lactare.com Blog: http://consultoraemamamentacao.blogspot.com Blog do livro: http://socorroeunaoseiamamentar.wordpress.com Dúvidas sobre amamentação: sosmammy@lactare.com

Publicado em 09.jul.11

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Aurea Gil

Aurea Gil

Aprendo a ser mãe e mamífera todos os dias, com ajuda do meu lindíssimo filhote Samuel. Escrevo desde sempre, então um dia resolvi profissionalizar a questão e virei jornalista. Sou nerd desde que isso não era exatamente um elogio. Adoro internet, gatos, seriados enlatados e o caos da cidade grande. Questiono não por opção, mas por necessidade.

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9 comentários na matéria “Aleitamento – Perguntas e Respostas”

  1. ALETHÉA disse:

    Muito bom, o site, a matéria, tudo!!!

    Abraços e parabéns!!!

  2. graziela disse:

    Adoro amamentar minha filhota de 1 ano e seis meses..acho que vai ser dificil pra nós duas o desmame..

    1. Graziela, não precisa ser difícil! E talvez nem seja hora de pensar nisso, sua filhota ainda é bem pequena e se amamentar é prazeroso para vocês duas, para que antecipar as coisas? Quando chegar a hora, acontecerá naturalmente, sem que nada tenha que ser forçado… desmame natural existe e é bom demais!

  3. Aline Cavalcanti disse:

    Parabéns pela matéria. Como precisei dessas informações há cerca de 3 meses! Com certeza vai ajudar muitas mães!!!

  4. Fernanda disse:

    Oi, minha filha esta com 5 meses, começou no berçário semana passada e na próxima volto a trabalhar.
    Com isso, vem a situação do bebe ter que mamar sem ser no peito da mãe…. que dificuldade!!!!
    Procurei informação a respeito dessa fase de transição e não encontrei nada.
    Testei vários bicos de mamadeira, aos poucos ela esta aceitando, mas é dificil.
    Fica a dica, mais divulgação da fase de transição do inicio no berçário, volta ao trabalho, inicio da mamadeira, frutinhas….
    Brigadinha

  5. Marina disse:

    Olá Mamíferas! Parabéns pelo trabalho, gosto muito de tudo que vejo por aqui…
    Sobre este assunto amamentação, fiquei com uma dúvida…será que vcs poderiam me ajudar? Tenho uma bebe com 3,5 meses e ela mama muito bem, mas as vezes tenho a impressão de que não estou produzindo leite suficiente, pq o seio parece sempre estar vazio…na verdade, só fica bem cheio mesmo, pela manhã , já que ela dorme a noite inteira e não mama durante a noite. E aí durante o dia, vai esvaziando…e ela tem chorado muito durante o dia. Será que está faltando leite para a minha pequena?
    Muito obrigada, beijo,
    Marina

    1. olá Marina, obrigada pelas palavras!
      olha só, o organismo, com o tempo, se ajusta à demanda do bebê. isso significa que é natural que, com o tempo, as mamas não fiquem cheias como no início, quando o organismo ainda estava ‘reconhecendo’ o bebê e tentando entender de quanto leite ele precisava, e ajustar-se a essa necessidade… portanto o seio não ficar mais cheio como antes não é um problema.
      você diz que sua bebê chora muito durante o dia… só o colo e aconchego não resolvem? como está o ganho de peso dela? e as fraldas, você troca bastante fraldas por dia?
      bebês choram por centenas de motivos, sentem medo, frio, calor, tédio, solidão, saudades da barriga… é importante avaliar todas as outras coisas (fraldas, desenvolvimento, ganho de peso).
      abraço!

  6. aparelho fixo disse:

    Estava realmente esperando encontrar informação como essa. Adoro sites como esse que entendem o valor de prover uma boa fonte de informações gratuitamente. Não posso não comentar a qualidade de sua escrita. Continue assim.


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